segunda-feira, 16 de março de 2026

Evangelho do Dia 16-03-2026

 

4ª Semana da Quaresma | Segunda-feira

Evangelho (Jo 4,43-54 ) - Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 43 Jesus partiu da Samaria para a Galileia. 44 O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45 Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46 Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. 47 Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48 Jesus disse-lhe: "Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais". 49 O funcionário do rei disse: "Senhor, desce, antes que meu filho morra!" 50 Jesus lhe disse: "Podes ir, teu filho está vivo". O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora. 51 Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52 O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: "A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde". 53 O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: "Teu filho está vivo". Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. 54 Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje apresenta um encontro profundamente humano e cheio de fé: um pai desesperado procura Jesus porque seu filho está à beira da morte. Esse homem, um funcionário do rei, percorre um caminho difícil até encontrar o Senhor. Ele não vai por curiosidade, mas por necessidade, movido pelo amor ao filho.

Jesus, no início, faz uma observação que parece dura: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais.” Muitas vezes também nós buscamos Deus somente quando precisamos de um milagre ou de uma solução imediata. A fé, porém, é chamada a ir além dos sinais visíveis.

Mesmo assim, aquele pai insiste com humildade: “Senhor, desce antes que meu filho morra!”

Nesse momento acontece algo extraordinário. Jesus não vai fisicamente até a casa do menino. Ele simplesmente diz: “Podes ir, teu filho está vivo.”

Aqui está o ponto central do Evangelho: o homem acreditou na palavra de Jesus. Ele não viu o milagre naquele instante, não teve uma prova imediata, mas confiou. Essa é a verdadeira fé: acreditar na Palavra de Deus mesmo antes de ver os resultados.

Enquanto ele voltava para casa, encontra seus servos trazendo a notícia da cura. Quando pergunta a hora, descobre que foi exatamente no momento em que Jesus havia falado. A fé daquele homem se transforma então em algo ainda maior: toda a sua família passa a acreditar.

Este Evangelho nos ensina algumas verdades importantes: A fé muitas vezes nasce da dor e da necessidade. Deus escuta o clamor sincero de um coração humilde. A Palavra de Jesus tem poder de curar, mesmo à distância. A fé verdadeira confia antes de ver.

Durante a Quaresma, somos convidados a dar esse mesmo passo de confiança. Nem sempre veremos imediatamente as respostas de Deus, mas somos chamados a acreditar na sua Palavra.

Como diz a Escritura: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê". (Hb 11,1)

Que hoje possamos também confiar mais em Cristo, entregando a Ele nossas preocupações, nossas doenças, nossas famílias e nossas dificuldades. Quando confiamos verdadeiramente, descobrimos que Deus já está agindo, mesmo quando ainda não conseguimos ver.

Oração: Senhor Jesus, aumenta a nossa fé. Dá-nos um coração que confie em tua Palavra, mesmo quando não vemos imediatamente os teus sinais. Cura nossas feridas, fortalece nossas famílias e conduz-nos pelo caminho da vida, nos vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

 

domingo, 15 de março de 2026

Evangelho do Dia 15-03-2026 - 4º Domingo da Quaresma

4º Domingo da Quaresma | Domingo

Evangelho (Jo 9,1-41 ) - Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 2 Os discípulos perguntaram a Jesus: "Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?" 3 Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. 4 É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo". 6 Dito isto, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7 E disse-lhe: "Vai lavar-te na piscina de Siloé" (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego - pois ele era mendigo - diziam: "Não é aquele que ficava pedindo esmola?" 9 Uns diziam: "Sim, é ele!" Outros afirmavam: "Não é ele, mas alguém parecido com ele". Ele, porém, dizia: "Sou eu mesmo!" 10 Então lhe perguntaram: "Como é que se abriram os teus olhos?" 11 Ele respondeu: "Aquele homem chamado Jesus fez lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me: 'Vai a Siloé e lava-te'. Então fui, lavei-me e comecei a ver". 12 Perguntaram-lhe: "Onde está ele?" Respondeu: "Não sei". 13 Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14 Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15 Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: "Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!" 16 Disseram, então, alguns dos fariseus: "Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado". Mas outros diziam: "Como pode um pecador fazer tais sinais?" 17 E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: "E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?" Respondeu: "É um profeta." 18 Então, os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Chamaram os pais dele 19 e perguntaram-lhes: "Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?" 20 Os seus pais disseram: "Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. 21 Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo". 22 Os seus pais disseram isso, porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o Messias. 23 Foi por isso que seus pais disseram: "É maior de idade. Interrogai-o a ele". 24 Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: "Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador". 25 Então ele respondeu: "Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo". 26 Perguntaram-lhe então: "Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?" 27 Respondeu ele: "Eu já vos disse, e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?" 28 Então insultaram-no, dizendo: "Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29 Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse, não sabemos de onde é". 30 Respondeu-lhes o homem: "Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos! 31 Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. 32 Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se este homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada". 34 Os fariseus disseram-lhe: "Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?" E expulsaram-no da comunidade. 35 Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: "Acreditas no Filho do Homem?" 36 Respondeu ele: "Quem é, Senhor, para que eu creia nele?" 37 Jesus disse: "Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo". Exclamou ele: 38 "Eu creio, Senhor!" E prostrou-se diante de Jesus. 39 Então, Jesus disse: "Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos". 40 Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isto e lhe disseram: "Porventura, também nós somos cegos?" 41 Respondeu-lhes Jesus: "Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: 'Nós vemos', o vosso pecado permanece".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: O Evangelho deste domingo nos apresenta um dos sinais mais profundos realizados por Jesus Cristo: a cura do cego de nascença. Porém, mais do que um milagre físico, este texto revela um processo de iluminação espiritual. É uma passagem que fala sobre cegueira e luz, fé e incredulidade, verdade e endurecimento do coração.

Logo no início, os discípulos perguntam a Jesus: “Quem pecou para que ele nascesse cego?” Essa pergunta reflete uma mentalidade antiga que ligava diretamente o sofrimento ao pecado. Mas Jesus corrige essa visão:

“Nem ele pecou, nem seus pais; mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele.”

Aqui aprendemos algo importante: nem todo sofrimento é consequência direta do pecado pessoal. Muitas vezes, Deus permite certas situações para que sua graça, sua misericórdia e sua glória se manifestem.

Jesus então declara: “Eu sou a luz do mundo.”

A cura acontece de maneira simples e simbólica: Jesus faz lama, coloca nos olhos do cego e manda que ele se lave na piscina de Siloé. Esse gesto lembra muito os sinais sacramentais da Igreja: Deus usa realidades simples e materiais para comunicar sua graça.

Assim como a água do Batismo, aquela lavagem abriu os olhos do homem. Ele volta enxergando, não apenas fisicamente, mas inicia um caminho de fé.

O caminho da fé do cego: Ao longo do Evangelho vemos um crescimento na fé desse homem: Primeiro ele chama Jesus de “um homem chamado Jesus”. Depois afirma: “Ele é um profeta.” Mais tarde reconhece que Jesus vem de Deus. Por fim, diante de Jesus, proclama: “Eu creio, Senhor!” e se prostra em adoração.

Esse é o verdadeiro milagre: o nascimento da fé.

A cegueira espiritual: Enquanto o cego passa da escuridão para a luz, os fariseus fazem o caminho contrário. Eles veem o milagre, escutam o testemunho, mas mesmo assim se recusam a acreditar.

O problema deles não era falta de inteligência, mas orgulho espiritual. Achavam que já sabiam tudo, que já viam tudo. Por isso Jesus diz algo forte: “Eu vim a este mundo para que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos.”

Ou seja, quem reconhece sua pobreza espiritual pode ser iluminado por Deus, mas quem pensa que já possui toda a verdade fecha o coração à graça.

Este Evangelho também nos convida a olhar para nós mesmos. Muitas vezes pensamos que enxergamos bem espiritualmente, mas ainda carregamos cegueiras interiores: orgulho, preconceitos, dureza de coração, falta de fé.

A Quaresma é justamente um tempo de cura da visão espiritual. É o tempo em que Cristo toca nossos olhos e nos conduz à luz. Como aquele homem curado, somos chamados a fazer um caminho: reconhecer nossa cegueira, escutar a palavra de Jesus Cristo, lavar-nos na graça de Deus, e finalmente dizer com fé: “Eu creio, Senhor!”

Quando permitimos que Cristo ilumine nossa vida, passamos também a enxergar o mundo de forma diferente: com mais fé, esperança e caridade.

Oração:  Senhor Jesus, Luz do mundo, ilumina também o nosso coração. Cura nossas cegueiras espirituais, abre nossos olhos para reconhecer tua presença, e concede-nos a graça de viver sempre na tua luz. Que nesta Quaresma possamos crescer na fé e proclamar com o coração sincero: “Eu creio, Senhor!” Amém.

Deus Abençoe Você!

sábado, 14 de março de 2026

Evangelho do Dia 14-03-2026

 

3ª Semana da Quaresma | Sábado

Evangelho (Lc 18,9-14) - Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 "Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: 'Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: 'Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!' 14 Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: Um verdadeiro exame de consciência

No Evangelho de hoje a parábola contada por Jesus nos convida a olhar profundamente para o nosso coração quando nos colocamos diante de Deus. Dois homens sobem ao Templo para rezar: um fariseu e um cobrador de impostos. Ambos estão no mesmo lugar, mas com atitudes totalmente diferentes diante do Senhor.

O fariseu apresenta diante de Deus as suas próprias obras. Ele enumera seus méritos, lembra seus jejuns e seus dízimos, e ainda se compara com os outros, julgando-se melhor que eles. Sua oração, porém, não é um diálogo com Deus, mas quase um elogio a si mesmo. Ele se coloca no centro, e não Deus.

O cobrador de impostos, ao contrário, reconhece sua fragilidade. Ele permanece à distância, não levanta os olhos ao céu e bate no peito dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!”. Sua oração nasce de um coração contrito, humilde e arrependido.

Jesus conclui dizendo que foi este homem que voltou para casa justificado, porque Deus não olha as aparências, mas o coração. O Senhor não se deixa impressionar por palavras bonitas, nem por demonstrações externas de religiosidade. Ele busca um coração sincero, humilde e aberto à sua misericórdia.

A humildade é a verdade sobre nós mesmos. É reconhecer que tudo o que temos de bom vem de Deus e que, sem a sua graça, nada podemos fazer. Quando nos aproximamos do Senhor com humildade, abrimos espaço para que Ele nos transforme e nos justifique.

Durante este tempo de Quaresma, esta parábola nos convida a fazer um verdadeiro exame de consciência. Muitas vezes podemos cair na tentação de nos considerar melhores do que os outros ou de confiar apenas em nossas obras. No entanto, a salvação não é fruto dos nossos méritos, mas da misericórdia de Deus manifestada em Jesus Cristo.

Por isso, a oração que agrada ao Senhor nasce de um coração arrependido e confiante. É a oração daquele que reconhece sua pobreza espiritual e se abandona nas mãos de Deus.

No fundo, todos nós somos chamados a repetir a oração do cobrador de impostos: “Senhor, tem piedade de mim que sou pecador.”

Para refletir: Como tem sido a minha oração diante de Deus? Eu me apresento diante do Senhor com humildade ou confiando apenas em minhas obras? Tenho o hábito de fazer um verdadeiro exame de consciência? Reconheço minha dependência da graça de Deus?

“Quem se humilha será elevado.”

Oração: Senhor Jesus, livrai-nos do orgulho espiritual e da falsa segurança em nossos próprios méritos.
Dai-nos um coração humilde e arrependido, capaz de reconhecer nossas fraquezas e confiar na vossa misericórdia. Que nesta Quaresma possamos nos aproximar de vós com sinceridade e verdade, para que, transformados pela vossa graça, possamos voltar para casa justificados, Vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senho. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

Evangelho do Dia 13-03-2026

 

3ª Semana da Quaresma | Sexta-feira

Evangelho (Mc 12,28b-34) - Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28b um mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" 29 Jesus respondeu: "O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31 O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes". 32 O mestre da Lei disse a Jesus: "Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33 Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios". 34 Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: "Tu não estás longe do Reino de Deus". E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje, um mestre da Lei pergunta a Jesus qual é o maior de todos os mandamentos. A resposta de Jesus é simples e profunda: amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como a si mesmo.

Jesus recorda o antigo ensinamento de Israel: “Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Esse chamado nos convida a colocar Deus no centro da vida, amando-o com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças. Ou seja, amar a Deus com todo o nosso ser.

Mas Jesus não separa esse amor do amor ao próximo. Quem ama verdadeiramente a Deus também aprende a amar as pessoas, a perdoar, a ajudar e a viver a caridade. Por isso, o mestre da Lei reconhece que esse amor vale mais do que todos os sacrifícios e ofertas que podemos oferecer.

Durante a Quaresma, somos convidados a olhar para o nosso coração: nossa fé é apenas prática religiosa ou se transforma em amor concreto? Jejum, oração e penitência só têm sentido quando nos levam a amar mais a Deus e a cuidar mais dos irmãos.

“Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros". (1Jo 4,11). "Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê". (1Jo 4,20). "Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão". (1Jo 4,21)

 

Quando vivemos esse mandamento do amor, também ouvimos no coração as mesmas palavras que Jesus disse ao mestre da Lei: “Tu não estás longe do Reino de Deus.”

Oração: Senhor Jesus, ensina-nos a amar a Deus de todo o coração e a amar o próximo com sinceridade. Que nossa fé não seja apenas palavras ou ritos, mas um amor vivo que se manifesta em nossas atitudes. Conduze-nos cada vez mais perto do teu Reino, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

quinta-feira, 12 de março de 2026

Evangelho do Dia 12-03-2026

 

3ª Semana da Quaresma | Quinta-feira

Evangelho (Lc 11,14-23) - Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15 Mas alguns disseram: "É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios". 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: “O Reino de Deus já chegou para nós?”

Neste trecho do Evangelho vemos que Jesus realizava milagres no meio do seu povo, manifestando o poder e a misericórdia de Deus. No entanto, muitos não conseguiam reconhecê-lo como o enviado do Pai. Eles viam os acontecimentos, mas não compreendiam o verdadeiro significado daqueles sinais.

Diante dos prodígios realizados por Jesus, alguns chegaram até mesmo a afirmar que Ele expulsava demônios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios. A incredulidade e o endurecimento do coração impediam que reconhecessem o agir de Deus.

Hoje, ao olharmos para esse episódio do Evangelho, podemos facilmente criticar a falta de fé daqueles que viveram naquele tempo. Porém, precisamos reconhecer que muitas vezes também agimos de maneira semelhante. Quantas vezes temos dificuldade de perceber a presença e o poder de Deus atuando em nossa vida?

Assim como aquelas pessoas, muitas vezes olhamos apenas com os olhos da “carne”, julgando as coisas pelas aparências. Tornamo-nos questionadores e exigimos sinais extraordinários, enquanto Deus já realiza diariamente pequenos e grandes milagres em nossa vida.

Se pararmos para refletir com mais atenção, perceberemos que o “dedo de Deus” está presente em muitas situações da nossa vida: no bem que conseguimos praticar, na força que recebemos nas dificuldades, nas graças que experimentamos no nosso cotidiano.

Por isso, Jesus afirma: “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus.”

O Reino de Deus começa dentro do coração daqueles que reconhecem a ação de Deus e acolhem com fé o poder do Espírito Santo. Quando permitimos que Deus conduza nossas ações e decisões, o bem floresce em nossa vida.

O bem sempre vem de Deus; o mal é consequência do pecado. Por isso, precisamos estar atentos às nossas atitudes para discernir a quem estamos servindo.

Quando fazemos o bem ao próximo com sinceridade e amor a Deus, estamos colaborando para que o Reino de Deus aconteça já aqui na terra.

Para meditar: Você tem percebido os milagres de Deus na sua vida ou ainda está esperando um grande “sinal do céu”? Em nome de quem você procura realizar as suas ações e decisões? Existe algo dentro de você que divide o seu coração entre Deus e o pecado? Você sente seu coração preenchido pela presença e pelo poder do Espírito Santo?

Oração: Senhor Jesus, Tu que manifestas o poder de Deus e libertas os corações de todo mal, abre os nossos olhos para reconhecer a tua presença viva em nossa vida. Livra-nos da incredulidade e de um coração fechado aos teus sinais. Dá-nos a graça de perceber o teu agir nos pequenos e grandes milagres do nosso dia a dia. Que o teu Espírito Santo habite em nós e fortaleça o nosso coração, para que estejamos sempre contigo e nunca divididos entre o bem e o mal. Ajuda-nos a praticar o bem, a servir ao próximo com amor e a colaborar na construção do teu Reino, nos vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

quarta-feira, 11 de março de 2026

Evangelho do Dia 11-03-2026

 

3ª Semana da Quaresma | Quarta-feira

Evangelho (Mt 5,17-19) - Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 "Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: “A Lei de Deus é a Lei do Amor”

No Evangelho de hoje, Jesus afirma claramente que não veio abolir a Lei nem os Profetas, mas dar-lhes pleno cumprimento. Com isso, Ele nos revela que toda a Lei de Deus encontra sua plenitude no amor.

A Lei do Senhor não é um peso para o homem. Pelo contrário, ela é perfeita e foi dada para orientar a nossa vida e conduzir nossa alma para Deus. Em Jesus, recebemos a graça de viver essa Lei em sua verdadeira essência.

A Lei do Amor está profundamente presente nos Dez Mandamentos, porque quem ama verdadeiramente não mata, não rouba, não mente, não deseja o mal ao próximo. Por isso, quem ama cumpre toda a Lei.

Deus não muda o seu plano nem a essência do seu amor. Aquilo que sempre foi verdadeiro continua sendo verdadeiro. Muitas vezes o mundo moderno tenta convencer-nos de que os mandamentos são ultrapassados ou que os valores mudaram com o tempo. No entanto, quando olhamos para dentro do nosso coração, percebemos que o ser humano continua tendo as mesmas necessidades espirituais de sempre: amar, ser amado e viver segundo a verdade de Deus.

Por isso, Jesus afirma que nem uma só letra da Lei desaparecerá até que tudo se cumpra. A Lei permanece porque ela expressa o próprio amor de Deus pela humanidade.

A maior prova desse amor foi dada quando Jesus Cristo se entregou por nós: foi crucificado, morreu, foi sepultado e ressuscitou. Tudo isso aconteceu por amor, para salvar o mundo.

Assim, Deus continua desejando transformar o coração humano através do amor vivido na prática.

Para meditar no coração: Você é daqueles que pensa que certos valores já ficaram no passado? O que realmente mudou no coração do ser humano ao longo do tempo? O que significa para você viver a Lei do Amor? Você consegue perceber a graça de Deus agindo quando procura viver os Seus mandamentos?

Oração: Senhor Jesus, Tu que vieste não para abolir a Lei, mas para levá-la à sua plenitude no amor, ensina-nos a viver os teus mandamentos com um coração sincero. Dá-nos a graça de compreender que a tua Lei não é um peso, mas um caminho de vida e de salvação. Ajuda-nos a amar como Tu amas, a praticar o bem e a testemunhar o teu amor em nossas atitudes. Que o teu Espírito Santo transforme o nosso coração, para que sejamos fiéis à tua Palavra e possamos viver cada dia a Lei do Amor, Vos pedimos por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 10 de março de 2026

Evangelho do Dia 10-03-2026

 

3ª Semana da Quaresma | Terça-feira

Evangelho (Mt 18,21-35) - Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?' 22 Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo'. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! e eu te pagarei'. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho narrado por São Mateus, vemos Pedro Apóstolo aproximar-se de Jesus Cristo com uma pergunta muito humana: “Quantas vezes devo perdoar?” Pedro já pensa estar sendo generoso ao sugerir perdoar até sete vezes. Porém, Jesus responde: “Não até sete, mas até setenta vezes sete.”

Com essa resposta, Jesus não está dando um número exato, mas ensinando que o perdão não deve ter limites. Para explicar melhor, Ele conta a parábola do servo que tinha uma dívida enorme com seu senhor. Incapaz de pagar, ele implora misericórdia e recebe algo inesperado: toda a dívida é perdoada.

No entanto, ao sair dali esse mesmo servo encontra um companheiro que lhe devia uma quantia muito menor. Em vez de agir com misericórdia, ele o trata com dureza e o manda para a prisão. Quando o senhor descobre isso, fica indignado: aquele que recebeu tanta misericórdia foi incapaz de demonstrar misericórdia.

Essa parábola nos faz olhar para nossa própria vida. Deus nos perdoa infinitamente, nossas faltas, fraquezas e pecados. No entanto, muitas vezes guardamos ressentimentos, mágoas e dificuldades de perdoar quem nos feriu.

A Quaresma é um tempo forte de reconciliação. Jesus nos convida a libertar o coração do peso da falta de perdão, pois quem não perdoa acaba preso às próprias feridas. O perdão não significa esquecer ou fingir que nada aconteceu, mas escolher não deixar que o mal tenha a última palavra.

Quando perdoamos, nos tornamos mais parecidos com Jesus, que é rico em misericórdia. Quem experimenta a misericórdia de Deus é chamado a viver essa mesma misericórdia com os irmãos.

Oração: Senhor Jesus, tu que nos ofereces sempre o teu perdão, ensina-nos a perdoar de coração. Ajuda-nos a libertar o coração de sentimentos de rancor e vingança. Dá-nos um coração semelhante ao teu rico em misericórdia e compreensão, para perdoar como somos perdoados, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amem!

Deus Abençoe Você!

 

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