sexta-feira, 6 de março de 2026

Evangelho do Dia 06-03-2026

 

2ª Semana da Quaresma | Sexta-feira

Evangelho (Mt 21,33-43.45-46) - Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33 "Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35 Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'. 38 Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!' 39 Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40 Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?" 41 Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: "Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo". 42 Então Jesus lhes disse: "Vós nunca lestes nas Escrituras: 'a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?' 43 Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos". 45 Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46 Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje podemos ver que “O Pai preparou o mundo para todos nós”. Sabemos que Deus Pai criou o mundo para que todos desfrutássemos do Seu amor, assistência e proteção. No entanto, o pecado dos nossos primeiros pais no tirou do convívio e da intimidade de Deus Pai e o orgulho e a soberba nos afastaram da fonte do Seu Amor. O homem pecou, mas o Senhor não o abandonou e fez uma promessa de restauração da aliança violada:

A vitória do Salvador sobre o Tentador e o Pecado, conforme, Gn 3,15.  Desde então, a maior obra do Pai tem sido a de nos atrair novamente a Si, com o intuito de que gozemos novamente da Sua presença e do Seu grande amor.  O povo de Israel não deu ouvidos aos patriarcas, aos profetas e juízes enviados por Deus para começar a Sua obra de salvação.  Finalmente, o Pai mandou o Seu próprio Filho Amado e Escolhido, Jesus Cristo para ensinar ao povo de Israel o jeito certo de bem administrar o reino dos céus aqui na terra e salvá-lo do pecado e da morte.

Jesus veio para o povo judeu, mas os judeus não O aceitaram como Salvador, desse modo, por misericórdia de Deus, Ele voltou-se para os pagãos e se entregou por toda a humanidade.  Portanto, nós cristãos que cremos em Jesus como Senhor e Salvador somos hoje os vinhateiros a quem o Senhor entregou a Sua vinha, isto é, o Seu reino, para que seja edificado e cultivado por nós.

Somos, hoje os lavradores da vinha, somos nós aqueles a quem o proprietário entregou a sua propriedade, porém, Ele quer receber de nós, a safra.   Por isso, para que possamos nos apropriar deste legítimo direito precisamos crer e reconhecer Jesus como o herdeiro do Pai que veio trazer para nós a herança da vida eterna. O reino foi tirado do povo de Israel e entregue a nós, a fim de que possamos dar bons frutos, não só materialmente falando, mas na qualidade de vida humana e espiritual com santidade e justiça.

Jesus é a pedra que os construtores rejeitaram, mas tornou-se a pedra angular, isto é, a pedra central da nossa fé.   Desse modo Jesus vem nos lembrar de que os frutos que Ele quer receber das nossas mãos é a vivência do amor que nos faz ser testemunhas de que o Pai preparou o mundo para todos nós.

Para Refletir: Quem é Jesus para você? Você crê Nele como Senhor e Salvador da sua vida? Você vive de acordo com os Seus ensinamentos? Você tem trabalhado para colher frutos na vinha do Senhor? Se lhe pedissem hoje contas qual seria a colheita que você teria para entregar ao proprietário?   

 Oração: Senhor Deus Pai, Tu preparaste o mundo com amor e o entregaste aos teus filhos como vinha preciosa. Tudo criaste para que vivêssemos na Tua presença, mas muitas vezes nos afastamos de Ti pelo orgulho e pela indiferença. Pai misericordioso, Tu não desististe de nós. Enviaste os profetas, enviaste teus servos, e por fim nos enviaste Teu Filho amado, Jesus Cristo, a pedra angular rejeitada pelos homens, mas escolhida e exaltada por Ti. Senhor Jesus, perdoa-nos quando fechamos o coração, quando não acolhemos Tua Palavra, quando produzimos frutos amargos em vez de frutos de amor. Hoje reconheço: Tu és o herdeiro, o Senhor da vinha, o Salvador da minha vida. Faz de mim um trabalhador fiel do Teu Reino. Ensina-me a cultivar a justiça, a semear a paz, a praticar a misericórdia, a viver na santidade. Que, quando me pedires contas, eu possa apresentar frutos de conversão, frutos de caridade, frutos de fidelidade. Pai, que eu nunca rejeite o Teu Filho, mas O acolha todos os dias como fundamento da minha fé. Que a minha vida proclame ao mundo que Tu preparaste tudo por amor e que o Teu Reino é para todos, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor.  Amém.

Deus Abençoe Você!

quinta-feira, 5 de março de 2026

Evangelho do Dia 05-03-2026

 

2ª Semana da Quaresma | Quinta-feira

Evangelho (Lc 16,19-31) - Glória a Cristo, palavra eterna do Pai que é amor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19 "Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20 Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. 21 Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22 Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23 Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24 Então gritou: 'Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas'. 25 Mas Abraão respondeu: 'Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26 E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós'. 27 O rico insistiu: 'Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28 porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento'. 29 Mas Abraão respondeu: 'Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!' 30 O rico insistiu: 'Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter'. 31 Mas Abraão lhe disse: 'Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos' ".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos! “Glória a Cristo, palavra eterna do Pai que é amor!”

Reflexão: O Evangelho de hoje, segundo Lucas (Lc 16,19-31), apresenta a parábola do pobre Lázaro e do rico epulão.

Lázaro é um pobre mendigo, coberto de feridas, que espera saciar sua fome com as migalhas que caem da mesa do rico. O rico, por sua vez, é anônimo, não tem nome. Ele se veste com roupas finas, faz banquetes esplêndidos todos os dias e vive esbanjando os dons materiais que Deus lhe concedeu. Por isso é chamado de “epulão”, ou seja, aquele que vive em banquetes.

O rico recebe muitos bens: materiais, familiares, sociais. Porém, não compreende que, se Deus privilegia alguns, é exatamente para que esses privilegiados se tornem instrumentos da misericórdia divina para com os outros.

É importante notar algo muito profundo aqui. Vivemos em uma sociedade, que foi marcada por uma ideia forte de igualitarismo, a fantasia de que todos somos iguais em tudo e que, se não somos, deveríamos ser. No entanto, se formos fiéis à realidade dos fatos, perceberemos que essa igualdade absoluta não existe.

Uns recebem mais, outros recebem menos, e não estamos falando apenas de bens materiais ou de justiça distributiva. Estamos falando também de dons, capacidades, oportunidades e, principalmente, virtudes.

No campo da virtude, as diferenças são ainda maiores do que no campo econômico. Nada diferencia mais as pessoas do que a virtude:

  • Há os que amam e os que não amam; os que perdoam e os que não perdoam; Os que são generosos e os que vivem fechados em si mesmos.

Aqui está o verdadeiro abismo. Aqui está a verdadeira desigualdade: Quando Lázaro morre, é levado pelos anjos ao seio de Abraão. O rico também morre e é enterrado. A morte os iguala externamente, ambos morrem. Porém, é justamente após a morte que se revela a verdadeira diferença entre eles.

O pobre Lázaro, mesmo coberto de feridas e privado das iguarias da mesa do rico, possuía a verdadeira riqueza: um coração temente a Deus, um coração que amava, um coração virtuoso. Já o rico, que tinha tudo exteriormente, revelou sua pobreza interior.

Entre eles se estabelece um grande abismo, o abismo da verdadeira diferença: a diferença entre a riqueza da virtude e a pobreza do egoísmo.

Meus irmãos, se recebemos de Deus dons, materiais ou espirituais, se recebemos a fé, a esperança e a caridade, se possuímos algo que outros ainda não possuem, isso não é motivo de vanglória. Não é para nos acharmos melhores. É missão, é responsabilidade.

Se Deus dá a alguns, é para que esses alguns sejam instrumentos do Seu amor para com os outros. O rico não enxergava isso. Mas nós podemos, e devemos, enxergar.

Se Deus nos agraciou com algo, isso é chamado à missão. Porque Deus quer ser bênção na vida do outro através de mim e de você. A verdadeira desigualdade não é condenação; é missão. Missão para servir. Missão para amar. Missão para conduzir outros ao caminho da virtude e do amor a Deus.

Que nesta Quaresma possamos rever nosso coração e perguntar: Estou vivendo como instrumento da misericórdia de Deus? Ou estou fechando meus olhos ao Lázaro que está à minha porta?

Que o Senhor nos conceda um coração rico em virtudes e generoso em caridade.

Oração: Senhor Deus de amor e misericórdia, hoje me coloco diante de Ti à luz da Palavra que escutei. Tu conheces meu coração, minhas riquezas e minhas pobrezas. Não permitas, Senhor, que eu seja como o rico da parábola, fechado em mim mesmo, distraído pelos bens passageiros e indiferente ao sofrimento que está à minha porta. Dá-me olhos para enxergar o Lázaro que precisa de mim. Dá-me um coração sensível às dores dos irmãos. Liberta-me do egoísmo, da indiferença e da vaidade. Se me concedeste dons, talentos, fé, esperança e caridade, ensina-me a transformá-los em serviço. Que tudo o que recebi de Ti se torne instrumento de amor. Senhor, que eu compreenda que a verdadeira riqueza não está no que possuo, mas no quanto amo. Concede-me um coração humilde, temente a Ti, generoso e misericordioso. Que nesta Quaresma eu atravesse o abismo do egoísmo e construa pontes de caridade. Que eu viva hoje de modo que, ao final da caminhada, possa encontrar consolo junto de Ti, vos pedimos por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém.

Deus Abençoe Você!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Evangelho do Dia 04-03-2026

 

2ª Semana da Quaresma | Quarta-feira

Evangelho (Mt 20,17-28) - Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17 enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18 "Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará". 20 A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: "O que tu queres?" Ela respondeu: "Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda". 22 Jesus, então, respondeu-lhes: "Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?" Eles responderam: "Podemos." 23 Então Jesus lhes disse: "De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou". 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: "Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho segundo Mateus, vemos Jesus subindo para Jerusalém. Ele caminha decidido, consciente do que O espera: sofrimento, cruz, morte — mas também ressurreição. Enquanto Ele fala de entrega e sacrifício, os discípulos ainda pensam em lugares de honra.

A mãe dos filhos de Zebedeu pede posições de destaque no Reino. É um pedido humano, compreensível até. Também nós, muitas vezes, seguimos Jesus, mas alimentamos expectativas de reconhecimento, sucesso, recompensa.

Jesus então faz uma pergunta profunda: “Podeis beber o cálice que eu vou beber?”

O cálice é o símbolo da entrega total, da fidelidade até o fim, do amor que se doa mesmo quando custa. Seguir Cristo não é ocupar um trono, mas abraçar uma cruz. Não é buscar privilégios, mas viver o serviço.

Enquanto os discípulos discutem sobre quem é o maior, Jesus redefine completamente o conceito de grandeza:

“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor.”

No mundo, grande é quem manda. No Reino de Deus, grande é quem serve. E Jesus não apenas ensina, Ele vive o que diz: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida.”

A Quaresma nos convida a rever nossas motivações: Por que sigo Jesus? Busco reconhecimento ou conversão? Quero os primeiros lugares ou desejo aprender a servir?

Subir com Cristo para Jerusalém significa caminhar com Ele rumo à entrega, à humildade, ao amor que se doa sem reservas.

Que neste dia possamos pedir a graça de beber o “cálice” da fidelidade diária, nas pequenas renúncias, no serviço escondido, na paciência, no perdão.

Oração: Senhor Jesus, muitas vezes procuro os primeiros lugares e esqueço que o vosso caminho é o da cruz. Purificai minhas intenções. Ensinai-me a servir com humildade e alegria. Dai-me coragem para beber o cálice da fidelidade, mesmo quando isso exige renúncia. Que eu aprenda convosco que a verdadeira grandeza está no amor que se entrega, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 3 de março de 2026

Evangelho do Dia 03-03-2026

 

2ª Semana da Quaresma | Terça-feira

Evangelho (Mt 23,1-12) - Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus falou às multidões e a seus discípulos e lhes disse: 2 "Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3 Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4 Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. 5 Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. 6 Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas; 7 Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8 Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9 Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10 Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11 Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12 Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho segundo Mateus, Jesus faz um alerta forte e necessário: o perigo da incoerência. Ele reconhece que os mestres da Lei ensinam a Lei de Moisés, mas denuncia uma atitude que fere o coração de Deus: “falam e não praticam.” Aqui está o centro da reflexão. O problema não é apenas ensinar, é ensinar sem viver.

Durante a Quaresma, somos convidados a olhar para dentro de nós: Minha fé é vivida ou apenas falada? Minhas palavras correspondem às minhas atitudes? Busco servir ou ser reconhecido?

Jesus denuncia também a vaidade espiritual: fazer o bem para ser visto, buscar os primeiros lugares, gostar de títulos e honras. É o risco de transformar a fé em aparência.

Mas então Ele apresenta o caminho verdadeiro: “O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve.”

No Reino de Deus, a grandeza não está no destaque, mas na humildade. Não está no aplauso, mas no serviço silencioso. Não está no poder, mas no amor que se doa.

A Quaresma é tempo de despojamento. É tempo de tirar as “faixas largas” do orgulho e vestir a simplicidade do Evangelho. Somos todos irmãos. Temos um só Pai, um só Mestre, um só Salvador: Jesus Cristo.

E a promessa final é clara: “Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.” A exaltação que vem de Deus passa pelo caminho da humildade.

Que este evangelho seja um convite à coerência: menos aparência, mais verdade; menos orgulho, mais serviço; menos títulos, mais testemunho.

Oração: Senhor Jesus, livrai-me da vaidade espiritual e da fé apenas de palavras. Ensinai-me a viver aquilo que professo. Dai-me um coração humilde, capaz de servir sem buscar reconhecimento. Que eu nunca procure os primeiros lugares, mas que encontre alegria em servir como vós servistes, nos vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 2 de março de 2026

Evangelho do Dia 02-03-2026

 

2ª Semana da Quaresma | Segunda-feira

Evangelho (Lc 6,36-38) - Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 "Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: Neste trecho do Evangelho segundo Lucas, Jesus nos apresenta um dos retratos mais belos do coração de Deus: a misericórdia.

“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.” A medida da nossa vida cristã não é simplesmente cumprir regras, mas parecer com o Pai. E quem é o Pai? É Aquele que ama, perdoa, acolhe, espera e dá sempre uma nova chance.

Na Quaresma, tempo forte de conversão, Jesus nos convida a olhar para dentro de nós e perceber: Quantas vezes julgamos sem conhecer a história do outro? Quantas vezes condenamos em vez de compreender? Quantas vezes medimos com rigor aquilo que gostaríamos que fosse medido com misericórdia?

“Não julgueis… não condeneis… perdoai…” Aqui está um caminho concreto de santidade. A misericórdia não é fraqueza; é força interior. Só quem experimenta o amor de Deus é capaz de oferecê-lo aos irmãos.

E Jesus conclui com uma promessa: “Dai e vos será dado.” Deus nunca se deixa vencer em generosidade. Quando oferecemos perdão, acolhida e bondade, recebemos de volta em abundância — “uma medida calcada, sacudida, transbordante”.

A lógica do mundo é medir com a razão. A lógica do Reino é medir com amor.

Nesta 2ª Semana da Quaresma, somos chamados a revisar nossa “medida”: Que tipo de medida tenho usado com os outros? A do julgamento ou a da misericórdia?

Peçamos ao Senhor um coração semelhante ao d’Ele, um coração capaz de perdoar, de compreender e de amar sem reservas.

Oração: Senhor Jesus, ensinai-me a ser misericordioso como o Pai é misericordioso. Libertai-me do julgamento apressado e do coração endurecido. Dai-me um olhar de compaixão e um coração generoso. Que nesta Quaresma eu aprenda a medir com amor, para que também eu experimente a medida abundante da vossa graça, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

domingo, 1 de março de 2026

Evangelho do Dia 01-03-2026 - 2º Domingo da Quaresma

 

2º Domingo da Quaresma | Domingo

Evangelho (Mt 17,1-9) - Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: "Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias". 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!" 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantai-vos, e não tenhais medo". 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: "Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – A Transfiguração de Jesus é um momento de luz no meio do caminho da cruz. Pouco antes, os discípulos tinham ouvido algo que os abalou profundamente: Jesus deveria sofrer, ser rejeitado e morrer. Seus sonhos de glória começaram a desmoronar.

É então que Jesus os leva ao monte. O monte é lugar de encontro com Deus. Ali, enquanto rezava, Jesus se transfigura: seu rosto resplandece, suas vestes se tornam brilhantes, e aparecem Moisés e Elias, a Lei e os Profetas, testemunhando que tudo aquilo fazia parte do plano de Deus.

Pedro exclama: “Senhor, é bom estarmos aqui!” E realmente é bom estar na presença da glória de Deus. É bom sentir consolação. É bom experimentar momentos fortes de oração. É bom quando tudo parece claro e iluminado.

Mas a Transfiguração não foi dada para que os discípulos permanecessem no monte. Foi dada para que tivessem força ao descer. A glória precede a cruz, mas não a elimina. A nuvem os envolve e a voz do Pai proclama: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que Ele diz.”

E o que Jesus tinha acabado de dizer? Que seria necessário passar pela cruz.

Aqui está a grande lição: A lógica de Deus não é a do sucesso imediato, mas a da fidelidade. Não é a da aparência, mas a da entrega. Não é a do triunfo humano, mas a da Ressurreição. A Transfiguração nos revela quem Jesus é, o Filho amado, o Messias, mas também revela quem nós somos chamados a ser: homens e mulheres que, mesmo diante da cruz, permanecem firmes na fé.

Todos nós temos nossos “montes Tabor”: momentos de graça, experiências fortes com Deus, retiros, encontros, orações profundas. Mas também temos nossos “vales”: dificuldades, frustrações, lutas, incompreensões. O Senhor nos permite experimentar a sua luz para que não percamos a esperança na escuridão.

A Transfiguração nos ensina que: O sofrimento não é a última palavra. A cruz não é fracasso. A entrega gera glória. Quem escuta e segue Jesus será também transfigurado. Um dia, aquilo que hoje é fraqueza será revestido de glória. Aquilo que hoje é dor será transformado em vida plena.

Por isso, mesmo quando descermos do monte, levemos conosco a certeza: A glória já nos foi prometida.

Oração: Senhor Jesus, no alto do monte revelaste a Tua glória e fortaleceste os discípulos para enfrentarem a cruz. Transfigura também o meu coração. Quando eu passar pelas sombras e dificuldades, faz-me recordar que a cruz não é o fim, mas caminho para a Ressurreição. Ensina-me a escutar a voz do Pai: “Este é o meu Filho amado. Escutai-O.” Que eu Te escute na Palavra, Te reconheça na Eucaristia e Te sirva nos meus irmãos. Dá-me coragem para descer do monte e viver a fé na realidade de cada dia, com amor, fidelidade e esperança. Que um dia eu participe da Tua glória eterna. Amém. 

Deus Abençoe Você!

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Evangelho do Dia 28-02-2026

 

1ª Semana da Quaresma | Sábado

Evangelho (Mt 5,43-48) - Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 "Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' 44 Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47 E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48 Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai Celeste é perfeito".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: – “Precisamos copiar o Pai perfeito do céu!”

No Evangelho de Hoje Jesus veio nos ensinar a amar do mesmo jeito que o Pai nos ama e nos propõe ir além da nossa capacidade natural de amar!  Para que sejamos justos Ele nos manda amar e rezar pelos nossos inimigos! 

Quando ouvimos esta ordem de Jesus, à primeira vista não encontramos nenhuma coerência nem mesmo sentido para a ação de rezar pelos inimigos. No entanto, quando nos aprofundamos nesta Palavra tomamos consciência de que a justiça para Deus é a santidade e perfeição dos Seus filhos e filhas.  E se nos declaramos filhos do Pai que está no céu, não poderemos agir de outra maneira.

Do mesmo jeito que o Pai age conosco, nós também precisamos agir com o nosso próximo. Não podemos nos limitar a amar somente àqueles que nos amam, não haveria mérito. Deus quer o bem de todos nós e torce para que sejamos bons e felizes. O próximo significa aquele que está perto, a quem encontramos, com quem nós convivemos e nos relacionamos, seja quem for, mesmo “aqueles que nos perseguem.” Não somos obrigados a gostar ou admirar a todas as pessoas, entretanto, Jesus nos ordena que as amemos e amar é querer o bem, é ajudar, é reconhecer que todos nós somos objeto do Amor de Deus. 

Aqui na terra, quando os nossos pais são pessoas de bem, nós alimentamos o propósito de imitá-los. Mais ainda, precisamos copiar o Pai perfeito do céu, que nos ama do jeitinho que nós somos. Precisamos aprender o jeito do Pai que não nos cobra, mas nos perdoa mesmo quando somos filhos e filhas ingratos. A perfeição, a grandeza e o poder do Pai estão no amor e o Seu Amor foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo, portanto podemos amar os nossos inimigos.

Vamos Refletir: Você concorda com isso? Você faz discriminação de pessoas? Você deseja o bem e o sucesso para todo mundo ou só para alguns? Você ora pelas pessoas a quem você não aprecia ou até pelas pessoas que o perseguem? Você tem alguém a quem perdoar? Ore por essa pessoa!  

Oremos: Senhor Jesus, Tu nos chamas a amar não somente quem nos ama, mas também aqueles que nos ferem e nos desafiam. Coloca em meu coração o Teu amor misericordioso, capaz de perdoar, compreender e rezar por quem me persegue. Liberta-me do ressentimento e da indiferença. Ensina-me a ser reflexo do amor do Pai, que faz nascer o sol sobre bons e maus, e me conduz à perfeição que nasce da caridade. Que eu aprenda a amar como Tu amas, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

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