quinta-feira, 2 de abril de 2026

Evangelho do Dia 02-04-2026

 

Semana Santa | Ceia do Senhor | Quinta-feira

Evangelho (Jo 13,1-15) - Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

1 Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?" respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás". 8 Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo". 9 Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça". 10 Jesus respondeu: "Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos". 11 Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos". 12 Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: "Compreendeis o que acabo de fazer? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão – Amar até o fim

Na Quinta-feira Santa, primeiro dia de nosso Tríduo Pascal, já tendo encerrado o Tempo da Quaresma nas vésperas deste dia, a Igreja celebra a solene liturgia da Ceia do Senhor (in Cena Domini). Nesta noite, Cristo Jesus, reunido com seus Apóstolos, celebra a Páscoa judaica e inaugura a Nova e Eterna Páscoa, através da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Essa liturgia já aparece consolidada pelo século V, em Jerusalém, como uma memória da ação do Senhor antes da ceia figurada no lava-pés, realizado até hoje. Na verdade, o rito de lava-pés iniciou-se como uma liturgia separada da Santa Missa, mas foi incorporada a ela aos poucos. 

A instituição da Eucaristia e do sacerdócio: Cristo Jesus, ao instituir a Eucaristia nesta noite, dando-se à humanidade nas espécies do pão e do vinho, deixa um mandato aos Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Na verdade, Eucaristia e Sacerdócio estão essencialmente vinculados. Ao instituir a Eucaristia, Jesus institui o sacramento da Ordem que, pela autoridade divina, tem a potestade de consagrar o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. É um dia de alegria para a Igreja, pois por estes dois sacramentos está assegurada a nós a presença real de Cristo no meio da humanidade.

Jesus, sabendo que sua hora estava chegando, entrega-se, na Quinta-feira Santa, de modo litúrgico e incruento. A mesma oferta do dom de si na Cruz, Cristo a faz na sua entrega livre e generosa nas espécies do Corpo e do Sangue, pela consagração do pão e do vinho. O modo de perpetuar este sacramento da presença real de Cristo na Eucaristia, é fazer, de homens eleitos, partícipes do único sacerdócio de Cristo, que, pela autoridade divina, consagram, até hoje, a Eucaristia.

O Evangelho de hoje começa com uma frase que resume toda a vida de Jesus: “Tendo amado os seus… amou-os até o fim.” Esse “até o fim” não significa apenas até a morte, mas até a eternidade, sem medidas, sem reservas, sem condições. Jesus não ama pela metade. Ele ama totalmente.

O Deus que se ajoelha: O gesto é desconcertante: Jesus, o Senhor, se levanta da mesa, tira o manto e se ajoelha para lavar os pés dos discípulos. Naquela cultura, isso era serviço de escravo. Ou seja: Deus se coloca no lugar do servo.

Isso quebra toda lógica humana: quem manda, quer ser servido, quem tem poder, quer ser honrado. Mas Jesus revela o contrário: Amar é servir. Amar é se abaixar. Amar é se doar.

Pedro reage: "Tu nunca me lavarás os pés!" Parece humildade…, mas no fundo é resistência. Porque aceitar que Jesus nos sirva significa: reconhecer que precisamos ser lavados. E isso toca no nosso orgulho. Quantas vezes somos como Pedro: queremos servir, mas não queremos ser cuidados, queremos dar, mas temos dificuldade de receber, queremos parecer fortes, mas escondemos nossas misérias. Mas Jesus é claro: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo.” Ou seja: não existe vida com Cristo sem deixar-se amar e purificar por Ele.

Jesus diz: "Vós estais limpos…, mas não todos." Ele não está falando apenas de um gesto externo. Está falando do coração. O maior perigo não é ter os pés sujos…é ter o coração fechado. Judas está ali, com os pés lavados…, mas o coração endurecido.

Depois de tudo, Jesus diz: “Dei-vos o exemplo.” Não é apenas um gesto bonito para admirar… é um caminho para viver. Lavar os pés hoje significa: perdoar quem nos feriu, servir sem esperar reconhecimento, ajudar o necessitado, amar mesmo quando não somos amados.

Hoje somos chamados a viver três atitudes: Deixar-se amar por Jesus, Permitir que Ele nos purifique, Servir com humildade os irmãos.

Oração: Senhor Jesus, Tu que Te ajoelhaste diante dos Teus discípulos, ensina-me a amar com humildade. Tira de mim todo orgulho que me impede de Te deixar agir. Lava o meu coração, purifica minhas intenções, cura minhas feridas escondidas. E dá-me a graça de servir, não por obrigação, mas por amor. Que eu aprenda Contigo a amar até o fim, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Evangelho do Dia 01-04-2026

 

Semana Santa | Quarta-feira

Evangelho (Mt 26,14-25) - Salve, Cristo, Luz da vida, companheiro na partilha!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse: "O que me dareis se vos entregar Jesus?" Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16 E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17 No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?" 18 Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'". 19 Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair". 22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: "Senhor, será que sou eu?" 23 Jesus respondeu: "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24 O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!" 25 Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje (Mt 26,14-25) nos coloca diante de um contraste profundo: a fidelidade de Jesus e a fragilidade do coração humano. Judas não trai Jesus de um momento para o outro. O texto mostra um processo: "Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus." Ou seja, a traição começa antes do ato, começa no interior, nas pequenas, concessões, nos silêncios, nas escolhas escondidas, na dureza de coração. Isso nos leva a uma pergunta sincera:  Em que momentos eu também vou "negociando" Jesus dentro de mim?

Judas vendeu Jesus por trinta moedas de prata. Mas e nós? Às vezes, também trocamos Jesus por coisas pequenas: um orgulho que não queremos abandonar, um pecado que justificamos, uma fé vivida pela metade, uma omissão diante do que é certo. Nem sempre é uma rejeição explícita…, mas é um coração dividido.

O convívio de Judas na mesa da intimidade e o risco da queda: O mais forte do Evangelho é isso: Judas trai estando à mesa com Jesus. Ele conviveu, ouviu, caminhou junto… e mesmo assim caiu. Isso é um alerta para nós: Estar próximo das coisas de Deus não garante, por si só, fidelidade. Por isso, os discípulos perguntam: "Senhor, será que sou eu?" Essa é a atitude correta: não acusar os outros, mas examinar o próprio coração.

Jesus sabe… e continua amando, Jesus não é pego de surpresa. Ele sabe quem vai traí-lo, e mesmo assim: permite que Judas permaneça, senta-se à mesa com ele, não o expõe publicamente, Isso revela algo profundamente consolador:  Jesus conhece nossas fraquezas, mas não deixa de nos amar. O amor de Cristo não depende da nossa perfeição, mas da fidelidade d’Ele.

Uma escolha diante de nós, Judas e Pedro vão cair, a diferença não está na queda, mas na resposta: Judas se fecha e se perde, Pedro se arrepende e volta. Hoje, a Palavra nos convida a decidir: Quando eu cair, para onde eu vou? Para o desespero… ou para a misericórdia de Deus?

Hoje temos a oportunidade de decidir, continuamos no pecado e na infidelidade, ou nos arrependemos e voltamos a Jesus, e continuemos na mesa onde Ele próprio é nosso alimento eterno.

Oração: Senhor Jesus, Tu conheces o meu coração melhor do que eu mesmo. Sabes das minhas fraquezas, das minhas quedas e das minhas infidelidades. Não permitas que eu Te troque por coisas passageiras. Dá-me um coração fiel, vigilante e humilde. E quando eu cair, Senhor, não me deixes fugir de Ti, mas dá-me a graça de voltar, confiando na Tua misericórdia e no teu amor, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 31 de março de 2026

Evangelho do Dia 31-03-2026

 

Semana Santa| Terça-feira

Evangelho (Jo 13,21-33.36-38)

- Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21 Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: "Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará". 22 Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando. 23 Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24 Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25 Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: "Senhor, quem é?" 26 Jesus respondeu: "É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho". Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27 Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: "O que tens a fazer, executa-o depressa". 28 Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29 Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: "Compra o que precisamos para a festa", ou que desse alguma coisa aos pobres. 30 Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31 Depois que Judas saiu, disse Jesus: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33 Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'". 36 Simão Pedro perguntou: "Senhor, para onde vais?" Jesus respondeu-lhe: "Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde". 37 Pedro disse: "Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!" 38 Respondeu Jesus: "Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: Neste Evangelho, somos levados ao coração de uma das cenas mais íntimas e dolorosas da vida de Jesus: a mesa da amizade se torna também o lugar da traição. Jesus está profundamente comovido. Ele sabe… Ele conhece os corações. E, mesmo assim, permanece. Não foge. Não se endurece. Não deixa de amar.

Enquanto um O trai, outro promete fidelidade — mas também irá negá-Lo. E no meio disso tudo… está o amor.

Judas sai. E o Evangelho diz: “Era noite.” Não apenas uma noite exterior, mas uma noite espiritual, a escuridão que invade o coração quando nos afastamos da Luz. Pedro, por sua vez, está cheio de boa vontade, mas ainda não conhece sua própria fraqueza. Ele ama Jesus, mas confia mais em si mesmo do que na graça.

E nós? Quantas vezes também vivemos essas duas realidades: Em alguns momentos, somos como Judas, quando trocamos Jesus por interesses, pecados ou comodismos; Em outros, somos como Pedro, cheios de fervor, mas frágeis na perseverança.

Mas há ainda um terceiro caminho: o do discípulo amado, aquele que repousa no peito de Jesus. Este é o caminho que o Senhor nos convida a viver. Não é o caminho da autossuficiência de Pedro, nem o da dureza e fechamento de Judas, mas o da intimidade, da escuta, da permanência no amor. É no coração de Jesus que encontramos força para não trair. É na proximidade com Ele que vencemos a fraqueza.

Jesus não desiste de nós, mesmo sabendo das nossas quedas. Ele continua nos oferecendo o “pão”, continua nos chamando à comunhão. A grande pergunta desta Palavra não é: “Quem vai trair Jesus?” Mas sim: “Senhor, sou eu?” E mais ainda: “Senhor, como posso hoje permanecer fiel?”

Oração: Senhor Jesus, Tu conheces o meu coração. Sabes das minhas fraquezas, das minhas quedas e também das minhas intenções. Livra-me, Senhor, de um coração traidor. Livra-me da ilusão de confiar apenas em mim mesmo. Dá-me a graça de ser como o discípulo amado, de repousar em Ti, de viver na Tua intimidade, de escutar a Tua voz. Mesmo quando eu cair, Senhor, não me deixes permanecer na noite, mas conduz-me de volta à Tua luz. Que a minha vida Te glorifique, não apenas nas palavras, mas na fidelidade de cada dia. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 30 de março de 2026

Evangelho do Dia 30-03-2026

 

Semana Santa | Segunda-feira

Evangelho (Jo 12,1-11) - Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

1 Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2 Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3 Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4 Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5 "Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?" 6 Judas falou assim não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7 Jesus, porém, disse: "Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8 Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis". 9 Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10 Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11 porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho nos leva a Betânia, à casa de amigos: Marta, Maria e Lázaro. É um ambiente de intimidade, de gratidão, de convivência com Jesus. Ali acontece algo inesperado. Maria toma um perfume caríssimo, nardo puro, e derrama sobre os pés de Jesus, enxugando-os com seus cabelos. Um gesto exagerado aos olhos humanos. Mas profundamente verdadeiro aos olhos de Deus.

Amar sem medida: Maria não faz contas. Não calcula o custo. Não pensa no que vão dizer. Ela simplesmente ama.

O perfume representa: o que ela tem de mais precioso, sua entrega total, sua adoração silenciosa. E o Evangelho diz algo belíssimo: “A casa inteira ficou cheia do perfume.” O amor verdadeiro sempre transborda. Quem ama de verdade, perfuma o ambiente. Uma alma que se entrega a Deus transforma tudo ao seu redor.

Em contraste, aparece Judas. Ele questiona, critica, racionaliza: “Não seria melhor vender e dar aos pobres?” Parece uma fala bonita…, mas o Evangelho revela a verdade: não era amor aos pobres, era apego, era interesse. Aqui está um ponto forte para nós: Maria dá tudo, Judas calcula tudo, Maria ama, Judas negocia.

Dois modos de viver a fé: Esse Evangelho nos coloca diante de duas atitudes:

Maria: entrega, generosidade, amor gratuito, intimidade com Jesus.

Judas: interesse, aparência de bem, coração dividido, fechamento à graça. E isso não é apenas sobre eles… Essas duas atitudes habitam muitas vezes dentro de nós.

“Ela fez isso para a minha sepultura” Jesus dá um sentido ainda mais profundo ao gesto de Maria. Ela, talvez sem compreender totalmente, antecipa a sua morte. Enquanto muitos rejeitam Jesus, Maria o prepara com amor. Enquanto todos tramam a cruz, ela oferece perfume.

O convite para nós hoje: Na Semana Santa, somos convidados a sair de uma fé calculada, e entrar em uma fé de entrega. Amar mais, mesmo quando parece “exagero” Servir sem buscar reconhecimento, Dar a Deus o melhor, não o que sobra, Porque no fim, só o amor permanece.

Oração: Senhor Jesus, quero aprender com Maria a te amar sem medidas. Arranca de mim o coração calculista, o apego escondido, a fé interesseira. Dá-me um coração que se derrama, que se entrega, que não tem medo de amar. Que minha vida seja como esse perfume, que sobe até Ti e transforma tudo ao redor, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor, Amém.

Deus Abençoe Você!

domingo, 29 de março de 2026

Evangelho do Dia 29-03-2026 - Domingo de Ramos

 

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor | Domingo

Evangelho para Procissão de Ramos 

Evangelho (Mt 21,1-11) — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”.

4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”

10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Anúncio do Evangelho (Mt 27,11-54 - Forma breve)

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

Ass.: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1: Jesus declarou:

Pres.: “É como dizes”.

Narrador 1: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

Leitor: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”

Narrador 1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

Ass.: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”

Narrador 2: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

Mulher: “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.

Narrador 2: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

Ass.: “Qual dos dois quereis que eu solte?”

Narrador 2: Eles gritaram:

Ass.: “Barrabás”.

Narrador 2: 22Pilatos perguntou:

Leitor: “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”

Narrador 2: Todos gritaram:

Ass.: “Seja crucificado!”

Narrador 2: 23Pilatos falou:

Leitor: “Mas, que mal ele fez?”

Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:

Ass.: “Seja crucificado!”

Narrador 1: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

Leitor: “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”

Narrador 1: 25O povo todo respondeu:

Ass.: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.

Narrador 1: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.

Ass.: 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;

Narrador 1: 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

Ass.: “Salve, rei dos judeus!”

Narrador 2: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”.

Narrador 1: 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação:

Ass.: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.

Narrador 1: 38Com ele também crucificara dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Ass.: 40”Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”

Narrador 2: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:

Ass.: 42”A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.

Narrador 1: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

Pres.: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”

Narrador 1: Que quer dizer:

Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Narrador 1: 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

Ass.: “Ele está chamando Elias!”

Narrador 1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

Ass.: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”

Narrador 1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. (Todos se ajoelham.)

Narrador 2: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

Ass.: “Ele era mesmo Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: “Hosana… Crucifica-o!” – O mistério de um coração dividido

O Evangelho deste dia nos coloca diante de um contraste forte e inquietante: o mesmo povo que aclama Jesus com ramos nas mãos, poucos dias depois grita pela sua morte.

Jesus entra em Jerusalém não como um rei poderoso aos moldes humanos, mas como um rei manso, humilde, montado em um jumentinho. Ele não vem dominar, mas se entregar. Não vem impor, mas amar até o fim.

A multidão grita: “Hosana ao Filho de Davi!” Mas esse louvor ainda é superficial… é um entusiasmo que não passou pela cruz. A paixão revela o verdadeiro rosto do amor. Ao ouvirmos a narrativa da Paixão, vemos Jesus: injustamente acusado, rejeitado pelo seu povo, traído, humilhado, abandonado, e, por fim, crucificado, e o mais impressionante, Ele permanece em silêncio. Esse silêncio não é fraqueza. É entrega. É amor que não se defende, porque quer salvar. Enquanto muitos gritam, Jesus ama. Enquanto muitos acusam, Jesus perdoa. Enquanto o mundo rejeita, Ele se oferece.

Barrabás ou Jesus: uma escolha que continua, A cena diante de Pilatos não ficou no passado. Ela se repete todos os dias dentro de nós. Pilatos pergunta: “Quem quereis que eu solte?” E o povo escolhe Barrabás. Barrabás representa: o caminho fácil, o pecado disfarçado, a razão do mundo.

Jesus representa: a verdade, o amor exigente, o caminho da cruz. Quantas vezes também nós escolhemos “Barrabás” …
quando evitamos a conversão, quando fugimos da cruz, quando preferimos nossa vontade à vontade de Deus.

“Meu Deus, por que me abandonaste?” Na cruz, Jesus assume até o sentimento mais profundo da dor humana: o abandono. Mas atenção: não é desespero. É oração. Jesus reza com as palavras do Salmo. Ele entra na nossa dor para redimi-la por dentro. Isso significa que: Nenhuma dor nossa é inútil, Nenhum sofrimento está fora do alcance de Deus, Nenhum abandono é definitivo

O convite deste Domingo: Hoje, a Igreja não nos deixa ficar apenas nos ramos. Ela nos conduz até a cruz. O convite é claro: Não basta aclamar Jesus, é preciso segui-Lo. Não basta emoção, é necessária conversão. Não basta estar com Ele na festa, é preciso permanecer na cruz.

Que neste inicio de semana Santa, possamos nos entregar totalmente a Jesus, abraçando a sua Cruz, para que a sua Ressurreição aconteça na nossa vida.

Oração: Senhor Jesus, hoje eu coloco meus ramos aos teus pés, mas também reconheço minhas incoerências. Quantas vezes eu te louvo… e depois te nego nas minhas atitudes. Dá-me um coração fiel, capaz de permanecer contigo não só na alegria, mas também na cruz. Ensina-me a amar como Tu amas, a perdoar como Tu perdoas, e a confiar, mesmo quando tudo parece perdido, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor Amém.

Deus Abençoe Você!

sábado, 28 de março de 2026

Evangelho do Dia 28-03-2026

 

5ª Semana da Quaresma | Sábado

Evangelho (Jo 11,45-56) - Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 45 muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46 Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47 Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: "O que faremos? Este homem realiza muitos sinais. 48 Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação". 49 Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: "Vós não entendeis nada. 50 Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?" 51 Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. 52 E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53 A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54 Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55 A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56 Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: "O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?"

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão – O Evangelho de hoje nos coloca diante de um momento decisivo, após o grande sinal da ressurreição de Lázaro, muitos creem em Jesus…, mas outros começam a planejar a sua morte. Aqui aparece uma verdade espiritual muito Importante: o mesmo Jesus que salva, também provoca decisão. Não existe neutralidade diante de Cristo.

O texto diz que, alguns viram e creram, outros viram e denunciaram, ou seja, o milagre foi o mesmo, mas os corações eram diferentes. Isso também acontece conosco. Quantas vezes Deus já agiu em nossa vida, Libertações, curas, milagres e tantas graças recebidas em resposta as nossas orações, E mesmo assim, ainda existe dentro de nós resistência, dúvida ou medo de nos entregar totalmente a Jesus!

A Quaresma é tempo de decidir: vou confiar de verdade em Jesus ou vou continuar apenas observando de longe?

Caifás e a lógica do mundo: A fala de Caifás parece política, fria e calculista: “É melhor um só morrer pelo povo…” Ele pensa em salvar a nação…, mas está disposto a sacrificar um inocente. Essa é a lógica do mundo: justificar o erro por conveniência, sacrificar a verdade por segurança, trocar Deus por estabilidade, mas, sem saber, Caifás profetiza algo muito maior.

O plano de Deus por trás da maldade humana: O Evangelho revela algo impressionante: Caifás profetizou que Jesus morreria não só pela nação, mas para reunir e salvar os filhos de Deus dispersos. Ou seja, aquilo que era: injustiça, se torna redenção, o que era condenação, se torna salvação, o que era morte, se torna vida.

Deus é capaz de transformar até o mal em instrumento de graça. Isso nos consola profundamente: Mesmo quando não entendemos certas situações, Deus continua conduzindo tudo para um bem maior.

Jesus se retira: o tempo ainda não chegou, Jesus se afasta para Efraim. Isso mostra que: Ele não se afasta por medo, Ele caminha no tempo do Pai, isto é, faz a vontade de Deus.

Existe um tempo certo para tudo: tempo de agir, tempo de esperar, tempo de silêncio. Quantas vezes queremos apressar Deus…, Mas a cruz de Cristo nos ensina: o plano de Deus tem um tempo perfeito.

O Evangelho termina com uma expectativa: “Será que Ele não virá para a festa?” Sim… Ele virá. Mas não como muitos esperavam. Ele virá: não para ser aclamado como rei político, mas para ser entregue como Cordeiro para nossa salvação. A cruz já começa a aparecer no horizonte e a pascoa se aproxima.

Hoje, o Senhor nos convida a refletir: Estou realmente decidido por Cristo ou ainda dividido? Tenho confiado no plano de Deus, mesmo sem entender?  Tenho tentado controlar tudo ou deixado Deus conduzir o tempo?

Oração: Senhor Jesus, diante de ti eu não quero ser como aqueles que viram e não creram. Dá-me um coração firme, decidido e fiel. Mesmo quando não compreender os teus caminhos, ensina-me a confiar. Tu que aceitaste morrer por mim, ajuda-me a viver por ti. Tira-nos Senhor, toda dispersão do meu coração, e faz de mim alguém totalmente teu, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

sexta-feira, 27 de março de 2026

Evangelho do Dia 27-03-2026

 

5ª Semana da Quaresma | Sexta-feira

Evangelho (Jo 10,31-42) - Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai que é amor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32 E ele lhes disse: "Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?" 33 Os judeus responderam: "Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!" 34 Jesus disse: "Acaso não está escrito na vossa Lei: 'Eu disse: vós sois deuses'? 35 Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36 por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37 Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38 Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai". 39 Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40 Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41 Muitos foram ter com ele, e diziam: "João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade". 42 E muitos, ali, acreditaram nele.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: Neste Evangelho, vemos uma cena forte: querem apedrejar Jesus. Não por um mal que Ele tenha feito, mas porque Ele revelou quem realmente é, o Filho de Deus. Jesus não se defende com violência, nem recua da verdade. Pelo contrário, Ele convida à fé de forma muito concreta: “Se não quereis acreditar em mim, acreditai ao menos nas obras.” Aqui está um ponto essencial para nossa vida espiritual: Deus se revela também nas obras.

A resistência do coração humano: Os judeus viram milagres, ouviram palavras de vida…, mas ainda assim resistem.
Por quê? Porque aceitar Jesus como Deus exige conversão. Exige mudar de vida, abrir mão do orgulho, deixar o pecado.

Muitas vezes, nós também somos assim: Queremos Deus, mas sem mudança, queremos bênçãos, mas sem compromisso, Admiramos Jesus, mas não queremos segui-Lo de verdade.

As obras falam mais alto: Jesus aponta para suas obras: curas, libertações, misericórdia, amor. Isso nos ensina algo profundo: A fé não é só palavra, A fé se manifesta em atitudes concretas, testemunho e mudança de vida.

Como estão nossas obras? Elas revelam que Deus está em nós? Uma vida transformada é o maior testemunho.

Permanecer com Jesus: No final do Evangelho, Jesus se retira… e ali, longe da confusão, muitos começam a crer. Isso é muito significativo: Às vezes, é no silêncio, na simplicidade, longe do barulho, que conseguimos perceber a presença real de Jesus e a nossa fé aumenta. A multidão que antes rejeitava, agora reconhece: “Tudo o que foi dito sobre Ele é verdade.”

Para nossa vida hoje: A Quaresma é tempo de decisão. Vou continuar resistindo a Jesus?  Ou vou olhar para as obras d’Ele na minha vida e acreditar de verdade? Talvez Deus já fez muito por você… Talvez você já viu sinais, graças, curas, milagres, respostas… Hoje, Jesus te diz: “Olhe para o que Eu já fiz, e creia.”

Oração: Senhor Jesus, quantas vezes eu fui resistente à Tua voz, mesmo vendo tuas obras na minha vida. Dá-me um coração humilde, capaz de reconhecer tua presença, capaz de crer não só nas palavras, mas na ação viva do Teu amor. Que minhas obras também testemunhem que Tu estás em mim. E que, nesta Quaresma, eu me decida verdadeiramente por Ti, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor! Amém.

Deus Abençoe Você!

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