Evangelho (Lc 18,9-14) - Honra, glória, poder e
louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para
alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10
"Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro
cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo:
'Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões,
desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo
duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. 13 O
cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os
olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: 'Meu Deus, tem piedade de mim
que sou pecador!' 14 Eu vos digo: este último voltou para casa
justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha
será elevado".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: Um verdadeiro exame de consciência
No Evangelho de hoje a parábola contada por Jesus nos
convida a olhar profundamente para o nosso coração quando nos colocamos diante
de Deus. Dois homens sobem ao Templo para rezar: um fariseu e um cobrador de
impostos. Ambos estão no mesmo lugar, mas com atitudes totalmente diferentes
diante do Senhor.
O fariseu apresenta diante de Deus as suas próprias obras.
Ele enumera seus méritos, lembra seus jejuns e seus dízimos, e ainda se compara
com os outros, julgando-se melhor que eles. Sua oração, porém, não é um diálogo
com Deus, mas quase um elogio a si mesmo. Ele se coloca no centro, e não Deus.
O cobrador de impostos, ao contrário, reconhece sua
fragilidade. Ele permanece à distância, não levanta os olhos ao céu e bate
no peito dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!”. Sua oração
nasce de um coração contrito, humilde e arrependido.
Jesus conclui dizendo que foi este homem que voltou para
casa justificado, porque Deus não olha as aparências, mas o coração. O Senhor
não se deixa impressionar por palavras bonitas, nem por demonstrações externas
de religiosidade. Ele busca um coração sincero, humilde e aberto à sua
misericórdia.
A humildade é a verdade sobre nós mesmos. É reconhecer que
tudo o que temos de bom vem de Deus e que, sem a sua graça, nada podemos fazer.
Quando nos aproximamos do Senhor com humildade, abrimos espaço para que Ele nos
transforme e nos justifique.
Durante este tempo de Quaresma, esta parábola nos convida a
fazer um verdadeiro exame de consciência. Muitas vezes podemos cair na tentação
de nos considerar melhores do que os outros ou de confiar apenas em nossas
obras. No entanto, a salvação não é fruto dos nossos méritos, mas da
misericórdia de Deus manifestada em Jesus Cristo.
Por isso, a oração que agrada ao Senhor nasce de um coração
arrependido e confiante. É a oração daquele que reconhece sua pobreza
espiritual e se abandona nas mãos de Deus.
No fundo, todos nós somos chamados a repetir a oração do
cobrador de impostos: “Senhor, tem piedade de mim que sou pecador.”
Para refletir: Como tem sido a minha oração diante de Deus? Eu
me apresento diante do Senhor com humildade ou confiando apenas em minhas
obras? Tenho o hábito de fazer um verdadeiro exame de consciência? Reconheço
minha dependência da graça de Deus?
“Quem se humilha será elevado.”
Oração: Senhor Jesus, livrai-nos do orgulho
espiritual e da falsa segurança em nossos próprios méritos.
Dai-nos um coração humilde e arrependido, capaz de reconhecer nossas fraquezas
e confiar na vossa misericórdia. Que nesta Quaresma possamos nos aproximar de
vós com sinceridade e verdade, para que, transformados pela vossa graça,
possamos voltar para casa justificados, Vos pedimos por Jesus Cristo nosso
Senho. Amém.
Evangelho (Mc 12,28b-34) - Glória a vós, Senhor
Jesus, Primogênito dentre os mortos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos.
- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 28b um mestre da Lei, aproximou-se de
Jesus e perguntou: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" 29
Jesus respondeu: "O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é
o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de
toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31 O
segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro
mandamento maior do que estes". 32 O mestre da Lei disse a Jesus:
"Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não
existe outro além dele. 33 Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e
com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os
holocaustos e sacrifícios". 34 Jesus viu que ele tinha respondido
com inteligência, e disse: "Tu não estás longe do Reino de Deus". E
ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: No Evangelho de hoje, um mestre da Lei pergunta a
Jesus qual é o maior de todos os mandamentos. A resposta de Jesus é simples e
profunda: amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como a si mesmo.
Jesus recorda o antigo
ensinamento de Israel: “Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor”.
Esse chamado nos convida a colocar Deus no centro da vida, amando-o com todo o
coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças. Ou
seja, amar a Deus com todo o nosso ser.
Mas Jesus não separa esse
amor do amor ao próximo. Quem ama verdadeiramente a Deus também aprende a amar
as pessoas, a perdoar, a ajudar e a viver a caridade. Por isso, o mestre da Lei
reconhece que esse amor vale mais do que todos os sacrifícios e ofertas que
podemos oferecer.
Durante a Quaresma, somos
convidados a olhar para o nosso coração: nossa fé é apenas prática religiosa
ou se transforma em amor concreto? Jejum, oração e penitência só têm
sentido quando nos levam a amar mais a Deus e a cuidar mais dos irmãos.
“Caríssimos, se Deus
assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros". (1Jo 4,11). "Se alguém disser: Amo
a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão,
a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê". (1Jo 4,20). "Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus,
ame também a seu irmão". (1Jo 4,21)
Quando vivemos esse
mandamento do amor, também ouvimos no coração as mesmas palavras que Jesus
disse ao mestre da Lei: “Tu não estás longe do Reino de Deus.”
Oração: Senhor Jesus, ensina-nos a amar a Deus de todo o
coração e a amar o próximo com sinceridade. Que nossa fé não seja apenas
palavras ou ritos, mas um amor vivo que se manifesta em nossas atitudes.
Conduze-nos cada vez mais perto do teu Reino, vos pedimos por Jesus Cristo
nosso Senhor. Amém.
Evangelho (Lc 11,14-23) - Jesus Cristo, sois bendito,
sois o ungido de Deus Pai!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14 Jesus estava expulsando um demônio
que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões
ficaram admiradas. 15 Mas alguns disseram: "É por Belzebu, o
príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios". 16 Outros,
para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus
pensamentos, Jesus disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será
destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás
está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis
que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de
Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem?
Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de
Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21
Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão
seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o,
arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23
Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo,
dispersa".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
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Reflexão:“O Reino de Deus já chegou para
nós?”
Neste trecho do Evangelho vemos que Jesus realizava milagres
no meio do seu povo, manifestando o poder e a misericórdia de Deus. No entanto,
muitos não conseguiam reconhecê-lo como o enviado do Pai. Eles viam os
acontecimentos, mas não compreendiam o verdadeiro significado daqueles sinais.
Diante dos prodígios realizados por Jesus, alguns chegaram
até mesmo a afirmar que Ele expulsava demônios pelo poder de Belzebu, o
príncipe dos demônios. A incredulidade e o endurecimento do coração impediam
que reconhecessem o agir de Deus.
Hoje, ao olharmos para esse episódio do Evangelho, podemos
facilmente criticar a falta de fé daqueles que viveram naquele tempo. Porém,
precisamos reconhecer que muitas vezes também agimos de maneira semelhante.
Quantas vezes temos dificuldade de perceber a presença e o poder de Deus
atuando em nossa vida?
Assim como aquelas pessoas, muitas vezes olhamos apenas com
os olhos da “carne”, julgando as coisas pelas aparências. Tornamo-nos
questionadores e exigimos sinais extraordinários, enquanto Deus já realiza
diariamente pequenos e grandes milagres em nossa vida.
Se pararmos para refletir com mais atenção, perceberemos que
o “dedo de Deus” está presente em muitas situações da nossa vida: no bem que
conseguimos praticar, na força que recebemos nas dificuldades, nas graças que
experimentamos no nosso cotidiano.
Por isso, Jesus afirma: “Se é pelo dedo de Deus que eu
expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus.”
O Reino de Deus começa dentro do coração daqueles que
reconhecem a ação de Deus e acolhem com fé o poder do Espírito Santo. Quando
permitimos que Deus conduza nossas ações e decisões, o bem floresce em nossa
vida.
O bem sempre vem de Deus; o mal é consequência do pecado.
Por isso, precisamos estar atentos às nossas atitudes para discernir a quem
estamos servindo.
Quando fazemos o bem ao próximo com sinceridade e amor a
Deus, estamos colaborando para que o Reino de Deus aconteça já aqui na terra.
Para meditar: Você tem percebido os milagres de Deus na sua
vida ou ainda está esperando um grande “sinal do céu”? Em nome de quem você
procura realizar as suas ações e decisões? Existe algo dentro de você que
divide o seu coração entre Deus e o pecado? Você sente seu coração preenchido
pela presença e pelo poder do Espírito Santo?
Oração:Senhor Jesus, Tu que manifestas o
poder de Deus e libertas os corações de todo mal, abre os nossos olhos para
reconhecer a tua presença viva em nossa vida. Livra-nos da incredulidade e de
um coração fechado aos teus sinais. Dá-nos a graça de perceber o teu agir nos
pequenos e grandes milagres do nosso dia a dia. Que o teu Espírito Santo habite
em nós e fortaleça o nosso coração, para que estejamos sempre contigo e nunca
divididos entre o bem e o mal. Ajuda-nos a praticar o bem, a servir ao próximo
com amor e a colaborar na construção do teu Reino, nos vos pedimos por Jesus
Cristo nosso Senhor. Amém.
Evangelho (Mt 5,17-19) - Glória a Cristo, palavra
eterna do Pai, que é amor!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17
"Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas
para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o
céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da
Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só
destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo,
será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar
será considerado grande no Reino dos Céus".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: “A Lei de Deus é a Lei do Amor”
No Evangelho de hoje, Jesus afirma claramente que não veio
abolir a Lei nem os Profetas, mas dar-lhes pleno cumprimento. Com isso,
Ele nos revela que toda a Lei de Deus encontra sua plenitude no amor.
A Lei do Senhor não é um peso para o homem. Pelo contrário,
ela é perfeita e foi dada para orientar a nossa vida e conduzir nossa alma para
Deus. Em Jesus, recebemos a graça de viver essa Lei em sua verdadeira essência.
A Lei do Amor está profundamente presente nos Dez
Mandamentos, porque quem ama verdadeiramente não mata, não rouba, não
mente, não deseja o mal ao próximo. Por isso, quem ama cumpre toda a Lei.
Deus não muda o seu plano nem a essência do seu amor. Aquilo
que sempre foi verdadeiro continua sendo verdadeiro. Muitas vezes o mundo
moderno tenta convencer-nos de que os mandamentos são ultrapassados ou que os
valores mudaram com o tempo. No entanto, quando olhamos para dentro do nosso
coração, percebemos que o ser humano continua tendo as mesmas necessidades
espirituais de sempre: amar, ser amado e viver segundo a verdade de Deus.
Por isso, Jesus afirma que nem uma só letra da Lei
desaparecerá até que tudo se cumpra. A Lei permanece porque ela expressa o
próprio amor de Deus pela humanidade.
A maior prova desse amor foi dada quando Jesus Cristo se
entregou por nós: foi crucificado, morreu, foi sepultado e ressuscitou.
Tudo isso aconteceu por amor, para salvar o mundo.
Assim, Deus continua desejando transformar o coração humano
através do amor vivido na prática.
Para meditar no coração: Você é daqueles que pensa
que certos valores já ficaram no passado? O que realmente mudou no coração do
ser humano ao longo do tempo? O que significa para você viver a Lei do Amor?
Você consegue perceber a graça de Deus agindo quando procura viver os Seus
mandamentos?
Oração: Senhor Jesus, Tu que vieste não para abolir a
Lei, mas para levá-la à sua plenitude no amor, ensina-nos a viver os teus
mandamentos com um coração sincero. Dá-nos a graça de compreender que a tua Lei
não é um peso, mas um caminho de vida e de salvação. Ajuda-nos a amar como Tu
amas, a praticar o bem e a testemunhar o teu amor em nossas atitudes. Que o teu
Espírito Santo transforme o nosso coração, para que sejamos fiéis à tua Palavra
e possamos viver cada dia a Lei do Amor, Vos pedimos por Jesus Cristo
Nosso Senhor. Amém.
Evangelho (Mt 18,21-35) - Jesus Cristo, sois bendito,
sois o ungido de Deus Pai!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e
perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra
mim? Até sete vezes?' 22 Jesus respondeu: "Não te digo até sete
vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um
rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando
começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25
Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido
como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que
pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e,
prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo'. 27 Diante
disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28
Ao sair dali aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia
apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me
deves'. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um
prazo! e eu te pagarei'. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e
mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que
havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o
patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe
disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me
suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?' 34 O patrão indignou-se e mandou entregar
aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35
É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar
de coração ao seu irmão".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: No Evangelho narrado por São Mateus,
vemos Pedro Apóstolo aproximar-se de Jesus Cristo com uma pergunta muito
humana: “Quantas vezes devo perdoar?” Pedro já pensa estar sendo
generoso ao sugerir perdoar até sete vezes. Porém, Jesus responde: “Não até
sete, mas até setenta vezes sete.”
Com essa resposta, Jesus não está dando um número exato, mas
ensinando que o perdão não deve ter limites. Para explicar melhor, Ele conta a
parábola do servo que tinha uma dívida enorme com seu senhor. Incapaz de pagar,
ele implora misericórdia e recebe algo inesperado: toda a dívida é perdoada.
No entanto, ao sair dali esse mesmo servo encontra um
companheiro que lhe devia uma quantia muito menor. Em vez de agir com
misericórdia, ele o trata com dureza e o manda para a prisão. Quando o senhor
descobre isso, fica indignado: aquele que recebeu tanta misericórdia foi
incapaz de demonstrar misericórdia.
Essa parábola nos faz olhar para nossa própria vida. Deus
nos perdoa infinitamente, nossas faltas, fraquezas e pecados. No entanto,
muitas vezes guardamos ressentimentos, mágoas e dificuldades de perdoar quem
nos feriu.
A Quaresma é um tempo forte de reconciliação. Jesus nos
convida a libertar o coração do peso da falta de perdão, pois quem não perdoa
acaba preso às próprias feridas. O perdão não significa esquecer ou fingir que
nada aconteceu, mas escolher não deixar que o mal tenha a última palavra.
Quando perdoamos, nos tornamos mais parecidos com Jesus, que
é rico em misericórdia. Quem experimenta a misericórdia de Deus é chamado a
viver essa mesma misericórdia com os irmãos.
Oração: Senhor Jesus, tu que nos ofereces
sempre o teu perdão, ensina-nos a perdoar de coração. Ajuda-nos a libertar o
coração de sentimentos de rancor e vingança. Dá-nos um coração semelhante ao
teu rico em misericórdia e compreensão, para perdoar como somos perdoados, vos
pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amem!
- Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. -
Glória a vós, Senhor.
Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24
"Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25
De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três
anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em
Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma
viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu,
havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim
Naamã, o sírio". 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos
na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade.
Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a
intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio
deles, continuou o seu caminho.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
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Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: Neste Evangelho de São Lucas, vemos
um momento forte da missão de Jesus. Ao voltar para Nazaré, sua própria terra,
Ele anuncia uma verdade difícil: “nenhum profeta é bem recebido em sua
pátria”. Aqueles que o conheciam desde pequeno não conseguem reconhecer
nele o enviado de Deus.
Jesus recorda dois acontecimentos do Antigo Testamento: o
profeta Elias enviado a uma viúva estrangeira de Sarepta, e o profeta Eliseu
que cura o sírio Naamã. Com isso, Ele mostra que a graça de Deus não está
limitada apenas a um povo ou a quem se considera “merecedor”. Deus age onde
encontra fé e abertura de coração.
Essa mensagem provoca indignação nos ouvintes. O orgulho e o
fechamento do coração impedem que reconheçam a presença de Deus no meio deles.
A reação é tão violenta que tentam matar Jesus. Porém, o Evangelho nos diz que
Ele passa pelo meio deles e segue seu caminho, pois sua missão ainda não havia
terminado.
Este Evangelho nos convida a uma profunda reflexão nesta
caminhada quaresmal: será que também nós, muitas vezes, não rejeitamos Deus
quando Ele age de forma diferente do que esperamos? Às vezes pensamos conhecer
Jesus, mas fechamos o coração quando sua Palavra nos desafia a mudar.
A Quaresma é um tempo de conversão. É tempo de pedir a Deus
um coração humilde, capaz de reconhecer sua ação em nossa vida e acolher sua
Palavra, mesmo quando ela nos corrige e nos chama à mudança.
Que não sejamos como aqueles que rejeitaram Jesus em Nazaré,
mas como aqueles que, com fé e humildade, reconhecem Jesus com único Salvador e
permitem que Ele transforme nossas vidas.
Deus age onde encontra fé. Um coração humilde reconhece a
presença de Deus mesmo nas coisas simples.
Oração: Senhor Jesus Cristo, muitas vezes nosso
coração se fecha e não reconhece tua presença em nossa vida. Dá-nos um coração
humilde e aberto para acolher tua Palavra. Afasta de nós o orgulho e a dureza
de coração, para que possamos confiar em ti e seguir teu caminho. Que nesta
caminhada Quaresmal aprendamos a escutar tua voz, a viver tua vontade e a reconhecer tua ação em todos os momentos da nossa vida,
vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Evangelho (Jo 4,5-42) - Glória e louvor a vós, ó
Cristo.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória
a vós, Senhor.
Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da
Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José.
6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se
junto ao poço. Era por volta do meio-dia. 7 Chegou uma mulher da Samaria
para tirar água. Jesus lhe disse: "Dá-me de beber". 8 Os
discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 A mulher
samaritana disse então a Jesus: "Como é que tu, sendo judeu, pedes de
beber a mim, que sou uma mulher samaritana?" De fato, os judeus não se dão
com os samaritanos. 10 Respondeu-lhe Jesus: "Se tu conhecesses o
dom de Deus e quem é que te pede: 'Dá-me de beber`, tu mesma lhe pedirias a
ele, e ele te daria água viva." 11 A mulher disse a Jesus:
"Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar a água
viva? 12 Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e
que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?" 13
Respondeu Jesus: "Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. 14
Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água
que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida
eterna". 15 A mulher disse a Jesus: "Senhor, dá-me dessa água,
para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la". 16
Disse-lhe Jesus: "Vai chamar teu marido e volta aqui". 17 A
mulher respondeu: "Eu não tenho marido". Jesus disse: "Disseste
bem, que não tens marido, 18 pois tiveste cinco maridos, e o que tens
agora não é o teu marido. Nisso falaste a verdade". 19 A mulher
disse a Jesus: "Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos pais
adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve
adorar". 21 Disse-lhe Jesus: "Acredita-me, mulher: está
chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22
Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação
vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os
verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são
os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito e aqueles que o
adoram devem adorá-lo em espírito e verdade". 25 A mulher disse a
Jesus: "Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele
vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas". 26 Disse-lhe Jesus:
"Sou eu, que estou falando contigo". 27 Nesse momento,
chegaram os discípulos e ficaram admirados de ver Jesus falando com a mulher.
Mas ninguém perguntou: "Que desejas?" ou: "Por que falas com
ela?" 28 Então a mulher deixou o seu cântaro e foi à cidade,
dizendo ao povo: 29 "Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu
fiz. Será que ele não é o Cristo?" 30 O povo saiu da cidade e foi
ao encontro de Jesus. 31 Enquanto isso, os discípulos insistiam com
Jesus, dizendo: "Mestre, come". 32 Jesus, porém disse-lhes:
"Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis". 33 Os
discípulos comentavam entre si: "Será que alguém trouxe alguma coisa para
ele comer?" 34 Disse-lhes Jesus: "O meu alimento é fazer a
vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 35 Não dizeis vós:
'Ainda quatro meses, e aí vem a colheita!' Pois eu vos digo: Levantai os olhos
e vede os campos: eles estão dourados para a colheita! 36 O ceifeiro já
está recebendo o salário, e recolhe fruto para a vida eterna. Assim, o que
semeia se alegra junto com o que colhe'. 37 Pois é verdade o provérbio
que diz: 'Um é o que semeia e outro o que colhe'. 38 Eu vos enviei para
colher aquilo que não trabalhastes. Outros trabalharam e vós entrastes no
trabalho deles". 39 Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a
fé em Jesus, por causa da palavra da mulher que testemunhava: "Ele me
disse tudo o que eu fiz". 40 Por isso, os samaritanos vieram ao
encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus permaneceu aí dois
dias. 41 E muitos outros creram por causa da sua palavra. 42 E
disseram à mulher: "Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós
mesmos ouvimos e sabemos, que este é verdadeiramente o salvador do mundo".
Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.
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Reflexão: “Minha alma tem sede de Vós, ó Senhor” - “Ó
Deus, vós sois o meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de
vós, e minha carne por vós anela como a terra árida e sequiosa, sem água.” (Sl
62,2)
A nossa condição humana: Todo ser humano tem sede de
Deus. Nós não somos a Fonte. A vida não brota de nós mesmos. Não temos vida por
nós mesmos. Somos terra sedenta. Quem nos criou e nos formou foi Deus. Se fomos
criados, então não somos a Fonte. O ser humano sempre será uma terra árida que
precisa de água.
O perigo da ilusão: Todo
ser humano busca saciar sua sede. O problema é onde buscamos. Buscamos nos
prazeres. Buscamos nas alegrias passageiras. Buscamos no mundo. Vamos caindo na
ilusão de que essas águas podem matar a sede da nossa alma. Mas são águas
sujas, salobras, que não saciam. Somente Deus pode saciar nossa sede. Somente
Ele pode dar Vida.
Jesus então se revela como
fonte da água viva: Assim como a água é indispensável para o corpo, o
Espírito Santo é indispensável para a alma. O encontro com a Samaritana: “Se
conhecesses o dom de Deus… Ele te daria uma água viva.” (Jo 4,10). Jesus
encontra a samaritana, uma mulher de vida sofrida, coração ferido. Ele
revela-se como a Fonte da Água Viva. O que ela ganha? Sentido para viver, Coragem,
Vida nova. Ela aceita a revelação de Jesus. E depois corre para anunciar aos
outros a verdadeira Fonte. Quem bebe da Água Viva não guarda para si, mas
revela para os outros, evangeliza.
Então Jesus nos convida a beber da fonte: “Se alguém
tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim… do seu interior manarão rios de
água viva.” (Jo 7,37-38). A Água Viva é o Espírito Santo. “Aquele que tem sede,
venha! E receba gratuitamente da água da vida!” (Ap 22,17). “Um rio de água
viva, resplandecente como cristal, saía do trono de Deus e do Cordeiro.” (Ap
22,1). O convite é claro: Venha e Beba, e receba gratuitamente.
“Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma
suspira por vós, ó meu Deus.” (Sl 41,1-2). Chegou a hora como a corça
busca águas puras, nós precisamos parar de beber águas sujas. Precisamos voltar
à Fonte. Jesus é a Fonte da Água Viva. Nossa alma tem sede de Deus. Vamos beber
da Água Viva. Vamos pedir o Espírito Santo. Vamos abrir o coração para uma vida
nova.
Oração: Senhor Jesus, minha alma tem sede de Ti. Quantas
vezes busquei em fontes erradas aquilo que só Tu podes me dar. Tu és a Fonte da
Água Viva. Derrama sobre mim o Teu Espírito Santo, lava meu coração, cura
minhas feridas e renova minha vida. Que eu nunca mais tenha sede longe de Ti, mas
beba todos os dias da Tua presença e da Sua misericórdia, vos pedimos por Jesus
Cristo nosso Senhor. Amém.