sábado, 31 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 31-01-2026

 

São João Bosco, presbítero | Memória | Sábado

Evangelho (Mc 4,35-41) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

35 Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: "Vamos para a outra margem!" 36 Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37 Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38 Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: "Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?" 39 Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: "Silêncio! Cala-te!" O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40 Então Jesus perguntou aos discípulos: "Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" 41 Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: "Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?"

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: A Igreja celebra em 31 de janeiro a memória de São João Bosco (Dom Bosco), presbítero, fundador da Congregação Salesiana e Pai e Mestre da Juventude. Ele é reconhecido por seu trabalho com jovens carentes no século XIX, unindo espiritualidade e educação.

O Evangelho de hoje nos mostra que após um longo dia de ensinamentos, Jesus convida os discípulos a atravessarem o lago. Cansado, Ele dorme na barca, revelando sua verdadeira humanidade. Durante a travessia, surge uma forte tempestade que ameaça afundar o barco, levando os discípulos ao medo e ao desespero. Eles acordam Jesus, questionando se Ele se importa com a situação. Ao despertar, Jesus repreende o vento e o mar, e imediatamente tudo se acalma, manifestando Seu poder divino sobre a criação.

Em seguida, Jesus confronta a falta de fé dos discípulos, mostrando que o medo nasce quando a confiança em Deus é substituída pela insegurança diante das dificuldades. Admirados, eles reconhecem que Jesus não é apenas um mestre, mas o Senhor que tem autoridade até sobre as forças da natureza.

O barco simboliza nossa vida, nossa família, a Igreja e nossa caminhada espiritual. O mar representa o mundo, cheio de desafios e ameaças. As tempestades fazem parte do caminho, mas não devem nos levar a abandonar o barco. O mais importante não é a força da tempestade, mas a certeza de que Jesus está conosco. Quando caminhamos fora da vontade de Deus, corremos riscos sozinhos; quando navegamos com Ele, mesmo em meio às dificuldades, estamos seguros.

A vida de Dom Bosco ilustra a confiança em Jesus no meio das "tempestades". Em uma época de revolução industrial e pobreza, ele enfrentou desafios imensos para educar jovens abandonados, baseando-se em sua máxima: "Dai-me almas, ficai com o resto". 

Considerado Pai e Mestre dos Jovens, iniciou o Oratório de Dom Bosco em Turim, focado em instrução, formação religiosa e apoio profissional. Sua metodologia ("Sistema Preventivo") priorizava o amor e a razão sobre a força, ensinando que o pecado é feio e a virtude bela. Ele atribuía todas as suas realizações à intercessão de Nossa Senhora. 

A liturgia nos convida a pedir a Deus que, pelo exemplo de São João Bosco, possamos amar e servir com o mesmo zelo pastoral, confiando no poder de Jesus para acalmar as tempestades da nossa vida, e a mensagem central é um chamado à fé, à perseverança e à confiança. Com Jesus no barco, não precisamos temer, pois Ele conduz nossa vida e acalma toda tempestade que tenta nos afastar do caminho. O convite final é claro: permanecer firmes, deixar Jesus no comando e seguir com Ele até o destino final.

Oração: Senhor Jesus, muitas vezes nossa vida se parece com um barco em meio à tempestade. O medo nos invade, o cansaço pesa e achamos que estamos sozinhos. Mas hoje reconhecemos: Tu estás no nosso barco. Aumenta a nossa fé quando as ondas parecem mais fortes que a esperança. Silencia os ventos do medo, da insegurança e da dúvida que querem nos afastar de Ti. Ensina-nos a confiar, mesmo quando parece que Tu estás em silêncio. Não permitas que abandonemos o barco da nossa fé, da nossa família, da nossa Igreja e da nossa caminhada contigo. A Exemplo de Dom Bosco dá-nos perseverança para permanecer firmes até o fim e coragem para deixar-Te sempre no comando da nossa vida. Senhor, acalma as tempestades que enfrentamos hoje e concede-nos a paz que só Tu podes dar. Por intercessão de Dom Bosco ajuda-nos a confiar sempre em Ti, e a seguir os seus passos com fé e perseverança, nos vos pedimos. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 30-01-2026

 

3ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Evangelho (Mc 4,26-34) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: "O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou". 30 E Jesus continuou: "Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31 O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra". 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34 E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: Neste Evangelho, Jesus nos convida a confiar no agir silencioso e fiel de Deus. O Reino não cresce à força nem na ansiedade do controle, mas no ritmo da semente lançada na terra. O semeador faz a sua parte, semear, e depois descansa. A vida brota, cresce e amadurece de um modo que ultrapassa o nosso entendimento.

A Parábola da Semente que Cresce (4,26-29): O Reino de Deus é comparado a um homem que lança a semente na terra. Quer ele durma ou acorde, a semente germina e cresce sem que ele saiba como. A terra produz frutos por si mesma, primeiro a planta, depois a espiga e, finalmente, o grão, mostrando que a graça de Deus age no tempo certo.

Isso nos ensina que a obra de Deus em nós e no mundo acontece muitas vezes no escondimento. Nem sempre vemos resultados imediatos, mas o Senhor age mesmo quando parece que nada está  acontecendo. A paciência e a confiança são atitudes essenciais para quem espera no Reino.

A Parábola do Grão de Mostarda (4,30-32): Jesus compara o Reino à menor de todas as sementes que, ao crescer, torna-se a maior das hortaliças, com ramos que abrigam as aves do céu. Isso simboliza a expansão surpreendente do Reino, que começa de forma insignificante e se torna abrangente.

A parábola do grão de mostarda reforça essa verdade: o que é pequeno, simples e quase invisível pode se tornar abrigo e vida para muitos. Pequenos gestos de amor, uma palavra de fé, uma decisão silenciosa pelo bem, tudo isso, quando colocado nas mãos de Deus, ganha uma fecundidade surpreendente.

Ensino por Parábolas (4,33-34): Jesus utiliza essas comparações para ensinar de acordo com a capacidade de compreensão da multidão, explicando tudo em particular aos discípulos, lembrando-nos da importância da intimidade com Ele. É na escuta atenta e na convivência diária que compreendemos mais profundamente os mistérios do Reino.

Que este Evangelho nos ajude a semear com fidelidade, esperar com paciência e confiar que Deus faz crescer, no tempo certo, aquilo que entregamos a Ele.

Oração: Senhor Jesus, Tu nos ensinas que o Reino cresce no silêncio e na confiança. Recebe hoje as sementes que lançamos com fé, mesmo aquelas que parecem pequenas e frágeis. Dá-nos um coração paciente, capaz de esperar o tempo da tua graça, sem desânimo, sem ansiedade, confiando que Tu fazes crescer o que sozinhos não podemos. Ajuda-nos a ser terra boa, onde tua Palavra encontre espaço, crie raízes profundas e produza frutos de amor, justiça e paz. Que, mesmo sem ver, saibamos crer; mesmo sem entender, saibamos confiar. E que nossa vida seja sinal do teu Reino para todos que se aproximarem de nós. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 29-01-2026


3ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Evangelho (Mc 4,21-25) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21 "Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? 22 Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça". 24 Jesus dizia ainda: "Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25 Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem". 

 — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “Seremos julgados com a mesma medida com que julgamos”

No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a refletir sobre a coerência entre o que somos por dentro e o que manifestamos por fora. Ele compara nossas atitudes a uma lâmpada: ninguém acende uma luz para escondê-la, mas para colocá-la no alto e iluminar a todos. Assim também devem ser as nossas ações — sinais visíveis da presença de Deus em nós.

Tudo aquilo que cultivamos no coração, cedo ou tarde, se revela. Quando nutrimos bons pensamentos e sentimentos, nossas obras se tornam luz que orienta, aquece e conduz outros ao encontro com Deus. Porém, quando escondemos intenções, manipulamos gestos ou fingimos bondade, acabamos revelando a escuridão interior, mesmo que nossas ações pareçam corretas externamente.

Jesus também nos alerta sobre o modo como julgamos. “Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos.” Muitas vezes somos rigorosos com as falhas dos outros, exigentes e impacientes, mas indulgentes conosco mesmos. Esquecemos que essa mesma medida retorna para nós — seja no julgamento dos outros, seja no nosso próprio coração.

O Evangelho nos chama à vigilância interior: transparência, sinceridade e misericórdia. A verdadeira luz nasce de um coração convertido, humilde e disposto a amar sem pesos excessivos, lembrando que a misericórdia é sempre a melhor medida.

Para rezar e refletir: Tenho sido luz ou sombra para as pessoas ao meu redor? Minhas ações refletem aquilo que carrego no coração? Qual é a medida que costumo usar ao julgar os outros? Sou tão misericordioso comigo quanto preciso ser com o próximo? 

Que o Senhor nos conceda a graça de sermos luz verdadeira, colocada no alto, e de medirmos sempre com a medida do amor.

Oração: Senhor Jesus, luz verdadeira que ilumina todo coração, retira de nós tudo aquilo que é sombra, mentira e dureza. Que nossas ações revelem a tua presença e sejam sinais de amor, verdade e misericórdia. Dá-nos um coração sincero e transparente, para que pensemos o bem, falemos o bem e pratiquemos o bem, sem segundas intenções. Ensina-nos a colocar nossa luz no alto, não para nossa glória, mas para que outros encontrem o caminho até Ti. Livra-nos dos julgamentos severos, da impaciência e da falta de compaixão. Que a medida que usemos seja sempre a do amor, da misericórdia e do perdão, assim como Tu usas conosco todos os dias. Concede-nos ouvidos atentos à tua Palavra e um coração dócil para colocá-la em prática. Que sejamos luz no mundo e testemunhas vivas do teu Evangelho. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 28-01-2026

 

Santo Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja | Memória | Quarta-feira

Evangelho (Mc 4,1-20)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 "Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um". 9 E Jesus dizia: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça". 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: "A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados". 13 E lhes disse: "Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão à beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19 mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom, são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: Hoje a Igreja faz memoria de São Tomas de Aquino (1225–1274), presbítero e doutor da Igreja,  foi um dos pensadores mais influentes da tradição ocidental, especialmente na teologia e filosofia. Nascido em nobre família no castelo de Roccasecca, Italia, destacou-se como principal defensor da teologia natural e fundador do tomismo. Sua obra sintetizou a filosofia aristotélica com o cristianismo, moldando profundamente o pensamento católico. Para muitos especialistas, ele representa um marco decisivo no desenvolvimento do pensamento humano, transcendendo sua época. Sua influência perdura na filosofia, teologia e direito canônico.

O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus como o semeador generoso que lança a Palavra sobre todos os tipos de terreno. A semente é a mesma, cheia de vida e potência, mas o fruto depende do modo como cada coração a acolhe. Jesus nos convida, antes de tudo, a escutar: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Escutar, aqui, não é apenas ouvir sons, mas permitir que a Palavra desça ao mais profundo da vida.

À luz de Santo Tomás de Aquino, compreendemos que fé e razão caminham juntas. Para ele, a verdade de Deus não se opõe à inteligência humana; ao contrário, quando o coração está bem disposto, a Palavra cria raízes profundas, ilumina a mente e transforma a vida. Um coração aberto, humilde e perseverante torna-se terra boa, capaz de produzir frutos abundantes.

Os terrenos difíceis descritos por Jesus também falam de nós: a superficialidade que não cria raízes, o medo das dificuldades e as preocupações que sufocam a fé. Santo Tomás nos ensina que a constância no estudo, na oração e na busca da verdade prepara o interior para que a Palavra não seja perdida, mas amadureça com o tempo.

Ser terra boa é um caminho diário: ouvir, acolher, refletir e viver a Palavra. Quando permitimos que Deus cultive nosso coração, mesmo em meio às lutas, Ele faz brotar frutos que ultrapassam nossas forças. Assim, como nos lembra Santo Tomás, conhecer a verdade leva ao amor, e amar a verdade nos conduz à plenitude de Deus.

Que hoje peçamos a graça de um coração disponível, profundo e fiel, para que a semente do Reino produza em nós frutos de fé, esperança e caridade.

Oração: Senhor Deus, semeador generoso da Palavra, vem preparar o terreno do nosso coração. Retira de nós a dureza do caminho, a superficialidade das pedras e os espinhos das preocupações e ilusões que sufocam a tua voz. À exemplo de Santo Tomás de Aquino, dá-nos um coração humilde para buscar a verdade, uma mente iluminada pela fé e uma vida enraizada em teu amor. Que saibamos escutar, acolher e guardar tua Palavra, permitindo que ela crie raízes profundas em nós. Fortalece-nos nas tribulações, conduze-nos na perseverança e faz de nossa vida terra boa, capaz de produzir frutos de justiça, caridade e paz, para a tua glória e o bem dos irmãos. Que tudo o que pensamos, dizemos e fazemos
seja para te amar e servir cada vez mais. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 27-01-2026

 

3ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Evangelho (Mc 3,31-35) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 Chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura". 33 Ele respondeu: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?" 34 E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão“Somos cristãos, da família de Cristo”

No Evangelho de hoje, Jesus nos surpreende com uma afirmação forte e libertadora: a verdadeira família não é definida apenas pelos laços de sangue, mas pela comunhão com a vontade de Deus. Ao dizer que seus irmãos e sua mãe são aqueles que fazem a vontade do Pai, Jesus não diminui Maria ou sua família humana, mas revela algo ainda maior: Deus deseja nos incluir intimamente em Sua própria família.

Jesus estava totalmente consciente de sua missão. Ele sabia que alimentar o povo com a Palavra do Pai e conduzir cada pessoa à salvação era prioridade absoluta. Por isso, naquele momento, permanecer com a multidão não foi rejeição, mas fidelidade. A vontade do Pai era alcançar corações, restaurar dignidades e revelar que todos somos chamados a viver como filhos.

Maria, a primeira discípula, tornou-se Mãe não apenas por gerar Jesus em seu ventre, mas porque acolheu plenamente a vontade de Deus em sua vida. Assim também nós: pertencemos à família de Cristo quando deixamos o Espírito Santo nos conduzir, moldar nossas escolhas e orientar nossos passos.

Ser da família de Jesus é mais do que dizer-se cristão; é viver como tal. É permitir que a vontade do Pai esteja acima dos nossos interesses, dos apelos do mundo e até mesmo das nossas seguranças humanas. É escolher, todos os dias, escutar, discernir e obedecer.

Para Refletir: Eu me considero, de fato, parte da família de Jesus? Tenho buscado conhecer e viver a vontade do Pai? Quais meios uso para discernir essa vontade: a oração, a Palavra, os sacramentos? Quem tem orientado minhas decisões e projetos? Tenho deixado minha missão cristã de lado para atender às pressões do mundo? 

Que o Senhor nos conceda a graça de viver como verdadeiros irmãos e irmãs de Cristo, unidos não pela carne, mas pelo Espírito, fazendo da vontade do Pai o centro da nossa vida.

Oração: Senhor Jesus, nós Te agradecemos porque nos chamas a fazer parte da Tua família. Ensina-nos a escutar com atenção a voz do Pai e a reconhecer Sua vontade em cada momento da nossa vida. Dá-nos um coração dócil, semelhante ao de Maria, para acolher a Tua Palavra e colocá-la em prática, mesmo quando isso exige renúncia, coragem e fidelidade. Liberta-nos das distrações do mundo que nos afastam da nossa missão de cristãos. Que o Espírito Santo nos conduza, ilumine nossas escolhas e fortaleça nossos passos no caminho do bem. Faz-nos viver como verdadeiros irmãos e irmãs em Cristo, unidos pelo amor, pela obediência à Tua vontade e pelo desejo sincero de servir. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 26-01-2026

 

Santos Timóteo e Tito, bispos | Memória | Segunda-feira

Evangelho (Lc 10,1-9)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: "A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: 'O Reino de Deus está próximo de vós'".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: Enviados em Simplicidade e Confiança

No Evangelho de hoje, Jesus nos apresenta uma Igreja em saída. Ele não envia apenas os Doze, mas setenta e dois discípulos, mostrando que a missão é ampla e confiada a muitos. Assim foram Timóteo e Tito, colaboradores fiéis de São Paulo, enviados para fortalecer comunidades, cuidar do povo e anunciar o Reino com coragem e amor.

Jesus envia os discípulos dois a dois, porque a missão nunca é solitária. Caminhar com o outro fortalece, consola e lembra que a obra não é nossa, mas de Deus. Ao mesmo tempo, Ele pede desapego: sem bolsa, sem sacola, sem sandálias extras. Isso nos ensina que a força do anúncio não está nos meios materiais, mas na confiança total na providência divina.

Ao entrar nas casas, o primeiro anúncio é simples e profundo: “A paz esteja nesta casa.” A missão cristã começa levando paz, não julgamento; cura, não condenação. Onde a paz é acolhida, o Reino de Deus já começa a se manifestar.

Santos Timóteo e Tito viveram exatamente isso: foram pastores próximos, servidores humildes, homens de fé firme, que cuidaram das feridas das comunidades e anunciaram, com a própria vida, que o Reino de Deus está próximo.

Também nós somos enviados hoje. No cotidiano, no trabalho, na família, nas pequenas atitudes, somos chamados a levar paz, cuidar dos que sofrem e anunciar, mais com gestos do que com palavras, que Deus caminha conosco.

Que o exemplo de Timóteo e Tito nos ajude a responder com generosidade ao chamado do Senhor, confiando que Ele mesmo vai à nossa frente.

Oração: Senhor Jesus, que chamastes e enviastes os discípulos para anunciar o Reino, olhai por nós que desejamos seguir-vos com fidelidade. A exemplo de Santos Timóteo e Tito, dai-nos um coração disponível, humilde e cheio de zelo pela missão. Ensinai-nos a confiar mais na vossa providência do que em nossas próprias seguranças. Que sejamos instrumentos da vossa paz, levando esperança aos lares, cuidando dos que sofrem e anunciando, com palavras e atitudes, que o Reino de Deus está próximo. Fortalecei-nos nas dificuldades, sustentai-nos no caminho e fazei de nossa vida um testemunho do vosso amor. Amém.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 25-01-2026 - Domingo

 

3º Domingo do Tempo Comum | Domingo   

Evangelho (Mt 4,12-23)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

12 Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13 Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14 no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 "Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz". 17 Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: "Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo". 18 Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse a eles: "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens". 20 Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21 Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22 Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23 Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.

— Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.

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Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão “Uma luz que chama e transforma”

O Evangelho nos apresenta o início da missão pública de Jesus, marcado por um contexto de dor e perseguição: João Batista foi preso. Humanamente, esse seria um momento de medo e retração. No entanto, Jesus não recua. Ele retorna à Galileia e ali começa a manifestar a luz do Reino. Isso nos ensina que Deus não paralisa sua obra diante das dificuldades; pelo contrário, é justamente nas trevas que Sua luz se torna mais visível.

A Galileia, chamada "Galileia dos Pagãos", simboliza um lugar de mistura, de fragilidade e de distanciamento religioso. É ali que Jesus escolhe morar e anunciar o Reino. Cumpre-se a profecia: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz. Assim também acontece em nossa vida: Cristo não espera que estejamos perfeitos para nos visitar; Ele entra justamente nas regiões mais escuras da nossa história para nos iluminar e curar.

O anúncio de Jesus é claro e direto: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.” Conversão não é apenas mudar comportamentos externos, mas mudar o coração, a direção da vida. É deixar que Deus seja o centro, permitindo que Ele transforme nossos pensamentos, escolhas e atitudes.

Em seguida, Jesus chama homens simples, pescadores, em plena atividade cotidiana. Ele não os chama quando tudo está organizado, mas no meio da rotina, do trabalho, das redes. O mais impressionante é a resposta: “Eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.” O chamado de Jesus exige confiança, desapego e prontidão. As redes representam aquilo que nos prende, nos dá segurança ou nos impede de avançar.

Por fim, o Evangelho mostra Jesus em movimento: ensinando, pregando e curando. O Reino de Deus não é apenas uma mensagem falada, mas uma realidade que toca o corpo, a alma e a vida inteira. Onde Jesus passa, a dor encontra alívio, a doença encontra cura e a esperança renasce.

Este Evangelho nos convida a reconhecer a luz de Cristo que brilha em nossas trevas, a responder com generosidade ao Seu chamado e a permitir que o Reino de Deus se manifeste também através de nós, levando cura, amor e esperança a todos que encontramos.

 Oração: Senhor Jesus, luz que dissipa nossas trevas, chama-nos a Te seguir com um coração livre e disponível. Converte-nos, cura nossas feridas e faz de nós instrumentos do Teu Reino. Que, iluminados por Ti, levemos esperança e amor a todos.Amém.

Deus Abençoe Você! 

 

sábado, 24 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 24-01-2026

 

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São Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja | Memória | Sábado

Evangelho (Mc 3,20-21) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: - “Jesus também passou pelo julgamento dos homens”

Hoje a Igreja faz memória de São Francisco de Sales (1567-1622) foi um Bispo de Genebra, conhecido por sua mansidão, caridade e defesa da fé católica, sendo declarado Doutor da Igreja devido à profundidade de seus escritos, como a Introdução à Vida Devota, e é patrono dos escritores e da Família Salesiana, fundada por Dom Bosco. 

Bispo e Reformador: Atuou em Genebra, uma região marcada pelo Calvinismo, e usou a doçura e a persuasão, em vez da força, para reconquistar fiéis, chegando a escrever panfletos e distribuí-los para espalhar a fé.

Doutor da Igreja: Foi proclamado Doutor da Igreja em 1877 pelo Papa Pio IX, destacando-se por sua teologia espiritual.

Escritor Espiritual: Suas obras mais famosas são a Introdução à Vida Devota (Filoteia) e o Tratado do Amor de Deus, que ensinam a viver a santidade no dia a dia, em qualquer vocação.

Fundador: Juntamente com Santa Joana de Chantal, fundou a Ordem da Visitação de Santa Maria (Visitandinas).

Patrono: É padroeiro dos escritores, jornalistas e da Família Salesiana (Salesianos de Dom Bosco), que o tem como inspiração.

Espiritualidade: Sua espiritualidade foca na mansidão, na bondade e na busca por Deus em todas as circunstâncias da vida, inspirando muitos, incluindo Dom Bosco. 

No Evangelho de hoje vemos que até mesmo os parentes de Jesus tinham uma visão limitada da obra de Deus na vida dos homens e não abrangiam a grandiosidade da Sua Missão. Eles não entendiam que Jesus viera ao mundo revelar a glória e o poder de Deus e inaugurar o tempo da graça e libertação dos cativos, por causa disso Ele era tão procurado pelos que tinham fome de Deus, e desejavam ser Salvos.

Hoje, também as pessoas que se dedicam a evangelização, ao anúncio do reino dificilmente são entendidas, na sua própria casa, na sua família e pela sociedade. Quando nós nos voltamos para as coisas do céu e começamos a desvalorizar as coisas terrenas as pessoas nos criticam achando que “perdemos muito tempo” em coisas que não nos dão lucro.

Quando saímos pelo mundo pregando o Evangelho e ajudando a tanta gente que sofre dizem que somos fanáticos, carolas, alienados. Do contrário, se aderimos às coisas que o mundo nos oferece e entramos na roda dos que valorizam os prazeres da carne, se nos detemos em ganhar dinheiro para ter sucesso, aí então, nós somos aplaudidos e elogiados. 

 Isso acontece porque nós humanos, temos a nossa visão restrita e superficial e não deixamos que o Espírito de Deus que mora em nós, nos orientes e nos conduza. Fazemos coisas erradas, por ignorância e não entendemos a profundidade de Deus, ficamos no superficial e imaginamos que esta vida é o objetivo central da nossa existência. Jesus também passou pelo julgamento dos homens. 

E você? Como tem sido o seu julgamento diante do mundo? Você é considerada uma pessoa normal que vive como a maioria?  Ou você também já foi apelidado de exagerado por causa do reino de Deus? O que dizem de você os seus amigos, suas amigas, quando deixa algum lazer para ir à Igreja ou ao Grupo de Oração?  

Oração: Senhor Jesus, dá-nos um coração firme e iluminado pelo Teu Espírito, para não nos deixarmos guiar pelos julgamentos do mundo. Que saibamos escolher o Teu Reino, mesmo quando isso nos torna incompreendidos. Pela intercessão de São Francisco de Sales, ajuda-nos a viver com fidelidade, simplicidade e amor, seguindo Teus passos todos os dias. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 23-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Evangelho (Mc 3,13-19) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "filhos do trovão"; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “Chamados por Jesus”

No Evangelho de hoje vemos que a escolha dos doze apóstolos é, para nós, um sinal de que as escolhas de Deus acontecem de modo simples, sem grandes alardes. Nesta narrativa, vemos como Jesus se aproximou de cada um deles, conheceu suas realidades e histórias — inclusive a daquele que mais tarde o trairia.

Percebemos, assim, que as escolhas de Deus não seguem a lógica humana, nem dependem de concursos, títulos ou méritos aparentes. Deus chama a quem Ele quer, e pronto. Por isso, o chamado de Deus é irrevogável.

Quando Deus nos chama, Ele o faz conhecendo nossas capacidades e também nossas limitações. Ele vê o coração. Suas escolhas não se baseiam nos critérios humanos, mas naquilo que é justo aos seus olhos. Por isso, muitas vezes, Ele escolhe pessoas que parecem incapazes, despreparadas ou sem brilho exterior. No entanto, Deus capacita aqueles que, humanamente, não teriam capacidade.

No Reino dos Céus, vale muito mais aquilo que carregamos no coração do que qualquer capacidade intelectual. Deus não precisa do nosso conhecimento humano. Jesus não escolheu os doze para impressionar, agradar ou receber elogios. Seu único objetivo era fazer a vontade do Pai, para que ninguém se perdesse.

Se tivesse chamado muitos, apenas para agradar aos olhos do mundo, a missão não teria sido eficaz. Por isso, Jesus chamou para subir o monte com Ele apenas aqueles que Ele quis. Nem todos poderiam subir.

A metodologia de Jesus é simples e profunda: Ele chama alguns para estarem muito próximos d’Ele, vivendo sua intimidade, recebendo um ensinamento novo, concreto e transformador. Depois, esses mesmos seriam enviados para lançar sementes em terra boa.

Jesus sabia que enfrentaria dificuldades até mesmo com os seus escolhidos. Sabia que lidaria com homens cheios de falhas e defeitos. Mesmo assim, não desistiu deles e caminhou com eles até o fim.

Este é um ensinamento precioso para nós quando precisamos fazer escolhas e definir critérios em nossas missões, trabalhos e relacionamentos. Precisamos examinar como escolhemos as pessoas que caminham conosco: quais critérios usamos, se buscamos agradar alguém, se fazemos apenas cálculos racionais, ou se deixamos que Deus conduza nossas decisões.

Nossas amizades são fruto dos encontros da vida. Por isso, também precisamos prestar atenção em onde e como estamos encontrando nossos amigos. É fundamental discernir, na oração e na Palavra, qual é a vontade de Deus nas circunstâncias do nosso dia a dia.

Vamos Refletir: Qual é o seu critério ao escolher alguém para uma missão? Você busca agradar ou ser agradado em suas escolhas? Você se revolta quando não é escolhido(a) ou sabe esperar o tempo de Deus? Como e onde você tem encontrado seus amigos? Você é capaz de acolher pessoas que, aos olhos do mundo, parecem não ter brilho algum?

Oração: Senhor Jesus, Tu que chamas aqueles que desejas, ensina-nos a escutar tua voz e a responder com um coração disponível. Conheces nossas fragilidades e, mesmo assim, confias em nós. Liberta-nos do desejo de agradar ao mundo e ajuda-nos a buscar apenas a vontade do Pai. Capacita-nos com a tua graça, para permanecer contigo, aprender de ti e anunciar o teu Reino com fidelidade. Amém.

Deus Abençoe Você!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 22-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Evangelho (Mc 3,7-12) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão “Na barca com Jesus”

No Evangelho de hoje vemos que Jesus pediu que lhe providenciassem uma barca e se retirou para a beira do mar junto com seus discípulos, por causa da multidão que o comprimia. Também hoje, Jesus quer nos tirar do meio da multidão que nos pressiona e nos influencia.

Se permanecermos apenas no meio da multidão, não teremos a oportunidade nem a chance de aprender verdadeiramente com Jesus. Corremos o risco de confundir os planos de Deus para nossa vida e permanecer na mesmice.

Jesus nos chama para fora da multidão a fim de nos orientar, nos curar e nos ensinar a viver melhor. Por isso, é necessário afastar-nos da mentalidade do mundo e, como os discípulos, entrar e sentar-nos na barca com Jesus.

É ali, na intimidade com Ele, que Jesus pessoalmente nos toca, nos cura, nos fortalece e nos ensina tudo o que precisamos aprender para segui-Lo fielmente. O seguimento de Jesus implica libertação: das cargas que pesam sobre nós, das expectativas dos outros e até de nós mesmos.

Entramos na barca com Jesus quando ficamos a sós com Ele: na oração, na adoração, na escuta e meditação da Sua Palavra.

Somente assim permitimos que Jesus entre em nosso coração e, pouco a pouco, cure nossas enfermidades, nossas feridas, retire nossos desencantos e nos liberte dos sentimentos de frustração e medo. Assim, seremos capazes de sair do meio da multidão para segui-Lo de verdade.

Vamos Refletir: A multidão (o mundo, as pessoas, as pressões) tem impedido você de seguir Jesus? Você tem buscado sair do meio da multidão para ficar a sós com Ele? Você sente que precisa ser curado(a) de alguma coisa?

Oração: Senhor Jesus, Tu que conheces o peso das multidões que nos cercam e as pressões que tantas vezes nos sufocam, convida-nos hoje a subir na barca contigo. Afasta-nos do barulho que confunde, das vozes que nos afastam de Ti e da mentalidade do mundo que nos aprisiona. Ensina-nos a buscar o silêncio da oração e a alegria de estar a sós contigo. Toca-nos com teu amor e cura nossas feridas, nossos medos, frustrações e desencantos. Liberta-nos das cargas que pesam sobre o coração e devolve-nos a paz que só Tu podes dar. Que, na barca contigo, aprendamos a confiar, a ouvir tua Palavra e a seguir teus passos com fidelidade. Conduze-nos para longe da multidão e para perto do teu coração. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 21-01-2026

 

Santa Inês, virgem e mártir | Memória | Quarta-feira

Evangelho (Mc 3,1-6) - - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4 E perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus diante de um coração endurecido pela rigidez e pelo legalismo. Na sinagoga, Ele encontra um homem com a mão seca e, ao mesmo tempo, pessoas mais preocupadas em acusar do que em amar. A pergunta de Jesus ecoa com força: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?” Diante do silêncio dos fariseus, revela-se o contraste entre a Lei vivida como peso e a Lei vivida como caminho de vida.

Jesus não ignora o sábado, mas o recoloca em seu verdadeiro sentido: o bem do ser humano. Sua ira e tristeza não são sinais de ódio, mas de amor ferido diante da dureza do coração humano. Onde falta misericórdia, até a religião pode se tornar instrumento de exclusão. Ao curar o homem, Jesus mostra que o amor não pode esperar e que salvar uma vida está acima de qualquer norma.

A memória de Santa Inês, foi uma jovem romana martirizada por volta do ano 304, durante as perseguições romanas, por se recusar a renunciar sua fé em Cristo e seu voto de virgindade, tornando-se um poderoso símbolo de pureza, castidade e fé inabalável, sendo padroeira dos jovens e da pureza, com sua festa celebrada em 21 de janeiro, marcada pela bênção de cordeiros e a confecção dos pálios papais com sua lã.  

Santa Inês, ilumina ainda mais esta Palavra. Mesmo em tenra idade, ela escolheu permanecer fiel a Cristo, enfrentando perseguição e morte. Seu testemunho revela um coração livre, não endurecido pelo medo ou pela conveniência, mas totalmente entregue ao amor de Deus. Inês viveu aquilo que Jesus ensina: fazer o bem, mesmo quando isso custa caro.

Este Evangelho nos convida a examinar o nosso próprio coração. Somos capazes de reconhecer o sofrimento do outro ou nos escondemos atrás de regras, julgamentos e comodismos?

Pedimos hoje a graça de um coração semelhante ao de Cristo: sensível, misericordioso e corajoso. Que, a exemplo de Santa Inês, saibamos escolher o bem, a fidelidade e o amor, mesmo quando isso exige sacrifício.

Oração: Senhor Jesus, Tu que olhaste com amor para o homem da mão seca e te entristeceste com a dureza dos corações, olha também para nós. Cura, Senhor, tudo aquilo que em nosso coração se tornou seco, rígido ou fechado ao amor. Livra-nos do legalismo que julga e ensina-nos a viver a fé com misericórdia, compaixão e verdade. Pela intercessão de Santa Inês, dá-nos um coração puro, fiel e corajoso, capaz de escolher o bem, mesmo diante das dificuldades, e de permanecer firmes no Teu amor, sem medo de testemunhar o Evangelho. Que nossas mãos sejam estendidas para servir, nossos olhos atentos ao sofrimento do irmão e nossa vida inteira seja um louvor a Ti. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 20-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Evangelho (Mc 2,23-28) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

23 Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" 25 Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães". 27 E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a rever a maneira como vivemos a fé. Diante da crítica dos fariseus, Ele mostra que a Lei de Deus não pode ser usada para oprimir, mas para servir à vida. Ao afirmar que “o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”, Jesus recoloca o ser humano no centro do projeto divino.

Os fariseus estavam mais preocupados com a observância rigorosa da lei do que com a necessidade concreta dos discípulos, que sentiam fome. Jesus, porém, revela que a verdadeira fidelidade a Deus passa pela misericórdia, pela compaixão e pelo cuidado com o outro. Onde falta amor, a religião perde seu sentido.

Ao se declarar Senhor do sábado, Jesus afirma sua autoridade divina e nos ensina que é Ele quem dá pleno significado à Lei. Seguir Cristo não é cumprir normas frias, mas caminhar com Aquele que liberta, cura e restaura a dignidade humana.

Este Evangelho nos provoca a refletir: Minhas atitudes religiosas aproximam ou afastam as pessoas de Deus? Coloco a lei acima da vida ou deixo que o amor conduza minhas escolhas?

Que aprendamos com Jesus a viver uma fé que une verdade e misericórdia, lei e amor, fazendo de cada dia um espaço de encontro com Deus e de cuidado com o próximo.

Oração: Senhor Jesus, Senhor do sábado e da vida, nós Vos louvamos porque sois Deus de misericórdia e amor. Ensinai-nos a viver a fé com um coração sensível, capaz de colocar a vida acima das regras e o amor acima de qualquer  julgamento. Livrai-nos de uma religiosidade fria e dura, que esquece o cuidado com o irmão e se fecha à vossa compaixão. Ajudai-nos a compreender que toda lei encontra seu verdadeiro sentido em Vós, que sois o centro da nossa fé e o caminho que conduz ao Pai. Que nossas atitudes sejam sinal de acolhida, justiça e misericórdia, para que, vivendo o Evangelho, glorifiquemos a Deus em cada gesto e decisão. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 19-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Evangelho (Mc 2,18-22) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?" 19 Jesus respondeu: "Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje, Jesus é questionado sobre o jejum. A resposta que Ele dá vai muito além de uma prática religiosa: revela o sentido profundo da fé. Ao se apresentar como o Noivo, Jesus nos mostra que a presença de Deus no meio do seu povo é motivo de alegria, comunhão e vida nova.

Os fariseus e os discípulos de João estavam presos à forma, ao costume, à prática exterior. Jesus, porém, ensina que a fé não pode ser vivida apenas como obrigação. Enquanto o Noivo está presente, o coração é chamado a celebrar. O verdadeiro encontro com Deus gera alegria, não peso.

A imagem do vinho novo em odres novos nos convida à conversão interior. Não basta tentar “remendar” nossa vida com práticas religiosas se o coração permanece fechado à novidade do Evangelho. Para acolher Jesus, é preciso deixar que Ele renove nossas atitudes, pensamentos e escolhas.

Este Evangelho nos provoca a perguntar: Estamos vivendo nossa fé como encontro vivo com Cristo ou apenas como repetição de costumes?

Jesus não rejeita o jejum ou as práticas religiosas, mas ensina que elas só têm sentido quando nascem de um coração renovado.

Que neste Tempo Comum possamos permitir que o Senhor faça de nós odres novos, capazes de acolher o vinho novo da sua graça, vivendo uma fé autêntica, alegre e transformadora.

Oração: Senhor Jesus, Noivo da nossa alma e fonte da verdadeira alegria, nós Vos agradecemos pela vossa presença em nossa vida. Ajudai-nos a compreender o tempo certo de cada coisa: o tempo da festa e o tempo do silêncio, o tempo da alegria e o tempo da conversão. Não permitais que nossa fé se torne apenas costume ou prática vazia, mas fazei de nós odres novos, capazes de acolher o vinho novo do vosso amor. Renovai nosso coração, libertai-nos de atitudes antigas que nos afastam de Vós e ensinai-nos a viver uma fé viva, sincera e alegre. Que saibamos reconhecer a vossa presença e celebrar convosco a vida que vem de Deus. Conduzidos pelo vosso Espírito, que nossa caminhada seja marcada pela renovação interior e pela fidelidade ao Evangelho, hoje e sempre. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 18-01-2026 - Domingo

 

2º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Evangelho (Jo 1,29-34) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 29 João viu Jesus aproximar-se dele e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: 'Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim'. 31 Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel". 32 E João deu ptestemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34 Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!"

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho deste domingo, João Batista aponta Jesus e faz uma das declarações mais profundas da fé cristã: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João não chama a atenção para si, mas direciona o olhar de todos para Cristo. Ele ensina que a verdadeira missão nasce da humildade e do testemunho fiel.

Ao chamar Jesus de Cordeiro, João revela o sentido da missão de Cristo: Ele é aquele que se entrega, que assume sobre si o pecado da humanidade e inaugura um novo caminho de reconciliação com Deus. Não é um Messias de força e poder humano, mas de amor, entrega e obediência ao Pai.

O testemunho de João também nos mostra a ação do Espírito Santo. O Espírito desce e permanece sobre Jesus, confirmando que Ele é o Filho de Deus e aquele que batiza com o Espírito Santo. Isso nos recorda que a fé não nasce apenas do conhecimento intelectual, mas da ação viva de Deus em nosso coração.

Assim como João Batista, também somos chamados a reconhecer Jesus, a apontá-Lo com nossa vida e a dar testemunho de quem Ele é. Mesmo quando não compreendemos tudo, somos convidados a confiar, escutar e deixar que o Espírito nos conduza.

Que neste Tempo Comum aprendamos a ver Jesus presente no nosso dia a dia, a acolhê-Lo como o Cordeiro que tira o pecado do mundo e a permitir que Ele transforme nossa vida com seu amor e sua graça.

Oração: Senhor Jesus, Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, nós Vos bendizemos e Vos adoramos. Dai-nos um coração simples e atento, capaz de reconhecer a vossa presença em meio às nossas rotinas e desafios. Assim como João Batista, ensinai-nos a apontar para Vós, não com palavras vazias, mas com uma vida marcada pelo amor, pela verdade e pela fidelidade ao Pai. Enviai sobre nós o vosso Espírito Santo, para que permaneça em nossos corações, nos conduza no caminho do bem e nos fortaleça na fé, na esperança e na caridade. Que saibamos acolher o vosso chamado, confiar em vossa vontade e testemunhar com alegria que sois o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 17-01-2026

 

Santo Antão, abade | Memória | Sábado

Evangelho (Mc 2,13-17) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: "Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?" 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “Eu não vim chamar justos, mas pecadores”

O Evangelho de hoje nos apresenta um dos encontros mais transformadores narrados por São Marcos: o chamado de Levi, um cobrador de impostos. Aos olhos da sociedade religiosa da época, Levi era um homem marcado pelo pecado, pela exclusão e pela desconfiança. No entanto, Jesus não o evita, não o julga, nem o condena. Pelo contrário, olha para ele, chama-o e confia-lhe uma nova vida: “Segue-me”.

Esse olhar de Jesus revela o coração misericordioso de Deus, que não se deixa prender por rótulos ou aparências. Onde muitos veem apenas erro e pecado, Jesus enxerga possibilidade de conversão. Levi se levanta imediatamente, deixando para trás a antiga vida. O encontro com Cristo gera movimento, decisão e mudança.

A cena continua à mesa, lugar de comunhão. Jesus senta-se com pecadores, provocando escândalo entre os fariseus. Para eles, a santidade significava separação; para Jesus, a verdadeira santidade passa pela proximidade e pela cura. Por isso Ele afirma:

“Não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes.”

Essa frase não diminui o pecado, mas revela a missão de Cristo: curar, restaurar e salvar. Jesus não veio para confirmar os que se julgam justos, mas para levantar os caídos, reacender a esperança dos que se sentem indignos e oferecer misericórdia a quem reconhece sua necessidade.

Hoje a Igreja celebra Santo Antão, Pai do Monaquismo: Santo Antão nasceu no Egito, no ano 251. Órfão ainda jovem, herdou muitos bens, mas sobretudo uma sólida educação cristã. Tocando-se pela Palavra de Deus, decidiu abandonar as riquezas, cuidar do futuro de sua irmã e entregar-se totalmente ao seguimento de Cristo.

Movido pelo Evangelho, escolheu viver como eremita, confiando na providência e buscando a vontade de Deus na oração, no silêncio e na penitência. Aprendeu a ler, meditar a Palavra e a contemplar, crescendo em santidade.

Viveu por um tempo em lugares isolados, até mesmo em um cemitério, enfrentando dificuldades com fé e coragem. Cercou-se de muros e ali viveu em profunda união com Deus, aconselhando as pessoas que o procuravam. Aos poucos, muitos passaram a imitá-lo, dando origem à vida monástica.

Apesar da vida austera, Santo Antão era conhecido pela alegria, simplicidade e sorriso. Tornou-se referência espiritual, formando monges e orientando aqueles que buscavam a santidade.

Defensor da fé, combateu o arianismo, inclusive em Alexandria, ao lado de Santo Atanásio, afirmando a divindade de Jesus Cristo.

Santo Antão faleceu em 356, com mais de cem anos, deixando um exemplo marcante de pobreza, obediência, castidade e amor a Deus. É lembrado como pai, abade e modelo para toda a vida religiosa.

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Celebrar hoje Santo Antão, abade, reforça essa mensagem do evangelho, Santo Antão retirou-se para o deserto não por desprezo do mundo, mas para buscar a Deus de todo o coração, reconhecendo sua fragilidade e confiando plenamente na graça divina. Sua vida nos ensina que a conversão é um caminho diário, feito de silêncio, oração e fidelidade.

Este Evangelho nos convida a uma pergunta sincera: reconhecemos nossa necessidade de Deus ou nos escondemos atrás de uma falsa justiça? Somente quem se reconhece “doente” permite que Cristo seja seu Médico.

Que neste dia aprendamos a acolher o olhar misericordioso de Jesus, a levantar-nos como Levi e a seguir o Senhor com um coração humilde e disponível à conversão.

Oração: Senhor Jesus, Médico das almas e dos corações, assim como chamaste Levi, passa hoje pela minha vida
e ensina-me a escutar a tua voz. Dá-me a humildade de reconhecer minhas fraquezas e a coragem de levantar-me do que me prende para seguir-Te com um coração novo. Livra-me de todo julgamento, para que eu saiba acolher, amar e perdoar como Tu acolhes, amas e perdoas. Que eu nunca me considere justo demais a ponto de dispensar a tua misericórdia, mas que todos os dias reconheça minha necessidade da tua graça. Pela intercessão de Santo Antão, abade, ensina-me a buscar o silêncio interior, a perseverar na oração e a confiar somente em Ti. Fica comigo, Senhor, cura-me, transforma-me e faz de mim um instrumento da tua misericórdia. Amém

Deus Abençoe Você!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 16-01-2026

 

1ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Evangelho (Mc 2,1-12) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados". 6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7 "Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus". 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: "Por que pensais assim em vossos corações? 9 O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: — 11 eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!" 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: "Nunca vimos uma coisa assim".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “A fé dos amigos ajuda a curar”

Hoje o Evangelho nos mostra que a atitude dos quatro homens que levaram o paralítico até Jesus é um verdadeiro testemunho de perseverança, ousadia e fé profunda. Eles não se deixaram vencer pelos obstáculos: nem pela multidão, nem pelas dificuldades do caminho. Fizeram o impossível porque tinham confiança absoluta no poder de Jesus.

Chama-nos a atenção o fato de que Jesus percebeu “a fé daqueles homens”, e não propriamente a fé do paralítico. Isso nos leva a compreender que, muitas vezes, a fé do outro pode nos sustentar e até nos salvar. Quantas pessoas ao nosso redor estão “paralisadas” espiritualmente, emocionalmente ou até fisicamente, esperando alguém que as conduza até Jesus?

Muitas vezes desejamos ajudar, mas nos sentimos impotentes diante das dificuldades. Este Evangelho nos ensina que uma fé autêntica não desiste, não se acomoda, não se paralisa diante dos impedimentos. Pelo contrário, ela cria caminhos.

Há muitos “paralíticos” ao nosso redor que continuam assim porque nós mesmos, por vezes, estamos paralisados pela incredulidade, pelo medo ou pela acomodação. Jesus nos convida a tomar a iniciativa, a agir, a confiar verdadeiramente em seu poder.

Ter fé não é apenas acreditar, mas agir movido por essa fé, mesmo quando tudo parece difícil. Se dizemos que cremos, por que ainda duvidamos do poder transformador de Jesus?

Para refletir: Você acredita que Jesus pode curar os seus amigos “paralíticos”? O que você tem feito, concretamente, para demonstrar a sua fé? O que você entende por “paralítico” nos dias de hoje? Para onde Jesus mandou o paralítico ir depois de curá-lo? Na sua casa, existe alguém que precisa ser levado até Jesus?

Que o Evangelho de Hoje nos ajude a ter a mesma ousadia, e viver pela Fé, e acreditar que Jesus está conosco e nos nos cure de toda paralisia que nos afasta Dele. “Senhor aumenta a nossa Fé!

Oração: Senhor Jesus, assim como aqueles quatro homens, queremos nos aproximar de Ti com um coração cheio de fé.
Dá-nos coragem para não desistir diante dos obstáculos e perseverança para levar até Ti aqueles que estão “paralisados” pela dor, pelo desânimo, pelo pecado ou pela falta de esperança. Cura-nos, Senhor, de toda incredulidade que nos impede de agir. Fortalece nossa fé para que ela não seja apenas palavra, mas gesto concreto de amor, solidariedade e confiança em Teu poder. Que possamos ser instrumentos da Tua misericórdia, capazes de ajudar nossos irmãos a se levantar, a tomar de novo o rumo da vida e a caminhar contigo todos os dias. Assim como o paralítico, queremos nos levantar, tomar nossa “cama” e seguir em frente, testemunhando com a vida as maravilhas que Tu realizas. Amém.

Deus Abençoe!

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