Evangelho (Mt 9,14-15) - - Salve, Cristo, luz da
vida, companheiro na partilha!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14 os discípulos de João
aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Por que razão nós e os fariseus
praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?" 15 Disse-lhes
Jesus: "Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo
está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim,
eles jejuarão".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: No Evangelho de hoje, Jesus Cristo se
apresenta como o Noivo. Diante da pergunta sobre o jejum, Ele revela que sua
presença inaugura um tempo novo: enquanto o Noivo está presente, é tempo de
alegria; quando Ele for tirado, então será tempo de jejum.
Essa resposta nos introduz profundamente no mistério da Quaresma.
O jejum cristão não é um simples exercício exterior, nem prática vazia de
sentido. Ele nasce do amor. Jejuamos porque o Noivo foi “tirado” — porque
contemplamos a Paixão, porque reconhecemos que nossos pecados contribuíram para
a Cruz, porque desejamos unir nosso coração ao sacrifício redentor.
Depois das Cinzas, a Igreja nos recorda que o pecado não é
algo superficial. Ele gera desordem, rompe a amizade com Deus e fere o amor. A
reparação, portanto, não é medo de castigo, mas resposta de amor Àquele que nos
amou primeiro. Se o pecado é rejeição do Amor, a penitência é retorno ao Amor.
Jejuar é dizer com o corpo aquilo que desejamos afirmar com
a alma: “Senhor, Tu és o meu bem maior.”
Ao renunciar algo, aprendemos a ordenar nossos afetos. Ao
mortificar nossos desejos desordenados, abrimos espaço para a graça. Ao
silenciar nossos impulsos, escutamos melhor a voz do Espírito.
Mas há algo ainda mais profundo: o jejum verdadeiro é jejuar
do egoísmo, da indiferença, da dureza de coração. É reparar as ofensas
cometidas contra Deus não apenas com gestos externos, mas com um coração
contrito e decidido a amar mais.
A Quaresma é tempo de reconhecer o horror do pecado — mas
também, e sobretudo, a grandeza infinita da misericórdia. Se a Cruz revela a
gravidade da ofensa, revela ainda mais a grandeza do Amor que perdoa.
Que nesta sexta-feira depois das Cinzas possamos nos
perguntar: Tenho jejuado apenas de alimentos ou também do orgulho? Tenho oferecido pequenos sacrifícios por amor ou apenas cumprido uma obrigação?
O Noivo nos chama a um amor fiel. E todo jejum que nasce
desse amor se transforma em alegria pascal.
Que nosso jejum seja preparação para o reencontro definitivo
com o Noivo, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Oração: Senhor Jesus Cristo, Noivo fiel da nossa
alma, nesta caminhada quaresmal eu me coloco diante de Ti com humildade. Ensina-me
o verdadeiro sentido do jejum. Que eu não renuncie apenas ao alimento, mas
também ao orgulho, à impaciência e ao egoísmo. Dá-me um coração arrependido, capaz
de reconhecer o mal do pecado e, ao mesmo tempo, confiar infinitamente na Tua misericórdia. Que minha
penitência seja expressão de amor, minha oração seja sincera, e minha caridade seja concreta. Quando eu sentir o
peso do sacrifício, recorda-me que o Noivo entregou-Se por mim na Cruz. Que
cada pequeno gesto de mortificação se una ao Teu sacrifício redentor. Conduze-me,
Senhor, pelos caminhos da conversão verdadeira, para que, purificado nesta
Quaresma, eu possa celebrar com alegria a vitória da Páscoa, tudo vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 22
"O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos
sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro
dia". 23 Depois Jesus disse a todos: "Se alguém me quer
seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24 Pois
quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa
de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar
o mundo inteiro se se perde e se destrói a si mesmo?"
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: Iniciando nossa caminhada quaresmal, o Evangelho segundo Lucas nos apresenta o primeiro anúncio da
Paixão. Logo após a profissão de fé de São Pedro, Jesus revela que deverá
sofrer, ser rejeitado, morrer e ressuscitar.
Não é por acaso que o anúncio da cruz vem depois da fé. Só à
luz da fé conseguimos compreender que o sofrimento de Cristo não é fracasso,
mas entrega; não é derrota, mas redenção. A cruz, portanto, não é um acidente
no caminho de Jesus — é o próprio caminho.
“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua
cruz cada dia e siga-me.” Aqui está o coração do discipulado. Jesus não oferece
um cristianismo confortável, sentimental ou superficial. Ele não promete
ausência de sofrimento, mas presença na dor. A cruz não é opcional; ela faz
parte da regra do seguimento.
Muitas vezes somos tentados a querer um cristianismo sem
renúncia, sem sacrifício, sem combate interior — uma fé que consola, mas não
transforma; que anima, mas não exige conversão. No entanto, quem tenta fugir da
cruz termina encontrando-a de forma ainda mais pesada, porque o sofrimento faz
parte da condição humana. A diferença é decisiva: com Cristo, a cruz salva; sem
Cristo, a cruz oprime.
Quando Jesus afirma: “Quem quiser salvar a sua vida vai
perdê-la”, Ele nos revela uma verdade profunda. Num primeiro nível, é uma
realidade humana: quem vive fechado em si mesmo, buscando apenas seus
interesses, acaba isolado e vazio. Mas existe um nível ainda mais alto — o da
graça. Somos chamados a morrer para o homem velho, para o egoísmo, para o
pecado, a fim de que a vida nova floresça em nós.
A dinâmica da Quaresma é exatamente essa: morrer para
ressuscitar. Renunciar para amar. Perder para ganhar. A cruz nos configura a
Cristo e nos conduz ao mistério pascal — morte e ressurreição inseparáveis.
Depois das Cinzas, a Igreja nos recorda: não há santidade
sem cruz, mas também não há cruz que, unida a Cristo, não conduza à vida nova.
Seguir Jesus é aceitar esse caminho com confiança, sabendo que cada renúncia
vivida por amor já contém, em si, a semente da ressurreição.
Que nesta Quaresma aprendamos a tomar nossa cruz “cada dia”,
não com resignação triste, mas com esperança firme, pois quem morre com Cristo,
com Ele também viverá.
Oração: Senhor Jesus, no início desta caminhada
quaresmal, quero aprender a seguir-Te de verdade. Tu me ensinas que o caminho
passa pela cruz, que não há ressurreição sem entrega, nem vida nova sem
renúncia. Dá-me coragem para renunciar ao meu egoísmo, força para tomar minha
cruz de cada dia e fidelidade para não desistir diante das dificuldades. Que eu
não busque um cristianismo sem compromisso, mas uma fé viva, capaz de amar,
servir e perseverar. Ensina-me a perder a vida por Ti, para encontrá-la
renovada pela Tua graça. Que esta Quaresma seja tempo de conversão sincera, morte para o pecado e vida nova em Teu amor, tudo isso vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
- Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 "Ficai
atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes
vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que
está nos céus. 2 Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta
diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem
elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua
recompensa. 3 Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda
não saiba o que faz a tua mão direita, 4 de modo que a tua esmola fique
oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5
Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas
sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade
vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6 Ao contrário, quando tu
orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto.
E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16
Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles
desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos
digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares,
perfuma a cabeça e lava o rosto, 18 para que os homens não vejam que tu
estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que
está escondido, te dará a recompensa".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: Com a Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o
nosso caminho quaresmal. É um tempo forte de oração, penitência e caridade. A
Igreja nos convida a entrar num processo de conversão, de reorganização
interior, de retorno sincero a Deus.
Uma das maiores dificuldades que enfrentamos ao falar da
Quaresma é compreender corretamente o sentido da penitência. Muitas vezes ela é
vista apenas de maneira negativa, como se fosse simplesmente “pagar pelos
pecados”, como se estivéssemos diante de uma conta em débito com Deus que
precisa ser quitada. Outros ainda pensam que a penitência é algo doentio, coisa
de pessoas neuróticas, prejudicial à saúde física e emocional.
Mas essa visão é superficial, dentro de nós existe uma lei
natural: fugir da dor e buscar o prazer. Isso faz parte da nossa condição
humana. Porém, com o pecado original, essa tendência tornou-se desordenada.
Diferente dos animais, o ser humano pode ultrapassar todos os limites. Nenhum
animal se destrói por excesso de prazer, mas o homem é capaz disso.
Basta olharmos ao nosso redor, quantas vidas destruídas
pelos excessos, quantas famílias feridas, quantas tragédias provocadas por uma
busca desenfreada de prazer sem limites. Isso revela que existe algo
profundamente desordenado dentro de nós.
É justamente aqui que entra a penitência: Penitência
não é autodestruição. Penitência é reorganização. É colocar ordem onde há
desordem. É pedir a Deus a graça de amar corretamente. É aprender a dizer “não”
ao egoísmo para poder dizer “sim” ao amor.
Quando fazemos penitência, com o auxílio da graça divina,
estamos educando o nosso coração. Estamos colocando freio na tendência
desordenada que foge da dor a qualquer custo e busca prazer acima de tudo.
Porque, se continuarmos fugindo de todo sacrifício, nunca seremos capazes de
amar de verdade.
Amar exige renúncia. Amar exige cruz: Se eu não sou capaz de
suportar pequenas dores, pequenos sacrifícios, como serei capaz de me doar
pelos outros? Como serei capaz de praticar a caridade?
Por isso, a Igreja nos propõe três caminhos concretos:
Oração: reconhecer que precisamos da graça de Deus.
Sozinhos não conseguimos.
Penitência: colocar ordem nos afetos desordenados.
Caridade: amar concretamente os irmãos, especialmente
os mais necessitados.
A verdadeira penitência não é exibicionismo religioso. Jesus
foi claro: tudo deve ser feito no segredo. A recompensa vem do Pai que vê o que
está oculto.
Neste início de Quaresma, somos convidados a abraçar a cruz
com amor. Quando o sacrifício doer, podemos dizer:
“Senhor, está doendo, mas eu quero amar. Quero amar o Senhor neste irmão, nesta
irmã que precisa de mim.”
Esse é o espírito da Quaresma: deixar que Deus reorganize
nossa vida, purifique nosso coração e nos ensine a amar como Ele ama. Que este
tempo santo seja, para cada um de nós, um verdadeiro caminho de conversão.
Oração: Senhor meu Deus, ao iniciarmos este tempo
santo da Quaresma, coloco-me diante de Ti com humildade e confiança. Tu
conheces meu coração, sabes das minhas fraquezas, das minhas desordens e
egoísmos. Muitas vezes busquei apenas o meu próprio prazer e fugi do sacrifício
que o amor exige. Dá-me, Senhor, a graça da verdadeira conversão. Ensina-me a
rezar com sinceridade, a jejuar com alegria e a praticar a caridade no silêncio
do coração. Purifica minhas intenções, para que eu não busque aplausos, mas
somente a Tua vontade. Concede-me um coração novo, capaz de amar, capaz de se
sacrificar, capaz de abraçar a cruz por amor. Que esta Quaresma seja um tempo
de mudança real, de retorno sincero a Ti, e de crescimento na fé, na esperança
e na caridade, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14 Os discípulos tinham se esquecido
de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15 Então Jesus os
advertiu: "Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e
com o fermento de Herodes". 16 Os discípulos diziam entre si:
"É porque não temos pão". 17 Mas Jesus percebeu e
perguntou-lhes: "Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não
entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18 Tendo
olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19 de
quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós
recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Doze". 20
Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos
cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: "Sete". 21
Jesus disse: "E vós ainda não compreendeis?"
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão:No Evangelho de hoje, Jesus se
depara com a dificuldade dos discípulos em dar um verdadeiro passo de fé. Eles
estão preocupados porque esqueceram o pão. Porém, Jesus aproveita aquela
situação concreta para falar de algo muito mais profundo:
“Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus
e com o fermento de Herodes.”
O que significa esse “fermento”?
A massa só cresce porque algo a move por dentro. O fermento
é aquilo que transforma, que influencia, que impulsiona. Jesus está dizendo: vocês
são a massa — mas o que está movendo vocês por dentro?
O que movia Herodes? O poder, a vaidade, o medo de perder
prestígio. O que movia os fariseus? O moralismo, a aparência, a confiança
excessiva nas próprias obras. Eles não eram movidos pela graça. Não eram
movidos por Deus. Eram movidos por interesses humanos.
Jesus, porém, quer ser o fermento novo. Quer mover os
corações pela graça, pela verdade, pelo amor que vem do alto.
A dificuldade dos discípulos: Mesmo depois da
multiplicação dos pães, os discípulos ainda discutem por causa de um pão
esquecido. Jesus então pergunta repetidas vezes: “Ainda não entendeis? Ainda
não compreendeis?”
No texto original, o verbo usado para “compreender”
significa “juntar as coisas”, “conectar”. Jesus está dizendo: Vocês ainda não ligaram os fatos? Não conectaram o milagre com a mensagem?
Eles viram o milagre, mas não entenderam o sinal. Ouviram as
palavras, mas não acolheram a verdade profunda.
E aqui está o ponto central: É possível ver milagres e
continuar com o coração endurecido. É possível participar da vida religiosa e
ainda não compreender quem é Jesus.
Aplicação para nossa vida: Hoje, essa Palavra nos
convida a um exame de consciência: O que está me movendo? Qual é o fermento que
atua dentro de mim? Eu sirvo a Deus por amor ou por vaidade? Vou à Igreja por
fé ou por medo? Rezo movido pela graça ou apenas por costume?
Podemos ser bons católicos, praticantes, organizados… mas,
no fundo, movidos por interesses humanos.
Recebemos os sacramentos, mas será que estamos deixando a
graça agir? Ou estamos tão tomados pelos “fermentos” deste mundo — orgulho,
comparação, busca de reconhecimento — que a graça não encontra espaço?
O convite de Jesus: Jesus insiste: “E vós ainda não
compreendeis?” Ele não desiste dos discípulos. E não desiste de nós. Hoje Ele
nos chama a abrir o coração e dizer: “Senhor, movei-me pela vossa graça. Transformai
meu interior. Sede o fermento novo da minha vida.”
Que não sejamos movidos por fermentos mundanos, mas pela
graça sobrenatural. Que aprendamos a conectar os sinais de Deus com a fé
verdadeira. Que o nosso coração não seja endurecido, mas disponível. E assim,
movidos pela verdade e pela graça, caminhemos firmes rumo ao Céu.
Oração: Senhor Jesus, hoje reconhecemos que muitas vezes nos
deixamos mover por preocupações pequenas e esquecemos de confiar em Vós. Livrai-nos
do fermento do orgulho, da vaidade e do medo. Colocai em nosso coração o
fermento novo da vossa graça. Ajudai-nos a compreender vossos sinais, a confiar
na vossa providência e a deixar que a vossa verdade nos transforme por dentro. Movei-nos,
Senhor, não pelos interesses do mundo, mas pelo amor que vem do Céu, tudo isso
vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor! Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 11 os fariseus vieram e começaram a
discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12
Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: "Por que esta gente pede um
sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal". 13
E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
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Reflexão - “a fé não precisa de sinais”
No Evangelho de hoje os fariseus pedem a Jesus um
"sinal do céu" para testá-lo, demonstrando incredulidade. Jesus,
suspirando profundamente, recusa-se a dar sinais a essa "geração"
incrédula. A passagem destaca a frustração de Jesus com o coração endurecido daqueles
que buscam provas espetaculares em vez de fé. O Evangelho nos mostra que quem
crê em Jesus não precisa de sinais para assumir as Suas promessas como
verdadeiras.
Pedir sinal é prova de falta de fé e de desconfiança na
pessoa que nos fala. Como nós também gostamos de pedir “um sinal do céu” para
as nossas inquietações!
Não aprendemos ainda a confiar incondicionalmente nos planos
de Deus para nós e, também como aqueles fariseus vivemos pedindo sinais e
prodígios. Queremos ver para crer.
No entanto a fé é independe de que estejamos vendo, ouvindo ou
tocando. A verdadeira fé se manifesta no escuro da nossa vida, quando não
estamos tendo nenhuma evidência ou mesmo quando tudo parece perdido.
Os sinais de Deus estão inseridos nos acontecimentos da
nossa vida, no nosso dia a dia, na natureza, nos nossos relacionamentos. O
maior sinal para nós é, sem dúvida, a Palavra que nos fala claramente da
vontade do Pai para a nossa vida e que o Espírito Santo nos faz compreender.
O céu deve estar presente nas nossas ações diárias, nos
nossos gestos, nas nossas expressões. Estejamos atentos e já, perceberemos
tudo.
Jesus também depois de dar um suspiro profundo nos diz: “Por que você pede um sinal especial? - Você percebe os sinais de Deus nos
acontecimentos da sua vida? – Você lembra de escrever? - Você confia sem que
precise de algum sinal? –
Reflita sobre isso e
converse com Jesus sobre os acontecimentos da sua vida atualmente, e não se
preocupe com os sinais, e sim e acreditar pela Fé que Jesus é o único Sinal e
Caminho que temos seguir.
Oração: Senhor Jesus, muitas vezes também eu
peço sinais, como se a Tua presença já não fosse suficiente. Perdoa minha
incredulidade e fortalece minha fé, para que eu confie em Ti mesmo quando não
vejo, mesmo quando não compreendo. Dá-me um coração simples, capaz de
reconhecer Teus sinais nas pequenas coisas de cada dia. Que eu não Te ponha à
prova, mas aprenda a descansar na Tua vontade, nos vos pedimos por Jesus Cristo
nosso Senhor. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 17 "Não
penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para
dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu
e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei,
sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só destes
mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será
considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será
considerado grande no Reino dos Céus. 20 Porque eu vos digo: Se a vossa
justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não
entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos:
'Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal'. 22 Eu, porém,
vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem
disser ao seu irmão: 'patife!' será condenado pelo tribunal; quem chamar o
irmão de 'tolo' será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando
tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu
irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do
altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a
tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto
caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o
juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26
Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo. 27
Ouvistes o que foi dito: 'Não cometerás adultério'. 28 Eu, porém, vos
digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já
cometeu adultério com ela no seu coração. 29 Se o teu olho direito é
para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é
melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no
inferno. 30 Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e
joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que
todo o teu corpo ir para o inferno. 31 Foi dito também: 'Quem se
divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio'. 32 Eu, porém,
vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de
união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher
divorciada comete adultério. 33 Vós ouvistes também o que foi dito aos
antigos: 'Não jurarás falso', mas 'cumprirás os teus juramentos feitos ao
Senhor'. 34 Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu,
porque é o trono de Deus; 35 nem pela terra, porque é o suporte onde
apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36
Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto
um só fio de cabelo. 37 Seja o vosso 'sim': 'Sim', e o vosso 'não':
'Não'. Tudo o que for além disso vem do Maligno".
Palavra da Salvação. – Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
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Reflexão - “Deus trabalha com a nossa humanidade”
Nestes tempos em que se propaga a ideia de que a Igreja deve
modernizar-se para seguir a evolução da mentalidade do mundo, este Evangelho é
essencial para que não caiamos na pretensão de satisfazer a vontade da nossa
carne humana.
A Palavra de Jesus, portanto, é perfeita para que façamos
uma reflexão: “Não penseis que vim abolir a lei e os profetas” “vim para
dar-lhe pleno cumprimento”.
Se percebermos o que acontece dentro do nosso coração,
sentiremos que nada dentro de nós mudou e que o ser humano precisa hoje, como
sempre, dos valores que a Lei do Senhor propõe. A lei de Deus, portanto, é
perfeita para a nossa alma e para a nossa vida e corresponde fielmente aos
anseios mais profundos do nosso ser que foi criado à imagem e semelhança de
Deus.
Deus não mudou o Seu Plano para cada um dos Seus filhos, por
isso, o que era é e sempre será. As leis e os mandamentos do Senhor não
mudam, porém, muda o nosso entendimento de acordo com a nossa visão interior
que é conduzida pelo Espírito Santo.
Jesus nos lembra de que é grande no reino dos céus quem
pratica e ensina os Seus mandamentos. Muitas vezes, nos apegamos à Lei de uma
forma desvirtuada e nos prendemos apenas aos acessórios, por isso nos
equivocamos e esquecemo-nos do que é essencial.
Assim sendo, não podemos ficar nos confundindo hoje com as
falsas ideias de que isto e aquilo são coisas do passado, que o mundo é outro e
que os valores também mudaram. Jesus veio dar uma nova roupagem à lei que os
antigos pregavam.
Deus trabalha com a nossa humanidade. Ele é paciente e
espera as nossas resoluções, no entanto, a essência da lei e do direcionamento
de Deus tem sempre o mesmo objetivo: a vivência do amor que concede ao homem,
feito à Sua imagem e semelhança, a oportunidade de ser feliz e fazer feliz
também o seu semelhante.
Não nos iludamos pensando que Deus irá mudar a Sua Palavra
para nos agradar e corresponder aos nossos interesses. Se assim o fizesse Ele
estaria rompendo dentro de nós tudo o que Ele já assinalou desde que avivou
sobre nós o sopro da vida.
Jesus afirma que nem uma vírgula será tirada da lei até que
tudo se cumpra, elevando a justiça para além da dos fariseus. Na nova Lei do
Amor, Jesus vai além da proibição literal do assassinato e do adultério,
advertindo sobre a ira, o desprezo e os maus desejos no coração.
O que você acha que mudou no coração do homem? - Você acha
que certos valores já não têm mais validade? – Qual é o conceito que você
tem da Lei de Deus? – Como você se situa no reino dos céus: menor ou maior?
Oração: Senhor Jesus, Tu que vieste cumprir a Lei com
amor e perfeição, ensina-me a viver a Tua Palavra de coração sincero. Purifica
meus pensamentos, guarda minhas palavras e torna minhas atitudes coerentes com
a fé que professo. Que o meu “sim” seja verdadeiro e que minha vida seja
reflexo da Tua justiça e do Teu amor. Conduze-me no caminho da fidelidade e da
santidade, nos vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
1 Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e
não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2 "Tenho
compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm
nada para comer. 3 Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo
caminho, porque muitos deles vieram de longe". 4 Os discípulos
disseram: "Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?" 5
Jesus perguntou-lhes: "Quantos pães tendes?" Eles responderam:
"Sete". 6 Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão.
Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus
discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7
Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles,
mandou que os distribuíssem também. 8 Comeram e ficaram satisfeitos, e
recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9 Eram quatro mil,
mais ou menos. E Jesus os despediu. 10 Subindo logo na barca com seus
discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
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Reflexão: No Evangelho de hoje, contemplamos a
segunda multiplicação dos pães. Uma grande multidão está com Jesus há três
dias. Estão no deserto. Não têm o que comer. E, antes mesmo que alguém peça,
Jesus declara: “Tenho compaixão dessa multidão.”
A primeira palavra que salta aos nossos olhos é
compaixão. Jesus não é indiferente à fome do povo. Ele percebe o cansaço, a
necessidade, o limite humano. Ele sabe que, se forem embora sem alimento, podem
desfalecer pelo caminho.
Quantas vezes também nós estamos “no deserto”: deserto
espiritual, deserto financeiro, deserto emocional, deserto familiar. E talvez
pensemos que Deus não está vendo. Mas o Evangelho nos garante: Ele vê. Ele
sente. Ele se importa.
O pouco nas mãos de Jesus
se torna muito: Diante do problema, os discípulos perguntam: “Como alguém
poderia saciá-los de pão aqui no deserto?” É a lógica humana: falta recurso,
falta estrutura, falta condição. Jesus pergunta: “Quantos pães tendes?” Eles
respondem: Sete. É pouco para quatro mil. Mas é suficiente para Jesus. O
milagre começa quando entregamos o pouco que temos. Pouca fé, Pouco tempo, Pouca
força, Poucos recursos. Nas mãos de Jesus, o pouco se multiplica. O que limita
o milagre não é a escassez, é a falta de entrega.
A dinâmica do milagre: O
texto nos mostra quatro gestos de Jesus: Tomou os pães, Deu graças, Partiu, Distribuiu,
Esse mesmo movimento encontramos na Eucaristia. Antes do milagre visível, há a
ação de graças. Jesus agradece antes da multiplicação. A gratidão precede o
milagre. Quando aprendemos a agradecer pelo que temos, mesmo sendo pouco,
abrimos espaço para Deus agir.
4Satisfação e abundância: O texto diz: “Comeram e ficaram
satisfeitos.” E ainda sobraram sete cestos. Deus não age pela metade. Ele não
apenas supre, Ele transborda. Talvez hoje você esteja vivendo uma situação que
parece impossível. O Evangelho nos ensina que o deserto não é o fim; pode ser o
lugar do milagre.
Nesta memória de São Cirilo e São Metódio, vemos dois homens
que confiaram no “pouco” que tinham: cultura, inteligência, fé e coragem. No
século IX, levaram o Evangelho aos povos eslavos, traduzindo a liturgia e
criando o alfabeto glagolítico para que o povo pudesse compreender a Palavra.
Eles entenderam que o pão da
Palavra precisava ser distribuído a todos. Assim como no Evangelho: Jesus
entrega aos discípulos, os discípulos distribuem ao povo.
Também nós somos chamados a ser instrumentos da
multiplicação. Deus poderia fazer tudo sozinho, mas escolhe precisar de nós.
Hoje o Senhor nos pergunta: Quantos pães tens? Não importa
se parecem poucos. Entregue. Confie. Agradeça. Distribua. E você verá que,
mesmo no deserto, haverá alimento. Mesmo na escassez, haverá abundância. Mesmo
no cansaço, haverá força. Porque o coração de Jesus continua dizendo: “Tenho
compaixão.”
Oração: Senhor Jesus, no deserto da vida, quando nos
sentimos cansados, com pouco nas mãos e muitos desafios diante de nós,
lembra-nos que o teu coração é cheio de compaixão. Tu conheces nossas
necessidades antes mesmo que as apresentemos. Tu vês nossa fome material,
espiritual e emocional. Hoje te entregamos os nossos “sete pães”: nossa fé
frágil, nossos recursos limitados, nossas preocupações e sonhos. Recebe,
Senhor, o pouco que temos e multiplica segundo a tua vontade. Ensina-nos a
agradecer antes do milagre, a confiar antes de entender, a repartir antes de
reter. Pela intercessão de São Cirilo e São Metódio, dá-nos coragem
missionária, para levar o pão da tua Palavra a todos, especialmente aos que
estão longe, desanimados ou famintos de esperança. Que nunca nos falte a
certeza de que tua compaixão nos sustenta e que, contigo, sempre haverá o
suficiente, e ainda sobrará graça. Amém.