terça-feira, 21 de abril de 2026

Evangelho do Dia 21-04-2026

 

3ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Evangelho (Jo 6,30-35) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 "Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti?" Que obra fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: 'Pão do céu deu-lhes a comer'". 32 Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo". 34 Então pediram: "Senhor, dá-nos sempre desse pão". 35 Jesus lhes disse: "Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O verdadeiro pão que sacia o coração

O Evangelho de hoje nos mostra que a multidão, mais uma vez, se aproxima de Jesus, mas agora com uma exigência: “Que sinal realizas para que possamos crer?”

É curioso perceber que essas mesmas pessoas já haviam presenciado sinais, como a multiplicação dos pães. Ainda assim, pedem mais. Isso revela uma verdade profunda sobre o coração humano: mesmo diante das graças de Deus, podemos continuar insatisfeitos, sempre esperando algo a mais para então acreditar.

Eles recordam o maná no deserto, dado por Deus através de Moisés. Mas Jesus corrige essa visão: não foi Moisés quem deu o pão do céu — é o Pai quem dá o verdadeiro pão. E então Ele revela algo extraordinário:

“Eu sou o pão da vida.” Aqui está o centro do Evangelho. Jesus não oferece apenas algo, Ele se oferece.
Não é um pão material, que sustenta por um tempo. É um alimento que preenche o vazio mais profundo da alma, aquele lugar onde nada deste mundo consegue alcançar.

A fome que só Deus pode saciar: Todos nós experimentamos algum tipo de fome interior: fome de sentido, fome de paz, fome de amor verdadeiro, fome de Deus. Muitas vezes tentamos saciar essa fome com coisas passageiras: conquistas, bens, distrações…, mas a sede permanece. Jesus vem nos dizer: “Quem vem a mim não terá mais fome.”

Isso não significa ausência de dificuldades, mas sim a presença de algo maior dentro de nós, uma vida nova, um sentimento que não depende da nossa razão e inteligência.

“Dá-nos sempre desse pão” O pedido da multidão é bonito, e deve ser também o nosso: “Senhor, dá-nos sempre desse pão.” E Esse pão é encontrado, na Palavra de Deus, na oração sincera, na Eucaristia, na vida vivida em comunhão com Ele e com os irmãos. Quanto mais nos alimentamos de Cristo, mais nosso coração se transforma. A fé deixa de ser algo distante e passa a ser experiência viva de vida.

Este Evangelho nos convida a refletir: Tenho buscado sinais para acreditar ou tenho cultivado a fé? Onde tenho procurado saciar minha “fome interior”? Tenho me alimentado de Cristo no dia a dia, na Eucaristia e na Palavra de Deus?

Jesus não é apenas um caminho, Ele é o alimento que nos mantem na caminhada. Quem encontra Jesus de verdade descobre que a maior necessidade do coração humano não é “ter mais”, mas ter a Deus. Que hoje possamos renovar esse desejo: buscar, acolher e viver desse Pão que dá a vida eterna.

Oração: Senhor Jesus Tu és o Pão da Vida, aquele que sacia a fome do meu coração. Fortalece a minha Fé para que eu saiba reconhecer que nada no mundo tem o poder de alimentar minha alma com Tu. Ajuda a encontrar em Ti a paz que o mundo não pode me dar, a alegria que não se apaga e o amor que só Tu podes me dar. Cura as minhas enfermidades e carência, e que eu tenha perseverança na Eucaristia e na Palavra de Deus, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amem!

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Evangelho do Dia 20-04-2026


 3ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

Evangelho (Jo 6,22-29) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25 Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Rabi, quando chegaste aqui?" 26 Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo". 28 Então perguntaram: "Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?" 29 Jesus respondeu: "A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje nos mostra uma multidão inquieta, atravessando o mar em busca de Jesus. À primeira vista, parece algo bonito: pessoas que não desistem de encontrar o Senhor. Mas Jesus, conhecendo os corações, revela uma verdade mais profunda, eles O procuravam não pelos sinais, mas porque haviam sido saciados materialmente.

Aqui está um ponto essencial para nossa vida espiritual: qual é a motivação da nossa busca por Deus?

Muitas vezes, também nós nos aproximamos de Deus movidos por necessidades imediatas, uma graça, uma cura, uma solução. E não há problema em apresentar nossas necessidades. O problema começa quando nossa fé se limita apenas a isso. Quando buscamos apenas “o pão que perece”, corremos o risco de não reconhecer o verdadeiro dom que Deus quer nos dar: Ele mesmo.

Jesus nos convida a um esforço diferente: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.” Esse alimento é a Sua presença, a Sua Palavra, a fé viva n’Ele. É uma relação que vai além do interesse e entra no campo do amor, da confiança e da entrega.

Quando perguntam: “O que devemos fazer?”, Jesus responde algo surpreendentemente simples e profundo:
“A obra de Deus é que acrediteis naquele que Ele enviou.” Ou seja, antes de muitas obras externas, Deus quer um coração que crê. A fé é o fundamento de tudo. É ela que transforma nossa busca, por interesse em encontro pessoal, de necessidade em comunhão, de curiosidade em discipulado.

Vamos refletir: Eu busco Deus apenas nas necessidades ou também no dia a dia? Minha fé está baseada em interesses ou em relacionamento? Tenho desejado mais os dons de Deus ou o próprio Deus?

Jesus não rejeita a multidão, Ele a educa. Ele não afasta quem O procura por motivos imperfeitos, mas eleva o nosso coração a algo maior, o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Assim também Ele faz conosco: Ele nos acolhe como estamos, mas nos chama a crescer.

Oração: Senhor Jesus, eu Te procuro, muitas vezes, movido por minhas necessidades, pelas minhas dores e inquietações. Mas hoje Te peço: purifica o meu coração. Ensina-me a Te buscar não apenas pelo que podes me dar, mas por quem Tu és, meu Senhor e meu Deus. Dá-me a graça de desejar o alimento que não perece, a Tua presença viva, a Tua Palavra, a vida eterna. Aumenta a minha fé, Senhor. Que eu creia verdadeiramente em Ti, e que essa fé transforme minha vida, minhas escolhas e meu caminho. Fica comigo, Senhor, e faz de mim alguém que Te busca com amor sincero e coração perseverante. Amém.

Deus Abençoe Você!

domingo, 19 de abril de 2026

Evangelho do Dia 19-04-2026 - Domingo

 

3º Domingo da Páscoa | Domingo

Evangelho (Lc 24,13-35) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: "O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?" 19 Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos responderam: "O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu". 25 Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: "Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?" 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão - “Somos lentos para crer”

O Evangelho de hoje nos mostra que o Senhor ressuscitado também caminha muito perto de nós, no entanto, assim como os discípulos de Emaús nós marchamos absorvidos pelas nossas dificuldades e não nos detemos para distinguir os segredos da nossa vida. Não entendemos as coisas que nos ocorrem, nos apavoramos diante dos acontecimentos que nos tiram a tranquilidade e, muitas vezes, mergulhamos na tristeza e na desesperança.

Parece até que chegamos ao final do nosso caminho e não temos mais para onde correr. “Como somos sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!”  A certeza de que realmente o Senhor ressuscitou e está muito perto de nós pode mudar toda a nossa compreensão diante dos fatos que nos tiram do sério.

Jesus Cristo se faz presente no nosso caminho de uma maneira muito sutil e muito simples. Precisamos estar atentos para reconhecê-Lo! Podemos sentir a Sua presença ressuscitada quando simplesmente meditamos na Sua Palavra; quando O contemplamos e O adoramos no Santíssimo Sacramento do Altar.  Ao nos deixarmos banhar pela Sua Luz nós também desvendamos os mistérios da nossa existência; quando nós participamos de uma Celebração Eucarística e comungamos o Seu Corpo e o Seu Sangue nós distinguimos que algo mudou dentro de nós e que também o nosso coração arde, mesmo que, aparentemente, nada aconteça de extraordinário.

Assim sendo, nós também como os discípulos de Emaús somos motivados a dar a Boa Nova por onde passarmos: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a mim”!  Tudo está escrito e marcado no nosso coração! Nunca mais seremos os mesmos!

Para Refletir:  Você já pode sair anunciando isto por onde passar? Você ainda continua olhando apenas para as coisas ruins da sua vida ou já percebeu que Cristo parte o pão para si? Você se considera uma pessoa inteligente para desvendar os enigmas de Deus?

Oração: Senhor Jesus, vem ao nosso encontro, caminha conosco e permanece em nossas vidas. Cura a nossa cegueira espiritual, nossas enfermidades, nossas dores, nossas fraquezas, fortalece nossa fé, para que não vacilemos ao reconhecer que o Senhor está vivo, e ressuscitou Aleluia, fica conosco Senhor e caminha conosco, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor, Amem.

Deus Abençoe Você!

sábado, 18 de abril de 2026

Evangelho do Dia 18-04-2026

 

2ª Semana da Páscoa | Sábado

Evangelho (Jo 6,16-21) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

16 Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17 Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18 Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19 Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20 Mas Jesus disse: "Sou eu. Não tenhais medo". 21 Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje nos coloca dentro de uma cena muito real da vida: a travessia em meio à escuridão e à tempestade. Os discípulos estão no mar, já é noite, o vento sopra forte e as águas estão agitadas. Além disso, há um detalhe importante: “Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles”. Ou seja, eles enfrentam tudo isso aparentemente sozinhos.

Quantas vezes também nos sentimos assim…Remando contra o vento, lutando, cansados, e com a sensação de que Deus ainda não chegou. Mas o Evangelho revela algo essencial: Jesus nunca está ausente, Ele vem ao nosso encontro, mesmo que pareça tarde.

No momento mais difícil, quando o medo já tomou conta, eles veem Jesus caminhando sobre as águas. Aquilo que deveria trazer consolo, inicialmente provoca medo. Isso mostra como, muitas vezes, não reconhecemos a presença de Deus no meio das nossas crises. E então vem a Palavra que muda tudo: “Sou eu. Não tenhais medo.”

Essa frase, não é apenas um consolo, é uma revelação: Jesus se apresenta como aquele que tem domínio sobre tudo, sobre o medo, sobre a tempestade. Quando eles acolhem Jesus na barca, acontece algo surpreendente: imediatamente chegam ao destino. Isso indica que, com Jesus, a travessia encontra sentido e direção. A presença d’Ele não elimina a tempestade, mas garante que não estamos perdidos.

Essa Palavra nos convida a refletir: Em quais “tempestades” da minha vida tenho sentido medo? Será que tenho reconhecido Jesus vindo ao meu encontro, mesmo em meio à dificuldade? Tenho permitido que Ele “entre na minha barca”?

Oração: Senhor Jesus, nas tempestades da minha vida, muitas vezes me sinto sozinho e com medo. O vento é forte, as ondas me assustam e meu coração se inquieta. Mas hoje eu escuto a Tua voz: “Sou eu. Não tenhais medo.” Vem, Senhor, ao meu encontro. Entra na minha barca, acalma meu coração e fortalece minha fé. Que eu nunca me esqueça de que, contigo, nenhuma travessia termina em perdição, mas sempre na segurança do Teu amor. Amém.

Deus Abençoe Você!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Evangelho do Dia 17-04-2026

 

2ª Semana da Páscoa | Sexta-feira

Evangelho (Jo 6,1-15) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2 Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3 Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4 Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5 Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: "Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?" 6 Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7 Filipe respondeu: "Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um". 8 Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9 "Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?" 10 Jesus disse: "Fazei sentar as pessoas". Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11 Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12 Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: "Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!" 13 Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14 Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: "Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo". 15 Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: – Deus Multiplica o Pouco que oferecemos

O Evangelho de hoje nos coloca diante de uma realidade muito humana: a insuficiência. A multidão tem fome, os discípulos não têm recursos, e tudo parece impossível. A lógica humana aparece claramente na resposta de Filipe: “Nem duzentas moedas bastariam…”. É a lógica da limitação, do cálculo, do medo de não ter o suficiente.

Mas Jesus não pensa assim. Ele não parte da falta, Ele parte daquilo que existe. Um menino oferece cinco pães e dois peixes. É pouco, quase nada diante da multidão. E, no entanto, é exatamente esse “quase nada” que se torna o ponto de partida para o milagre.

Isso revela algo profundo para nossa vida espiritual: Deus não precisa de muito, Ele precisa do nosso sim.

Quantas vezes deixamos de agir, de servir, de amar, porque achamos que temos pouco a oferecer? Pouca fé, pouco tempo, poucos recursos, pouca capacidade…, Mas Jesus nos ensina que, quando colocamos o pouco nas mãos d’Ele, esse pouco se torna abundância.

Outro detalhe importante é o gesto de Jesus: “deu graças”. Antes mesmo do milagre acontecer, Ele agradece. A gratidão precede a multiplicação. Um coração agradecido reconhece que tudo vem de Deus e, por isso, se abre para a ação divina.

E o resultado é surpreendente: todos comeram, ficaram satisfeitos e ainda sobraram doze cestos. Isso mostra que Deus não age apenas para suprir, Ele age com generosidade, com superabundância.

Mas o Evangelho termina com um alerta: o povo quer fazer de Jesus um rei segundo seus interesses. Querem um Messias que resolva problemas materiais, mas não necessariamente alguém a quem obedecer e seguir profundamente. Jesus se retira, porque sua missão não é ser um rei conforme as expectativas humanas, mas conduzir à salvação.

Essa Palavra nos convida hoje a três atitudes concretas: Oferecer a Deus o pouco que temos, sem medo ou vergonha, Confiar que Ele é capaz de multiplicar, mesmo quando não vemos saída, e Buscar Jesus não pelos benefícios, mas por quem Ele é

Oração: Senhor Jesus, tantas vezes olho para minha vida e vejo apenas limitações. Acho que tenho pouco a oferecer e, por isso, me retraio. Hoje Te entrego o que sou e o que tenho, mesmo que pareça pequeno. Multiplica, Senhor, meus dons, minha fé e meu amor. Ensina-me a confiar mais em Ti do que nas minhas contas e certezas. E que eu nunca Te busque apenas pelos milagres, mas por amor a Ti, que és o verdadeiro Pão da Vida. Amém.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Evangelho do dia 16-04-2026

 

2ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

Evangelho (Jo 3,31-36) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

31 "Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32 Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34 De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida. 35 O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36 Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho de Hoje nos mostra que Jesus Cristo veio ao mundo também para nos ensinar a enxergar as coisas do alto e “entender” a linguagem de Deus.   Ele foi o único que veio do céu, por isso, somente Ele pôde dar testemunho das palavras de Deus Pai.

 Aquele que vem do alto está acima de todos porque dá testemunho do que viu e ouviu, portanto, o testemunho de Jesus é verdadeiro!  É pelo poder do Espírito Santo que também podemos ver mais além das aparências e apreciar as realidades da nossa vida de acordo com o olhar de Deus.

 À primeira vista o entendimento disso parece ser complicado, mas o Espírito Santo que Deus nos concedeu sem medidas, nos ilumina para esclarecer as coisas santas. Tudo se torna mais simples quando paramos de raciocinar e acreditamos no que Jesus nos diz: “Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna e aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida!”

A partir daí, então, nós começamos a “enxergar” as coisas do céu e dar às coisas da terra um valor relativo. A vida eterna começa aqui para quem abre o seu coração e percebe as coisas santas, e os mistérios de Deus. Quanto mais nos aprofundarmos no conhecimento de Deus, mais nos apropriaremos também das realidades do céu e poderemos começar a viver a vida eterna.

Assim sendo, podemos afirmar que a fé em Jesus Cristo nos abre a porta do céu.  A sintonia com o Espírito Santo nós leva a perceber os “sinais de Deus” que nos revelam um modo de viver diferente do mundo.  De acordo com o que nós falamos ou vivenciamos é que podemos dar testemunho de que pertencemos ao mundo ou se já somos cidadãos do céu.

Quem está ligado ao céu percebe os sinais de Deus nos acontecimentos da sua vida e do mundo; percebe a vontade de Deus e vê nas coisas mais incoerentes e desencontradas, aonde Deus quer nos levar, não porque entendemos, mas porque confiamos. 

Essa harmonia, porém, só acontece a partir de uma vida de oração, porque orar é estar junto de Deus e com Ele dialogar tendo no interior do coração um contato direto com o Seu pensamento.  É difícil, porém, para aqueles que não têm contato com Deus e não desejam as coisas do alto, pois só enxergam com os olhos do mundo, achando que tudo poderá ser resolvido com o seu raciocínio e inteligência.

Vamos Refletir: Como você encara a realidade do céu? Você consegue perceber quando o céu se abre na sua vida? Como você tem vivido mais: no corpo ou no espírito? O que predomina em você: o céu ou a terra?

Pense um pouco sobre isto e peça ao Espírito Santo que revele a você os Seus mistérios.

Oração: Senhor Jesus, Tu que vens do alto e falas as palavras do Pai, aumenta a minha fé para que eu acolha o teu testemunho com confiança e amor. Dá-me um coração aberto ao teu Espírito, para que eu viva como filho da luz e caminhe sempre na verdade. Que eu jamais te rejeite, mas, crendo em Ti, alcance a vida eterna que prometes. Amém.

Deus Abençoe Você!

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Evangelho do Dia 15-04-2026

 

2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

Evangelho (Jo 3,16-21)  - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João. - Glória a vós, Senhor.

16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Amor que Ilumina e Salva:

O Evangelho de hoje nos apresenta uma das frases mais conhecidas e profundas de toda a Sagrada Escritura: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito”. Essa verdade é o coração da nossa fé. Deus não ama de forma limitada: Ele ama até o fim, ama entregando-se, ama salvando.

Como ensina Santo Agostinho: “Deus ama cada um de nós como se houvesse apenas um de nós para amar.”

Esse amor é pessoal. Não é genérico. É um amor que me alcança, que te alcança, que nos chama à vida nova. E ao mesmo tempo Deus amou o mundo inteiro, com suas fragilidades, pecados e limites. E esse amor não ficou em palavras: tornou-se entrega, tornou-se Cruz, tornou-se salvação.

Jesus deixa claro: Ele não veio para condenar, mas para salvar. No entanto, existe uma escolha: luz ou trevas. A luz revela, cura, transforma, mas também exige de nós verdade.

Jesus afirma que não veio para condenar, mas para salvar. Santa Teresa de Calcutá dizia: “Prefira acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.”

A luz é Cristo. Aproximar-se da luz exige coragem, porque ela revela quem realmente somos. Muitas vezes evitamos essa luz, não porque Deus nos rejeita, mas porque temos medo de mudar, medo de deixar para trás aquilo que nos prende, temos medo da mudança.

Mas quem decide viver na verdade, mesmo com suas fraquezas, encontra na luz não uma condenação, mas um caminho de transformação e vida nova.

A Páscoa que estamos celebrando é justamente isso: a vitória da luz sobre as trevas, do amor sobre o pecado, da vida sobre a morte.

Hoje, o Senhor nos convida a sair das sombras e caminhar na luz. Não com medo, mas com confiança, pois somos profundamente amados.

São João da Cruz nos recorda: “Ao entardecer desta vida, seremos julgados pelo amor.” E aqui está o critério: não é o quanto sabíamos, mas o quanto amamos. Não é o quanto escondemos nossas sombras, mas o quanto deixamos Deus transformá-las.

Para refletir: Tenho consciência do quanto Deus me ama de forma pessoal? Em quais áreas da minha vida ainda prefiro as “trevas”? Tenho coragem de me aproximar da luz de Cristo e deixar-me transformar?

Oração: Senhor Jesus, obrigado pelo Teu amor infinito, que não me condena, mas me salva. Ilumina as partes escuras do meu coração e dá-me coragem de viver na verdade. Que eu caminhe sempre na Tua luz e seja testemunha do Teu amor no mundo. Amém.

Deus Abençoe Você!

Destaque

Evangelho do dia 23/05/2026

  7ª Semana da Páscoa | Sábado Evangelho (Jo 21,20-25) - Aleluia, Aleluia, Aleluia. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. -...