quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 21-01-2026

 

Santa Inês, virgem e mártir | Memória | Quarta-feira

Evangelho (Mc 3,1-6) - - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4 E perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus diante de um coração endurecido pela rigidez e pelo legalismo. Na sinagoga, Ele encontra um homem com a mão seca e, ao mesmo tempo, pessoas mais preocupadas em acusar do que em amar. A pergunta de Jesus ecoa com força: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?” Diante do silêncio dos fariseus, revela-se o contraste entre a Lei vivida como peso e a Lei vivida como caminho de vida.

Jesus não ignora o sábado, mas o recoloca em seu verdadeiro sentido: o bem do ser humano. Sua ira e tristeza não são sinais de ódio, mas de amor ferido diante da dureza do coração humano. Onde falta misericórdia, até a religião pode se tornar instrumento de exclusão. Ao curar o homem, Jesus mostra que o amor não pode esperar e que salvar uma vida está acima de qualquer norma.

A memória de Santa Inês, foi uma jovem romana martirizada por volta do ano 304, durante as perseguições romanas, por se recusar a renunciar sua fé em Cristo e seu voto de virgindade, tornando-se um poderoso símbolo de pureza, castidade e fé inabalável, sendo padroeira dos jovens e da pureza, com sua festa celebrada em 21 de janeiro, marcada pela bênção de cordeiros e a confecção dos pálios papais com sua lã.  

Santa Inês, ilumina ainda mais esta Palavra. Mesmo em tenra idade, ela escolheu permanecer fiel a Cristo, enfrentando perseguição e morte. Seu testemunho revela um coração livre, não endurecido pelo medo ou pela conveniência, mas totalmente entregue ao amor de Deus. Inês viveu aquilo que Jesus ensina: fazer o bem, mesmo quando isso custa caro.

Este Evangelho nos convida a examinar o nosso próprio coração. Somos capazes de reconhecer o sofrimento do outro ou nos escondemos atrás de regras, julgamentos e comodismos?

Pedimos hoje a graça de um coração semelhante ao de Cristo: sensível, misericordioso e corajoso. Que, a exemplo de Santa Inês, saibamos escolher o bem, a fidelidade e o amor, mesmo quando isso exige sacrifício.

Oração: Senhor Jesus, Tu que olhaste com amor para o homem da mão seca e te entristeceste com a dureza dos corações, olha também para nós. Cura, Senhor, tudo aquilo que em nosso coração se tornou seco, rígido ou fechado ao amor. Livra-nos do legalismo que julga e ensina-nos a viver a fé com misericórdia, compaixão e verdade. Pela intercessão de Santa Inês, dá-nos um coração puro, fiel e corajoso, capaz de escolher o bem, mesmo diante das dificuldades, e de permanecer firmes no Teu amor, sem medo de testemunhar o Evangelho. Que nossas mãos sejam estendidas para servir, nossos olhos atentos ao sofrimento do irmão e nossa vida inteira seja um louvor a Ti. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 20-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Evangelho (Mc 2,23-28) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

23 Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" 25 Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães". 27 E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a rever a maneira como vivemos a fé. Diante da crítica dos fariseus, Ele mostra que a Lei de Deus não pode ser usada para oprimir, mas para servir à vida. Ao afirmar que “o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”, Jesus recoloca o ser humano no centro do projeto divino.

Os fariseus estavam mais preocupados com a observância rigorosa da lei do que com a necessidade concreta dos discípulos, que sentiam fome. Jesus, porém, revela que a verdadeira fidelidade a Deus passa pela misericórdia, pela compaixão e pelo cuidado com o outro. Onde falta amor, a religião perde seu sentido.

Ao se declarar Senhor do sábado, Jesus afirma sua autoridade divina e nos ensina que é Ele quem dá pleno significado à Lei. Seguir Cristo não é cumprir normas frias, mas caminhar com Aquele que liberta, cura e restaura a dignidade humana.

Este Evangelho nos provoca a refletir: Minhas atitudes religiosas aproximam ou afastam as pessoas de Deus? Coloco a lei acima da vida ou deixo que o amor conduza minhas escolhas?

Que aprendamos com Jesus a viver uma fé que une verdade e misericórdia, lei e amor, fazendo de cada dia um espaço de encontro com Deus e de cuidado com o próximo.

Oração: Senhor Jesus, Senhor do sábado e da vida, nós Vos louvamos porque sois Deus de misericórdia e amor. Ensinai-nos a viver a fé com um coração sensível, capaz de colocar a vida acima das regras e o amor acima de qualquer  julgamento. Livrai-nos de uma religiosidade fria e dura, que esquece o cuidado com o irmão e se fecha à vossa compaixão. Ajudai-nos a compreender que toda lei encontra seu verdadeiro sentido em Vós, que sois o centro da nossa fé e o caminho que conduz ao Pai. Que nossas atitudes sejam sinal de acolhida, justiça e misericórdia, para que, vivendo o Evangelho, glorifiquemos a Deus em cada gesto e decisão. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 19-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Evangelho (Mc 2,18-22) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?" 19 Jesus respondeu: "Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje, Jesus é questionado sobre o jejum. A resposta que Ele dá vai muito além de uma prática religiosa: revela o sentido profundo da fé. Ao se apresentar como o Noivo, Jesus nos mostra que a presença de Deus no meio do seu povo é motivo de alegria, comunhão e vida nova.

Os fariseus e os discípulos de João estavam presos à forma, ao costume, à prática exterior. Jesus, porém, ensina que a fé não pode ser vivida apenas como obrigação. Enquanto o Noivo está presente, o coração é chamado a celebrar. O verdadeiro encontro com Deus gera alegria, não peso.

A imagem do vinho novo em odres novos nos convida à conversão interior. Não basta tentar “remendar” nossa vida com práticas religiosas se o coração permanece fechado à novidade do Evangelho. Para acolher Jesus, é preciso deixar que Ele renove nossas atitudes, pensamentos e escolhas.

Este Evangelho nos provoca a perguntar: Estamos vivendo nossa fé como encontro vivo com Cristo ou apenas como repetição de costumes?

Jesus não rejeita o jejum ou as práticas religiosas, mas ensina que elas só têm sentido quando nascem de um coração renovado.

Que neste Tempo Comum possamos permitir que o Senhor faça de nós odres novos, capazes de acolher o vinho novo da sua graça, vivendo uma fé autêntica, alegre e transformadora.

Oração: Senhor Jesus, Noivo da nossa alma e fonte da verdadeira alegria, nós Vos agradecemos pela vossa presença em nossa vida. Ajudai-nos a compreender o tempo certo de cada coisa: o tempo da festa e o tempo do silêncio, o tempo da alegria e o tempo da conversão. Não permitais que nossa fé se torne apenas costume ou prática vazia, mas fazei de nós odres novos, capazes de acolher o vinho novo do vosso amor. Renovai nosso coração, libertai-nos de atitudes antigas que nos afastam de Vós e ensinai-nos a viver uma fé viva, sincera e alegre. Que saibamos reconhecer a vossa presença e celebrar convosco a vida que vem de Deus. Conduzidos pelo vosso Espírito, que nossa caminhada seja marcada pela renovação interior e pela fidelidade ao Evangelho, hoje e sempre. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 18-01-2026 - Domingo

 

2º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Evangelho (Jo 1,29-34) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 29 João viu Jesus aproximar-se dele e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: 'Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim'. 31 Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel". 32 E João deu ptestemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34 Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!"

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho deste domingo, João Batista aponta Jesus e faz uma das declarações mais profundas da fé cristã: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João não chama a atenção para si, mas direciona o olhar de todos para Cristo. Ele ensina que a verdadeira missão nasce da humildade e do testemunho fiel.

Ao chamar Jesus de Cordeiro, João revela o sentido da missão de Cristo: Ele é aquele que se entrega, que assume sobre si o pecado da humanidade e inaugura um novo caminho de reconciliação com Deus. Não é um Messias de força e poder humano, mas de amor, entrega e obediência ao Pai.

O testemunho de João também nos mostra a ação do Espírito Santo. O Espírito desce e permanece sobre Jesus, confirmando que Ele é o Filho de Deus e aquele que batiza com o Espírito Santo. Isso nos recorda que a fé não nasce apenas do conhecimento intelectual, mas da ação viva de Deus em nosso coração.

Assim como João Batista, também somos chamados a reconhecer Jesus, a apontá-Lo com nossa vida e a dar testemunho de quem Ele é. Mesmo quando não compreendemos tudo, somos convidados a confiar, escutar e deixar que o Espírito nos conduza.

Que neste Tempo Comum aprendamos a ver Jesus presente no nosso dia a dia, a acolhê-Lo como o Cordeiro que tira o pecado do mundo e a permitir que Ele transforme nossa vida com seu amor e sua graça.

Oração: Senhor Jesus, Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, nós Vos bendizemos e Vos adoramos. Dai-nos um coração simples e atento, capaz de reconhecer a vossa presença em meio às nossas rotinas e desafios. Assim como João Batista, ensinai-nos a apontar para Vós, não com palavras vazias, mas com uma vida marcada pelo amor, pela verdade e pela fidelidade ao Pai. Enviai sobre nós o vosso Espírito Santo, para que permaneça em nossos corações, nos conduza no caminho do bem e nos fortaleça na fé, na esperança e na caridade. Que saibamos acolher o vosso chamado, confiar em vossa vontade e testemunhar com alegria que sois o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 17-01-2026

 

Santo Antão, abade | Memória | Sábado

Evangelho (Mc 2,13-17) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: "Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?" 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “Eu não vim chamar justos, mas pecadores”

O Evangelho de hoje nos apresenta um dos encontros mais transformadores narrados por São Marcos: o chamado de Levi, um cobrador de impostos. Aos olhos da sociedade religiosa da época, Levi era um homem marcado pelo pecado, pela exclusão e pela desconfiança. No entanto, Jesus não o evita, não o julga, nem o condena. Pelo contrário, olha para ele, chama-o e confia-lhe uma nova vida: “Segue-me”.

Esse olhar de Jesus revela o coração misericordioso de Deus, que não se deixa prender por rótulos ou aparências. Onde muitos veem apenas erro e pecado, Jesus enxerga possibilidade de conversão. Levi se levanta imediatamente, deixando para trás a antiga vida. O encontro com Cristo gera movimento, decisão e mudança.

A cena continua à mesa, lugar de comunhão. Jesus senta-se com pecadores, provocando escândalo entre os fariseus. Para eles, a santidade significava separação; para Jesus, a verdadeira santidade passa pela proximidade e pela cura. Por isso Ele afirma:

“Não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes.”

Essa frase não diminui o pecado, mas revela a missão de Cristo: curar, restaurar e salvar. Jesus não veio para confirmar os que se julgam justos, mas para levantar os caídos, reacender a esperança dos que se sentem indignos e oferecer misericórdia a quem reconhece sua necessidade.

Hoje a Igreja celebra Santo Antão, Pai do Monaquismo: Santo Antão nasceu no Egito, no ano 251. Órfão ainda jovem, herdou muitos bens, mas sobretudo uma sólida educação cristã. Tocando-se pela Palavra de Deus, decidiu abandonar as riquezas, cuidar do futuro de sua irmã e entregar-se totalmente ao seguimento de Cristo.

Movido pelo Evangelho, escolheu viver como eremita, confiando na providência e buscando a vontade de Deus na oração, no silêncio e na penitência. Aprendeu a ler, meditar a Palavra e a contemplar, crescendo em santidade.

Viveu por um tempo em lugares isolados, até mesmo em um cemitério, enfrentando dificuldades com fé e coragem. Cercou-se de muros e ali viveu em profunda união com Deus, aconselhando as pessoas que o procuravam. Aos poucos, muitos passaram a imitá-lo, dando origem à vida monástica.

Apesar da vida austera, Santo Antão era conhecido pela alegria, simplicidade e sorriso. Tornou-se referência espiritual, formando monges e orientando aqueles que buscavam a santidade.

Defensor da fé, combateu o arianismo, inclusive em Alexandria, ao lado de Santo Atanásio, afirmando a divindade de Jesus Cristo.

Santo Antão faleceu em 356, com mais de cem anos, deixando um exemplo marcante de pobreza, obediência, castidade e amor a Deus. É lembrado como pai, abade e modelo para toda a vida religiosa.

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Celebrar hoje Santo Antão, abade, reforça essa mensagem do evangelho, Santo Antão retirou-se para o deserto não por desprezo do mundo, mas para buscar a Deus de todo o coração, reconhecendo sua fragilidade e confiando plenamente na graça divina. Sua vida nos ensina que a conversão é um caminho diário, feito de silêncio, oração e fidelidade.

Este Evangelho nos convida a uma pergunta sincera: reconhecemos nossa necessidade de Deus ou nos escondemos atrás de uma falsa justiça? Somente quem se reconhece “doente” permite que Cristo seja seu Médico.

Que neste dia aprendamos a acolher o olhar misericordioso de Jesus, a levantar-nos como Levi e a seguir o Senhor com um coração humilde e disponível à conversão.

Oração: Senhor Jesus, Médico das almas e dos corações, assim como chamaste Levi, passa hoje pela minha vida
e ensina-me a escutar a tua voz. Dá-me a humildade de reconhecer minhas fraquezas e a coragem de levantar-me do que me prende para seguir-Te com um coração novo. Livra-me de todo julgamento, para que eu saiba acolher, amar e perdoar como Tu acolhes, amas e perdoas. Que eu nunca me considere justo demais a ponto de dispensar a tua misericórdia, mas que todos os dias reconheça minha necessidade da tua graça. Pela intercessão de Santo Antão, abade, ensina-me a buscar o silêncio interior, a perseverar na oração e a confiar somente em Ti. Fica comigo, Senhor, cura-me, transforma-me e faz de mim um instrumento da tua misericórdia. Amém

Deus Abençoe Você!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 16-01-2026

 

1ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Evangelho (Mc 2,1-12) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados". 6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7 "Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus". 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: "Por que pensais assim em vossos corações? 9 O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: — 11 eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!" 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: "Nunca vimos uma coisa assim".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “A fé dos amigos ajuda a curar”

Hoje o Evangelho nos mostra que a atitude dos quatro homens que levaram o paralítico até Jesus é um verdadeiro testemunho de perseverança, ousadia e fé profunda. Eles não se deixaram vencer pelos obstáculos: nem pela multidão, nem pelas dificuldades do caminho. Fizeram o impossível porque tinham confiança absoluta no poder de Jesus.

Chama-nos a atenção o fato de que Jesus percebeu “a fé daqueles homens”, e não propriamente a fé do paralítico. Isso nos leva a compreender que, muitas vezes, a fé do outro pode nos sustentar e até nos salvar. Quantas pessoas ao nosso redor estão “paralisadas” espiritualmente, emocionalmente ou até fisicamente, esperando alguém que as conduza até Jesus?

Muitas vezes desejamos ajudar, mas nos sentimos impotentes diante das dificuldades. Este Evangelho nos ensina que uma fé autêntica não desiste, não se acomoda, não se paralisa diante dos impedimentos. Pelo contrário, ela cria caminhos.

Há muitos “paralíticos” ao nosso redor que continuam assim porque nós mesmos, por vezes, estamos paralisados pela incredulidade, pelo medo ou pela acomodação. Jesus nos convida a tomar a iniciativa, a agir, a confiar verdadeiramente em seu poder.

Ter fé não é apenas acreditar, mas agir movido por essa fé, mesmo quando tudo parece difícil. Se dizemos que cremos, por que ainda duvidamos do poder transformador de Jesus?

Para refletir: Você acredita que Jesus pode curar os seus amigos “paralíticos”? O que você tem feito, concretamente, para demonstrar a sua fé? O que você entende por “paralítico” nos dias de hoje? Para onde Jesus mandou o paralítico ir depois de curá-lo? Na sua casa, existe alguém que precisa ser levado até Jesus?

Que o Evangelho de Hoje nos ajude a ter a mesma ousadia, e viver pela Fé, e acreditar que Jesus está conosco e nos nos cure de toda paralisia que nos afasta Dele. “Senhor aumenta a nossa Fé!

Oração: Senhor Jesus, assim como aqueles quatro homens, queremos nos aproximar de Ti com um coração cheio de fé.
Dá-nos coragem para não desistir diante dos obstáculos e perseverança para levar até Ti aqueles que estão “paralisados” pela dor, pelo desânimo, pelo pecado ou pela falta de esperança. Cura-nos, Senhor, de toda incredulidade que nos impede de agir. Fortalece nossa fé para que ela não seja apenas palavra, mas gesto concreto de amor, solidariedade e confiança em Teu poder. Que possamos ser instrumentos da Tua misericórdia, capazes de ajudar nossos irmãos a se levantar, a tomar de novo o rumo da vida e a caminhar contigo todos os dias. Assim como o paralítico, queremos nos levantar, tomar nossa “cama” e seguir em frente, testemunhando com a vida as maravilhas que Tu realizas. Amém.

Deus Abençoe!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 15-01-2026

 

1ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Evangelho (Mc 1,40-45) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: "Se queres tens o poder de curar-me". 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero: fica curado!" 42 No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: "Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!" 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje vemos o encontro de Jesus com o leproso e nos revela, de forma profunda, o coração misericordioso de Deus. A lepra, naquele tempo, não era apenas uma doença física, mas também um sinal de exclusão social e religiosa. O leproso era afastado do convívio, visto como impuro e condenado à solidão. Mesmo assim, ele se aproxima de Jesus com humildade e confiança: “Se queres, tens o poder de curar-me.” Não duvida do poder de Jesus, apenas se abandona à sua vontade.

Jesus responde com um gesto que rompe todas as barreiras: Ele toca o leproso. Antes mesmo da cura, o toque já devolve dignidade, proximidade e acolhimento. A compaixão de Jesus não é apenas sentimento, mas ação concreta que restaura o ser humano por inteiro. Ao dizer “Eu quero”, Jesus revela que a vontade de Deus é sempre a vida, a cura e a reintegração.

O pedido de silêncio feito por Jesus mostra sua obediência ao caminho do Pai e à Lei, mas o homem curado não consegue conter a alegria. Sua experiência com Cristo transborda em testemunho. No entanto, isso faz com que Jesus se retire para lugares desertos, assumindo sobre si as consequências da libertação daquele homem. Assim, vemos um Cristo que se coloca no lugar do excluído para que o outro volte à comunidade.

Este Evangelho nos convida a confiar plenamente em Jesus, levando a Ele nossas “lepras” — feridas, pecados, medos e dores. Também nos chama a sermos instrumentos de compaixão, capazes de tocar, acolher e restaurar aqueles que a sociedade muitas vezes rejeita. Onde há fé sincera, Jesus continua dizendo: “Eu quero.”

Oração: Senhor Jesus, assim como o leproso do Evangelho, eu me coloco de joelhos diante de Ti, reconhecendo minhas fragilidades, feridas e limites. Eu creio no teu poder e confio na tua vontade, pois sei que teu coração é cheio de compaixão. Estende também hoje a tua mão sobre mim, toca aquilo que precisa ser curado, limpa o que me afasta de Ti e dos irmãos, e devolve-me a dignidade de filho(a) amado(a) de Deus. Ensina-me a confiar mesmo quando não compreendo, a obedecer à tua Palavra com humildade e a viver com um coração agradecido pela tua misericórdia. Faz de mim instrumento do teu amor, capaz de acolher, tocar e cuidar dos que sofrem, especialmente dos que são excluídos, esquecidos ou feridos pela vida. Que minha vida seja testemunho silencioso da tua presença, e que em tudo eu proclame: Tu queres, Senhor, e em Ti está a minha cura. Amém.

Deus Abençoe Você!

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