Santo Antão, abade | Memória | Sábado
Evangelho (Mc 2,13-17) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do
mar. Toda a multidão ia ao seu encontro e Jesus os ensinava. 14 Enquanto
passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e
disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. 15 E
aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e
pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram
muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus,
viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então
eles perguntaram aos discípulos: "Por que ele come com os cobradores de
impostos e pecadores?" 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes:
"Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não
vim para chamar justos, mas sim pecadores".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão – “Eu não vim chamar justos, mas pecadores”
O Evangelho de hoje nos apresenta um dos encontros mais
transformadores narrados por São Marcos: o chamado de Levi, um cobrador de
impostos. Aos olhos da sociedade religiosa da época, Levi era um homem marcado
pelo pecado, pela exclusão e pela desconfiança. No entanto, Jesus não o evita,
não o julga, nem o condena. Pelo contrário, olha para ele, chama-o e
confia-lhe uma nova vida: “Segue-me”.
Esse olhar de Jesus revela o coração misericordioso de Deus,
que não se deixa prender por rótulos ou aparências. Onde muitos veem apenas
erro e pecado, Jesus enxerga possibilidade de conversão. Levi se levanta
imediatamente, deixando para trás a antiga vida. O encontro com Cristo gera
movimento, decisão e mudança.
A cena continua à mesa, lugar de comunhão. Jesus senta-se
com pecadores, provocando escândalo entre os fariseus. Para eles, a santidade
significava separação; para Jesus, a verdadeira santidade passa pela
proximidade e pela cura. Por isso Ele afirma:
“Não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes.”
Essa frase não diminui o pecado, mas revela a missão de
Cristo: curar, restaurar e salvar. Jesus não veio para confirmar os que
se julgam justos, mas para levantar os caídos, reacender a esperança dos que se
sentem indignos e oferecer misericórdia a quem reconhece sua necessidade.
Hoje a Igreja celebra Santo Antão, Pai do Monaquismo: Santo
Antão nasceu no Egito, no ano 251. Órfão ainda jovem, herdou muitos bens, mas
sobretudo uma sólida educação cristã. Tocando-se pela Palavra de Deus, decidiu
abandonar as riquezas, cuidar do futuro de sua irmã e entregar-se totalmente ao
seguimento de Cristo.
Movido pelo Evangelho, escolheu viver como eremita,
confiando na providência e buscando a vontade de Deus na oração, no silêncio e
na penitência. Aprendeu a ler, meditar a Palavra e a contemplar, crescendo em
santidade.
Viveu por um tempo em lugares isolados, até mesmo em um
cemitério, enfrentando dificuldades com fé e coragem. Cercou-se de muros e ali
viveu em profunda união com Deus, aconselhando as pessoas que o procuravam. Aos
poucos, muitos passaram a imitá-lo, dando origem à vida monástica.
Apesar da vida austera, Santo Antão era conhecido pela alegria,
simplicidade e sorriso. Tornou-se referência espiritual, formando monges e
orientando aqueles que buscavam a santidade.
Defensor da fé, combateu o arianismo, inclusive em
Alexandria, ao lado de Santo Atanásio, afirmando a divindade de Jesus Cristo.
Santo Antão faleceu em 356, com mais de cem anos, deixando
um exemplo marcante de pobreza, obediência, castidade e amor a Deus. É
lembrado como pai, abade e modelo para toda a vida religiosa.
Celebrar hoje Santo Antão, abade, reforça essa mensagem do evangelho, Santo Antão retirou-se para o deserto não por desprezo do mundo, mas para buscar a Deus de todo o coração, reconhecendo sua fragilidade e confiando plenamente na graça divina. Sua vida nos ensina que a conversão é um caminho diário, feito de silêncio, oração e fidelidade.
Este Evangelho nos convida a uma pergunta sincera: reconhecemos
nossa necessidade de Deus ou nos escondemos atrás de uma falsa justiça?
Somente quem se reconhece “doente” permite que Cristo seja seu Médico.
Que neste dia aprendamos a acolher o olhar misericordioso de
Jesus, a levantar-nos como Levi e a seguir o Senhor com um coração humilde e
disponível à conversão.
Um comentário:
Jesus dai-me um coração disponível ao Teu chamado. Amém.
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