Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do
mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E
também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do
Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido
falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que
lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o
comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos
os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo
Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de
Deus!" 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele
era.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão– “Na barca com Jesus”
No Evangelho de hoje vemos que Jesus pediu que lhe
providenciassem uma barca e se retirou para a beira do mar junto com seus
discípulos, por causa da multidão que o comprimia. Também hoje, Jesus quer nos
tirar do meio da multidão que nos pressiona e nos influencia.
Se permanecermos apenas no meio da multidão, não teremos a
oportunidade nem a chance de aprender verdadeiramente com Jesus. Corremos o
risco de confundir os planos de Deus para nossa vida e permanecer na mesmice.
Jesus nos chama para fora da multidão a fim de nos orientar,
nos curar e nos ensinar a viver melhor. Por isso, é necessário afastar-nos da
mentalidade do mundo e, como os discípulos, entrar e sentar-nos na barca com
Jesus.
É ali, na intimidade com Ele, que Jesus pessoalmente nos
toca, nos cura, nos fortalece e nos ensina tudo o que precisamos aprender para
segui-Lo fielmente. O seguimento de Jesus implica libertação: das cargas que
pesam sobre nós, das expectativas dos outros e até de nós mesmos.
Entramos na barca com Jesus quando ficamos a sós com Ele: na
oração, na adoração, na escuta e meditação da Sua Palavra.
Somente assim permitimos que Jesus entre em nosso coração e,
pouco a pouco, cure nossas enfermidades, nossas feridas, retire nossos
desencantos e nos liberte dos sentimentos de frustração e medo. Assim, seremos
capazes de sair do meio da multidão para segui-Lo de verdade.
Vamos Refletir: A multidão (o mundo, as pessoas, as
pressões) tem impedido você de seguir Jesus? Você tem buscado sair do meio da
multidão para ficar a sós com Ele? Você sente que precisa ser curado(a) de
alguma coisa?
Oração: Senhor Jesus, Tu que conheces o peso das
multidões que nos cercam e as pressões que tantas vezes nos sufocam, convida-nos
hoje a subir na barca contigo. Afasta-nos do barulho que confunde, das vozes
que nos afastam de Ti e da mentalidade do mundo que nos aprisiona. Ensina-nos a
buscar o silêncio da oração e a alegria de estar a sós contigo. Toca-nos com
teu amor e cura nossas feridas, nossos medos, frustrações e desencantos. Liberta-nos
das cargas que pesam sobre o coração e devolve-nos a paz que só Tu podes dar. Que,
na barca contigo, aprendamos a confiar, a ouvir tua Palavra e a seguir teus passos com fidelidade. Conduze-nos para
longe da multidão e para perto do teu coração. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga.
Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se
haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse
ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4 E
perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar
uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5 Jesus,
então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de
coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão
ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes,
imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
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Reflexão: O Evangelho de hoje nos apresenta
Jesus diante de um coração endurecido pela rigidez e pelo legalismo. Na
sinagoga, Ele encontra um homem com a mão seca e, ao mesmo tempo, pessoas mais
preocupadas em acusar do que em amar. A pergunta de Jesus ecoa com força: “É
permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?” Diante do silêncio dos
fariseus, revela-se o contraste entre a Lei vivida como peso e a Lei vivida
como caminho de vida.
Jesus não ignora o sábado, mas o recoloca em seu verdadeiro
sentido: o bem do ser humano. Sua ira e tristeza não são sinais de ódio, mas de
amor ferido diante da dureza do coração humano. Onde falta misericórdia, até a
religião pode se tornar instrumento de exclusão. Ao curar o homem, Jesus mostra
que o amor não pode esperar e que salvar uma vida está acima de qualquer norma.
A memória de Santa Inês, foi uma jovem romana martirizada
por volta do ano 304, durante as perseguições romanas, por se recusar a
renunciar sua fé em Cristo e seu voto de virgindade, tornando-se um poderoso
símbolo de pureza, castidade e fé inabalável, sendo padroeira dos jovens e da
pureza, com sua festa celebrada em 21 de janeiro, marcada pela bênção de
cordeiros e a confecção dos pálios papais com sua lã.
Santa Inês, ilumina ainda mais esta Palavra. Mesmo em tenra
idade, ela escolheu permanecer fiel a Cristo, enfrentando perseguição e morte.
Seu testemunho revela um coração livre, não endurecido pelo medo ou pela
conveniência, mas totalmente entregue ao amor de Deus. Inês viveu aquilo que
Jesus ensina: fazer o bem, mesmo quando isso custa caro.
Este Evangelho nos convida a examinar o nosso próprio
coração. Somos capazes de reconhecer o sofrimento do outro ou nos escondemos
atrás de regras, julgamentos e comodismos?
Pedimos hoje a graça de um coração semelhante ao de Cristo:
sensível, misericordioso e corajoso. Que, a exemplo de Santa Inês, saibamos
escolher o bem, a fidelidade e o amor, mesmo quando isso exige sacrifício.
Oração: Senhor Jesus, Tu que olhaste com amor
para o homem da mão seca e te entristeceste com a dureza dos corações, olha
também para nós. Cura, Senhor, tudo aquilo que em nosso coração se tornou seco,
rígido ou fechado ao amor. Livra-nos do legalismo que julga e ensina-nos a
viver a fé com misericórdia, compaixão e verdade. Pela intercessão de Santa
Inês, dá-nos um coração puro, fiel e corajoso, capaz de escolher o bem, mesmo
diante das dificuldades, e de permanecer firmes no Teu amor, sem medo de
testemunhar o Evangelho. Que nossas mãos sejam estendidas para servir, nossos
olhos atentos ao sofrimento do irmão e nossa vida inteira seja um louvor a Ti. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
23 Jesus estava passando por uns campos de trigo, em
dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto
caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que
eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" 25 Jesus lhes
disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram
quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa
de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a
Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é
permitido comer esses pães". 27 E acrescentou: "O sábado foi
feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do
Homem é senhor também do sábado".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
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Reflexão: No
Evangelho de hoje, Jesus nos convida a rever a maneira como vivemos a fé.
Diante da crítica dos fariseus, Ele mostra que a Lei de Deus não pode ser usada
para oprimir, mas para servir à vida. Ao afirmar que “o sábado foi feito
para o homem, e não o homem para o sábado”, Jesus recoloca o ser humano no
centro do projeto divino.
Os fariseus estavam mais
preocupados com a observância rigorosa da lei do que com a necessidade concreta
dos discípulos, que sentiam fome. Jesus, porém, revela que a verdadeira
fidelidade a Deus passa pela misericórdia, pela compaixão e pelo cuidado com o
outro. Onde falta amor, a religião perde seu sentido.
Ao se declarar Senhor do
sábado, Jesus afirma sua autoridade divina e nos ensina que é Ele quem dá
pleno significado à Lei. Seguir Cristo não é cumprir normas frias, mas caminhar
com Aquele que liberta, cura e restaura a dignidade humana.
Este Evangelho nos provoca a
refletir: Minhas atitudes religiosas aproximam ou afastam as pessoas de
Deus? Coloco a lei acima da vida ou deixo que o amor conduza minhas escolhas?
Que aprendamos com Jesus a
viver uma fé que une verdade e misericórdia, lei e amor, fazendo de cada dia um
espaço de encontro com Deus e de cuidado com o próximo.
Oração: Senhor Jesus, Senhor do sábado e da vida, nós Vos
louvamos porque sois Deus de misericórdia e amor. Ensinai-nos a viver a fé com
um coração sensível, capaz de colocar a vida acima das regras e o amor acima de
qualquer julgamento. Livrai-nos de uma
religiosidade fria e dura, que esquece o cuidado com o irmão e se fecha à vossa
compaixão. Ajudai-nos a compreender que toda lei encontra seu verdadeiro
sentido em Vós, que sois o centro da nossa fé e o caminho que conduz ao Pai. Que
nossas atitudes sejam sinal de acolhida, justiça e misericórdia, para que,
vivendo o Evangelho, glorifiquemos a Deus em cada gesto e decisão. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os
fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os
discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos
não jejuam?" 19 Jesus respondeu: "Os convidados de um
casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles?
Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas
vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles
vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha;
porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22
Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres
velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres
novos".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
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Reflexão:No Evangelho de hoje, Jesus é
questionado sobre o jejum. A resposta que Ele dá vai muito além de uma prática
religiosa: revela o sentido profundo da fé. Ao se apresentar como o Noivo,
Jesus nos mostra que a presença de Deus no meio do seu povo é motivo de
alegria, comunhão e vida nova.
Os fariseus e os discípulos de João estavam presos à forma,
ao costume, à prática exterior. Jesus, porém, ensina que a fé não pode ser
vivida apenas como obrigação. Enquanto o Noivo está presente, o coração é
chamado a celebrar. O verdadeiro encontro com Deus gera alegria, não peso.
A imagem do vinho novo em odres novos nos convida à
conversão interior. Não basta tentar “remendar” nossa vida com práticas
religiosas se o coração permanece fechado à novidade do Evangelho. Para acolher
Jesus, é preciso deixar que Ele renove nossas atitudes, pensamentos e escolhas.
Este Evangelho nos provoca a perguntar: Estamos vivendo nossa fé como encontro vivo com Cristo ou apenas como
repetição de costumes?
Jesus não rejeita o jejum ou as práticas religiosas, mas ensina que elas só têm
sentido quando nascem de um coração renovado.
Que neste Tempo Comum possamos permitir que o Senhor faça de
nós odres novos, capazes de acolher o vinho novo da sua graça, vivendo
uma fé autêntica, alegre e transformadora.
Oração:Senhor Jesus, Noivo da nossa alma e
fonte da verdadeira alegria, nós Vos agradecemos pela vossa presença em nossa
vida. Ajudai-nos a compreender o tempo certo de cada coisa: o tempo da festa e
o tempo do silêncio, o tempo da alegria e o tempo da conversão. Não permitais
que nossa fé se torne apenas costume ou prática vazia, mas fazei de nós odres
novos, capazes de acolher o vinho novo do vosso amor. Renovai nosso
coração, libertai-nos de atitudes antigas que nos afastam de Vós e ensinai-nos
a viver uma fé viva, sincera e alegre. Que saibamos reconhecer a vossa presença e celebrar convosco a vida que vem de Deus. Conduzidos pelo vosso Espírito, que
nossa caminhada seja marcada pela renovação interior e pela fidelidade ao
Evangelho, hoje e sempre. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória
a vós, Senhor.
Naquele tempo, 29 João viu Jesus aproximar-se dele e
disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele
é que eu disse: 'Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque
existia antes de mim'. 31 Também eu não o conhecia, mas se eu vim
batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel". 32
E João deu ptestemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito descer, como uma pomba
do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele
que me enviou a batizar com água me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito
descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34 Eu vi
e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!"
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
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Reflexão: No Evangelho deste domingo, João
Batista aponta Jesus e faz uma das declarações mais profundas da fé cristã: “Eis
o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João não chama a atenção para
si, mas direciona o olhar de todos para Cristo. Ele ensina que a verdadeira
missão nasce da humildade e do testemunho fiel.
Ao chamar Jesus de Cordeiro, João revela o sentido da
missão de Cristo: Ele é aquele que se entrega, que assume sobre si o pecado da
humanidade e inaugura um novo caminho de reconciliação com Deus. Não é um
Messias de força e poder humano, mas de amor, entrega e obediência ao Pai.
O testemunho de João também nos mostra a ação do Espírito
Santo. O Espírito desce e permanece sobre Jesus, confirmando que Ele é o Filho
de Deus e aquele que batiza com o Espírito Santo. Isso nos recorda que a fé não
nasce apenas do conhecimento intelectual, mas da ação viva de Deus em nosso
coração.
Assim como João Batista, também somos chamados a reconhecer
Jesus, a apontá-Lo com nossa vida e a dar testemunho de quem Ele é. Mesmo
quando não compreendemos tudo, somos convidados a confiar, escutar e deixar que
o Espírito nos conduza.
Que neste Tempo Comum aprendamos a ver Jesus presente no
nosso dia a dia, a acolhê-Lo como o Cordeiro que tira o pecado do mundo e a
permitir que Ele transforme nossa vida com seu amor e sua graça.
Oração: Senhor Jesus, Cordeiro de Deus que
tirais o pecado do mundo, nós Vos bendizemos e Vos adoramos. Dai-nos um coração
simples e atento, capaz de reconhecer a vossa presença em meio às nossas
rotinas e desafios. Assim como João Batista, ensinai-nos a apontar para Vós, não
com palavras vazias, mas com uma vida marcada pelo amor, pela verdade e pela
fidelidade ao Pai. Enviai sobre nós o vosso Espírito Santo, para que permaneça
em nossos corações, nos conduza no caminho do bem e nos fortaleça na fé, na
esperança e na caridade. Que saibamos acolher o vosso chamado, confiar em vossa
vontade e testemunhar com alegria que sois o Filho de Deus e o Salvador do
mundo. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do
mar. Toda a multidão ia ao seu encontro e Jesus os ensinava. 14 Enquanto
passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e
disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. 15 E
aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e
pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram
muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus,
viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então
eles perguntaram aos discípulos: "Por que ele come com os cobradores de
impostos e pecadores?" 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes:
"Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não
vim para chamar justos, mas sim pecadores".
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Reflexão – “Eu não vim chamar justos, mas pecadores”
O Evangelho de hoje nos apresenta um dos encontros mais
transformadores narrados por São Marcos: o chamado de Levi, um cobrador de
impostos. Aos olhos da sociedade religiosa da época, Levi era um homem marcado
pelo pecado, pela exclusão e pela desconfiança. No entanto, Jesus não o evita,
não o julga, nem o condena. Pelo contrário, olha para ele, chama-o e
confia-lhe uma nova vida: “Segue-me”.
Esse olhar de Jesus revela o coração misericordioso de Deus,
que não se deixa prender por rótulos ou aparências. Onde muitos veem apenas
erro e pecado, Jesus enxerga possibilidade de conversão. Levi se levanta
imediatamente, deixando para trás a antiga vida. O encontro com Cristo gera
movimento, decisão e mudança.
A cena continua à mesa, lugar de comunhão. Jesus senta-se
com pecadores, provocando escândalo entre os fariseus. Para eles, a santidade
significava separação; para Jesus, a verdadeira santidade passa pela
proximidade e pela cura. Por isso Ele afirma:
“Não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes.”
Essa frase não diminui o pecado, mas revela a missão de
Cristo: curar, restaurar e salvar. Jesus não veio para confirmar os que
se julgam justos, mas para levantar os caídos, reacender a esperança dos que se
sentem indignos e oferecer misericórdia a quem reconhece sua necessidade.
Hoje a Igreja celebra Santo Antão, Pai do Monaquismo: Santo
Antão nasceu no Egito, no ano 251. Órfão ainda jovem, herdou muitos bens, mas
sobretudo uma sólida educação cristã. Tocando-se pela Palavra de Deus, decidiu
abandonar as riquezas, cuidar do futuro de sua irmã e entregar-se totalmente ao
seguimento de Cristo.
Movido pelo Evangelho, escolheu viver como eremita,
confiando na providência e buscando a vontade de Deus na oração, no silêncio e
na penitência. Aprendeu a ler, meditar a Palavra e a contemplar, crescendo em
santidade.
Viveu por um tempo em lugares isolados, até mesmo em um
cemitério, enfrentando dificuldades com fé e coragem. Cercou-se de muros e ali
viveu em profunda união com Deus, aconselhando as pessoas que o procuravam. Aos
poucos, muitos passaram a imitá-lo, dando origem à vida monástica.
Apesar da vida austera, Santo Antão era conhecido pela alegria,
simplicidade e sorriso. Tornou-se referência espiritual, formando monges e
orientando aqueles que buscavam a santidade.
Defensor da fé, combateu o arianismo, inclusive em
Alexandria, ao lado de Santo Atanásio, afirmando a divindade de Jesus Cristo.
Santo Antão faleceu em 356, com mais de cem anos, deixando
um exemplo marcante de pobreza, obediência, castidade e amor a Deus. É
lembrado como pai, abade e modelo para toda a vida religiosa.
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Celebrar hoje Santo Antão, abade, reforça essa
mensagem do evangelho, Santo Antão retirou-se para o deserto não por desprezo
do mundo, mas para buscar a Deus de todo o coração, reconhecendo sua
fragilidade e confiando plenamente na graça divina. Sua vida nos ensina que a
conversão é um caminho diário, feito de silêncio, oração e fidelidade.
Este Evangelho nos convida a uma pergunta sincera: reconhecemos
nossa necessidade de Deus ou nos escondemos atrás de uma falsa justiça?
Somente quem se reconhece “doente” permite que Cristo seja seu Médico.
Que neste dia aprendamos a acolher o olhar misericordioso de
Jesus, a levantar-nos como Levi e a seguir o Senhor com um coração humilde e
disponível à conversão.
Oração:Senhor Jesus, Médico das almas e dos
corações, assim como chamaste Levi, passa hoje pela minha vida
e ensina-me a escutar a tua voz. Dá-me a humildade de reconhecer minhas
fraquezas e a coragem de levantar-me do que me prende para seguir-Te com um
coração novo. Livra-me de todo julgamento, para que eu saiba acolher, amar e
perdoar como Tu acolhes, amas e perdoas. Que eu nunca me considere justo demais
a ponto de dispensar a tua misericórdia, mas que todos os dias reconheça minha
necessidade da tua graça. Pela intercessão de Santo Antão, abade, ensina-me a buscar o silêncio interior, a perseverar na oração e a confiar
somente em Ti. Fica comigo, Senhor, cura-me, transforma-me e faz de mim um
instrumento da tua misericórdia. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em
Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 E
reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da
porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um
paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar
até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar
onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico
estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao
paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados". 6 Ora,
alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações:
7 "Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém
pode perdoar pecados, a não ser Deus". 8 Jesus percebeu logo o que
eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: "Por que pensais assim em
vossos corações? 9 O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'Os teus
pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10
Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar
pecados, — disse ele ao paralítico: — 11 eu te ordeno: levanta-te, pega
tua cama, e vai para tua casa!" 12 O paralítico então se levantou
e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e
louvavam a Deus, dizendo: "Nunca vimos uma coisa assim".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Reflexão – “A fé dos amigos ajuda a curar”
Hoje o Evangelho nos mostra que a atitude dos quatro homens
que levaram o paralítico até Jesus é um verdadeiro testemunho de perseverança,
ousadia e fé profunda. Eles não se deixaram vencer pelos obstáculos: nem
pela multidão, nem pelas dificuldades do caminho. Fizeram o impossível porque
tinham confiança absoluta no poder de Jesus.
Chama-nos a atenção o fato de que Jesus percebeu “a fé
daqueles homens”, e não propriamente a fé do paralítico. Isso nos leva a
compreender que, muitas vezes, a fé do outro pode nos sustentar e até nos
salvar. Quantas pessoas ao nosso redor estão “paralisadas” espiritualmente,
emocionalmente ou até fisicamente, esperando alguém que as conduza até Jesus?
Muitas vezes desejamos ajudar, mas nos sentimos impotentes
diante das dificuldades. Este Evangelho nos ensina que uma fé autêntica não
desiste, não se acomoda, não se paralisa diante dos impedimentos. Pelo
contrário, ela cria caminhos.
Há muitos “paralíticos” ao nosso redor que continuam assim
porque nós mesmos, por vezes, estamos paralisados pela incredulidade, pelo medo
ou pela acomodação. Jesus nos convida a tomar a iniciativa, a agir, a confiar
verdadeiramente em seu poder.
Ter fé não é apenas acreditar, mas agir movido por essa
fé, mesmo quando tudo parece difícil. Se dizemos que cremos, por que ainda
duvidamos do poder transformador de Jesus?
Para refletir: Você acredita que Jesus pode curar os
seus amigos “paralíticos”? O que você tem feito, concretamente, para demonstrar
a sua fé? O que você entende por “paralítico” nos dias de hoje? Para onde Jesus
mandou o paralítico ir depois de curá-lo? Na sua casa, existe alguém que
precisa ser levado até Jesus?
Que o Evangelho de Hoje nos ajude a ter a mesma ousadia, e
viver pela Fé, e acreditar que Jesus está conosco e nos nos cure de toda paralisia
que nos afasta Dele. “Senhor aumenta a nossa Fé!
Oração: Senhor Jesus, assim como aqueles quatro
homens, queremos nos aproximar de Ti com um coração cheio de fé.
Dá-nos coragem para não desistir diante dos obstáculos e perseverança para
levar até Ti aqueles que estão “paralisados” pela dor, pelo desânimo, pelo
pecado ou pela falta de esperança. Cura-nos, Senhor, de toda incredulidade que
nos impede de agir. Fortalece nossa fé para que ela não seja apenas palavra, mas
gesto concreto de amor, solidariedade e confiança em Teu poder. Que possamos
ser instrumentos da Tua misericórdia, capazes de ajudar nossos irmãos a se
levantar, a tomar de novo o rumo da vida e a caminhar contigo todos os dias. Assim
como o paralítico, queremos nos levantar, tomar nossa “cama” e seguir em
frente, testemunhando com a vida as maravilhas que Tu realizas. Amém.