Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos
acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a
barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente
reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os
doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava.
56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes
nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos
quantos o tocavam ficavam curados.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: - “Jesus ia além da Sua capacidade
física”
O Evangelho nos apresenta um Jesus que chega a Genesaré
depois de uma travessia cansativa. A barca é amarrada, sinal de que o descanso
parecia necessário. No entanto, basta Ele descer da barca para que a multidão O
reconheça e corra ao seu encontro. Pessoas feridas, doentes e sofridas se movem
com esperança, porque sabem: onde Jesus está, a cura é possível.
O que mais impressiona é que Jesus não se fecha no cansaço.
Mesmo fisicamente exausto, Ele se deixa tocar, se deixa interromper, se deixa
procurar. Seu amor vai além dos limites humanos, porque nasce da profunda
intimidade com o Pai. É dessa fonte que brota sua força. Por isso, todos
quantos O tocavam ficavam curados.
Ao olhar para nossa vida, percebemos como muitas vezes
agimos de forma diferente. Após cumprir uma tarefa, “amarramos a nossa barca” e
acreditamos que já fizemos o suficiente. O cansaço, o desânimo e a sensação de
impotência nos fazem fechar o coração diante de novas demandas e necessidades.
Entretanto, o Evangelho nos convida a refletir: por que
as pessoas nos procuram? Talvez seja porque, em algum momento, elas
perceberam em nós a presença de Jesus. Não nos buscam por nossas qualidades
humanas, mas porque desejam encontrar o Senhor, tocar n’Ele e experimentar
cura, consolo e libertação.
Quando tentamos responder apenas com nossas forças, o peso
se torna grande demais. Mas quando nos alimentamos da oração, como Jesus,
descobrimos que é Deus quem age por nosso intermédio. A missão deixa de ser
fardo e se torna serviço vivido no amor.
Este Evangelho também nos lembra que todos nós precisamos de
cura. Antes de sermos instrumentos para os outros, precisamos permitir que
Jesus nos toque. Só um coração curado é capaz de acolher, compreender e servir
sem se perder.
Hoje, somos convidados a fazer um exame sincero: Tenho
permitido que Jesus me cure? Tenho buscado forças apenas em mim ou em Deus? Tenho
me deixado tocar por Ele para, depois, ser sinal de cura para os outros?
Que,
mesmo no cansaço, tenhamos a coragem de nos aproximar de Jesus, tocar n’Ele com
fé e deixar que Seu amor nos renove, cure e envie novamente em missão.
Oração:Senhor Jesus, assim como a multidão Te
reconheceu e correu ao Teu encontro, hoje também nós nos aproximamos de Ti. Conheces
o nosso coração, conheces nossos cansaços, as forças que parecem ter acabado. Mesmo assim, confiamos que basta um toque Teu para que tudo seja renovado. Toca-nos,
Senhor, nas feridas do corpo, da alma e do coração. Cura o desânimo, a pressa,
a indiferença e o peso que carregamos em silêncio. Ensina-nos a buscar força na
oração, para que o amor vá além dos nossos limites e a missão não se torne um
fardo. Faz de nós seus instrumentos, para que, ao nos procurarem, as pessoas
encontrem em nós a Tua presença e sejam fortalecidas na esperança. Renova
nossas forças e derrama sobre nós o teu Espirito Santo, para seguirmos
decididamente ao teu encontro e ao encontro de todos que vierem a nós, nos vos
pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador. Amem!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13
"Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos?
Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos
homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade
construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca
debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que
estão na casa. 16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos
céus".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o
Amor de Maria esteja com Todos!
Reflexão: “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo”
Neste Evangelho, Jesus não diz “vós deveis ser”, mas
afirma com força: “vós sois”. Ele reconhece nos discípulos, e em cada um de nós,
uma identidade e uma missão. Ser sal e ser luz não é um extra da vida cristã; é
o seu coração.
O sal tem a função de dar sabor e conservar. Um mundo sem
sal é um mundo sem gosto, sem sentido. Assim também a fé: quando vivida de
forma autêntica, ela dá sentido à vida, cura feridas, preserva valores e impede
que o amor se perca. Mas Jesus alerta: se o sal perde o sabor, perde sua razão
de existir. Isso acontece quando o cristão se acomoda, se cala diante da
injustiça ou vive uma fé apenas de aparência, sem compromisso real.
A luz, por sua vez, não existe para si mesma. Ela foi feita
para iluminar, para orientar, para afastar as trevas. Jesus nos lembra que a
luz não deve ser escondida. A fé não é algo para ser trancado no coração ou
vivido só dentro da igreja. Ela precisa aparecer nas atitudes do dia a dia: na
honestidade, no perdão, na solidariedade, na misericórdia e no amor concreto ao
próximo.
Quando Jesus diz: “Brilhe a vossa luz diante dos homens”,
Ele não nos convida à vaidade, mas ao testemunho. As boas obras não apontam
para nós, mas para Deus. O verdadeiro discípulo ilumina o caminho dos outros,
para que, ao verem suas atitudes, louvem o Pai que está nos céus.
Neste 5º Domingo do Tempo Comum, somos convidados a nos
perguntar: Minha fé tem dado sabor à vida das pessoas ao meu redor? Tenho sido
luz ou tenho preferido me esconder?
Que o Senhor nos conceda a graça de viver uma fé viva,
coerente e corajosa, para que, onde estivermos, o mundo experimente o sabor do
Evangelho e veja brilhar a luz do amor de Deus.
Oração: Senhor Jesus, Tu nos chamas de sal da terra e
luz do mundo. Dá-nos a graça de viver essa missão com fidelidade e amor. Que
nossa fé não se torne insossa, mas dê sabor à vida, esperança aos cansados e
consolo aos que sofrem. Livra-nos da indiferença, do medo e da acomodação. Acende em nós a Tua luz,
Senhor, para que nossas palavras e atitudes iluminem os caminhos escurecidos
pela dor, pela injustiça e pela falta de amor. Que nossas boas obras não
busquem aplausos, mas revelem a Tua presença viva em nós, para que todos
glorifiquem o Pai que está nos céus. Envia-nos ao mundo como testemunhas do Teu
Evangelho, simples, firmes e cheios de misericórdia. Que sejamos sinais do Teu
Reino em cada gesto, em cada escolha, em cada dia, nos vos pedimos por Jesus
Cristo Nosso Senhor e Salvador. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 30 os apóstolos reuniram-se com Jesus
e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse:
"Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco". Havia,
de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32
Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33
Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as
cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Ao desembarcar,
Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem
pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
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Reflexão – Jesus nos ensina a arte de viver melhor
No Evangelho de hoje, vemos Jesus acolhendo os apóstolos que
retornam da missão. Eles estavam cansados, cheios de experiências para contar,
e o Senhor os convida: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um
pouco”. Jesus conhece nossos limites e sabe que o descanso também faz parte
da missão.
No entanto, ao chegar, Ele se depara com uma multidão que o
espera. Pessoas cansadas, feridas, confusas — “como ovelhas sem pastor”.
Diante dessa situação, Jesus é movido pela compaixão. Mesmo cansado, Ele não se
fecha em si mesmo, mas se doa, ensina, acolhe e cuida. A compaixão é uma das
marcas mais profundas do coração de Cristo.
Essa multidão continua existindo hoje. São pessoas que
buscam sentido, consolo, esperança, mesmo sem saber exatamente o quê. E Jesus
continua chamando seus discípulos, nós, para o “lugar deserto”: um espaço de
silêncio, oração e encontro com Deus, onde somos curados, fortalecidos e
preparados para cuidar dos outros.
Ser pastor, no dia a dia, é dar testemunho de fé, confiança
e esperança. É ser presença de luz na família, na comunidade, no trabalho.
Jesus nos cura, nos consola e nos ensina a viver melhor, mesmo em meio às
dificuldades. Muitas vezes, é na dor e no sofrimento que aprendemos os
ensinamentos mais profundos, quando caminhamos com Ele.
Após nos renovar, Jesus nos envia novamente, para sermos
refrigério para os cansados, consolo para os feridos e esperança para os
desanimados. Quem se deixa cuidar por Cristo aprende também a cuidar dos
irmãos.
Para meditar: Tenho sido pastor dentro da minha
realidade de vida? Dou testemunho de Jesus com minhas atitudes? Permito que
Jesus me conduza ao “deserto” para descansar e rezar? O que as dificuldades da
minha vida já me ensinaram com Ele?
Oração: Senhor Jesus, Tu conheces o cansaço do meu
coração e as lutas do meu caminho. Leva-me ao teu deserto de silêncio e amor, cura
minhas feridas e renova minhas forças. Ensina-me a ter um coração compassivo
como o teu, para que eu seja luz, consolo e esperança na vida daqueles que colocas no meu
caminho, nos vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14 o rei Herodes ouviu falar de Jesus,
cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: "João Batista
ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem". 15
Outros diziam: "É Elias". Outros ainda diziam: "É um profeta
como um dos profetas". 16 Ouvindo isto, Herodes disse: "Ele é
João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!" 17
Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso
por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18
João dizia a Herodes: "Não te é permitido ficar com a mulher do teu
irmão". 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não
podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era
justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse
embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era
o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da
corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de
Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei
disse à moça: "Pede-me o que quiseres e eu to darei". 23 E lhe
jurou dizendo: "Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja
a metade do meu reino". 24 Ela saiu e perguntou à mãe: "O que
vou pedir?" A mãe respondeu: "A cabeça de João Batista". 25
E, voltando depressa para junto do rei, pediu: "Quero que me dês agora,
num prato, a cabeça de João Batista". 26 O rei ficou muito triste,
mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27
Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O
soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça.
Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João
foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Jesus Cristo!
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Reflexão: São Paulo Miki e seus
companheiros mártires (26 no total) foram jesuítas, franciscanos e leigos
cristãos, incluindo três adolescentes. São Paulo Miki foi um jesuíta japonês e o
primeiro mártir cristão do Japão, pertencente a uma família samurai da
província de Harima. Em 1597, ele e 25 companheiros foram martirizados em
Nagasaki, Japão. Crucificados na colina Nishizaka por ordem de Toyotomi
Hideyoshi, testemunharam alegria e perdoaram seus carrascos, tornando-se os
primeiros mártires do Japão, marcando o início da perseguição sistemática aos
cristãos no Japão. Canonizado em 1627 pelo Papa Pio IX, tornou-se símbolo da fé
e da coragem diante da opressão. Sua história é emblemática por destacar a
resistência dos cristãos japoneses, mesmo na ausência de missionários
estrangeiros.
O Evangelho nos apresenta um contraste forte entre a
consciência reta de João Batista e a fraqueza moral de Herodes. João é preso e
morto não por ter cometido um crime, mas por dizer a verdade, por permanecer
fiel à Lei de Deus mesmo sabendo o preço que isso lhe custaria. Ele não
negociou a verdade para preservar a própria vida.
Herodes, por sua vez, reconhece que João é justo e santo,
gosta de ouvi-lo, mas não tem coragem de mudar de vida. Preso ao medo do que os
outros pensariam, à vaidade e às próprias promessas vazias, ele permite que a
injustiça vença. O drama não nasce da ignorância, mas da falta de decisão.
Ao celebrarmos São Paulo Miki e seus companheiros mártires,
este Evangelho ganha ainda mais força. Assim como João Batista, eles escolheram
a fidelidade a Cristo acima de qualquer segurança humana. O martírio deles — e
o de João — nos lembra que seguir Jesus não é apenas admirá-Lo, mas assumir o
Evangelho com coerência, mesmo quando isso exige renúncia, coragem e firmeza.
Esta Palavra nos provoca: Temos ouvido a voz de Deus,
mas adiado a conversão como Herodes? Ou temos buscado a coragem dos mártires,
que preferiram perder tudo a perder a fidelidade?
Que o testemunho de João Batista e dos mártires japoneses
nos ensine que a verdade liberta, mesmo quando dói, e que a fé vivida com
coragem se torna luz para o mundo.
Oração:
Senhor Deus, dai-nos um coração firme e fiel, capaz de escutar a vossa voz e
viver a verdade sem medo. Pelo testemunho de São Paulo Miki, de seus
companheiros mártires e de São João Batista, concedei-nos coragem para seguir
Cristo mesmo quando isso exige renúncia e sacrifício. Livrai-nos da acomodação
e do medo que nos afastam da vossa vontade. Que nossa fé seja sincera, nossa
vida coerente e nosso amor maior que qualquer promessa vazia. Por Cristo, nosso
Senhor. Amém.Parte
superior do formulário
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 7 Jesus chamou os doze, e começou a
enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8
Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem
pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de
sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda:
"Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11 Se em
algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi
a poeira dos pés, como testemunho contra eles!" 12 Então os doze
partiram e pregaram que todos se convertessem. 13 Expulsavam muitos
demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Reflexão: “Uma nova maneira de ser e de viver”
Hoje a Igreja faz memoria à Santa Águeda que foi uma jovem virgem
e mártir cristã do século III, nascida na Sicília (c. 230-251 d.C.), conhecida
por sua firme fé e resistência à perseguição romana, que, por amor a Cristo,
permaneceu fiel à sua fé até o martírio. Consagrada a Deus, recusou o cônsul
Quintiano, sofrendo terríveis torturas, incluindo a amputação dos seios,
tornando-se padroeira das pacientes com câncer de mama, enfermeiras e bombeiros.
Mesmo diante de grandes sofrimentos, não renunciou a Jesus, tornando-se exemplo
de pureza, coragem e confiança total em Deus.
No Evangelho de hoje, Jesus chama os doze e os envia dois a
dois, recomendando-lhes o total despojamento das coisas materiais. Esse envio
não pertence apenas ao passado: é um chamado atual, dirigido também a cada um
de nós. Assim como os apóstolos, somos convidados a assumir uma nova postura
diante da vida, marcada pela confiança, pela simplicidade e pela fraternidade.
Ao orientar que nada levassem para o caminho, Jesus não
propõe irresponsabilidade, mas liberdade. Ele nos ensina que a missão não se
sustenta na segurança do dinheiro, do poder ou das próprias capacidades, mas na
confiança na providência de Deus. Despojados do excesso, tornamo-nos mais
disponíveis para anunciar o Reino e para instaurar no mundo uma nova maneira de
ser e de viver, fundada no amor e na comunhão.
O envio “dois a dois” revela ainda a importância da unidade.
Ninguém evangeliza sozinho. Caminhamos com os irmãos, partilhando a fé,
sustentando-nos mutuamente e testemunhando que o Evangelho se vive em
comunidade. Jesus nos pede também perseverança: permanecer na casa que nos
acolhe significa fidelidade, constância e compromisso com os relacionamentos
que nos são confiados, começando pela própria família.
Os sinais dados por Jesus têm um profundo significado
espiritual. O cajado representa a Palavra de Deus, que guia e ilumina nossos
passos. As sandálias simbolizam a oração e a vivência dos sacramentos, que nos
dão firmeza para caminhar sem desanimar. Quando fazemos uma avaliação sincera
do que é essencial, percebemos que não precisamos de muitas coisas, mas de fé,
confiança na misericórdia do Senhor e abertura à ação do Seu Espírito.
Jesus não nos envia para longe. Ele nos chama a viver essa
nova mentalidade no cotidiano: dentro de casa, no trabalho, nas relações
simples do dia a dia. É ali que o Evangelho precisa se tornar visível por meio
de atitudes, gestos e escolhas coerentes.
Para reflexão pessoal: Você acha que precisa de
muitas coisas para dar testemunho de Jesus? Quais “armas” você tem usado para
conquistar o coração da sua família? Que impressão o Evangelho deixa na sua
casa por meio da sua vida? Você tem sido coerente com o chamado de ser
evangelizador(a)?
Que Santa Águeda, virgem e mártir, nos ajude a viver essa
missão com coragem, fidelidade e total confiança em Deus.
Oração: Senhor Jesus Tu que enviastes o discípulos
a pregar em seu Nome, envia sobre nos o Espirito Santo, para que possamos
tambem evangelizar e anunciar a Salvação que vem de Vós, e por intercessão de Santa
Águeda, testemunha fiel do amor de Cristo, que enfrentaste a dor e a
perseguição com coragem e fé inabalável, ensina-nos a permanecer firmes na
verdade do Evangelho, para que saibamos
viver com pureza de coração, força nas provações e fidelidade a Deus em todos
os momentos. Que, a teu exemplo, saibamos confiar no Senhor mesmo quando o
caminho for difícil. Nós vos pedimos, por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e
seus discípulos o acompanharam. 2 Quando chegou o sábado, começou a
ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
"De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses
grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3 Este homem não é o
carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Jose, de Judas e de Simão?
Suas irmãs não moram aqui conosco?" E ficaram escandalizados por causa
dele. 4 Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua
pátria, entre seus parentes e familiares". 5 E ali não pôde fazer
milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E
admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas,
ensinando.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor
Jesus Cristo!
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Reflexão – “A quem estamos valorizando?”
No Evangelho de hoje, Jesus volta à sua terra natal e
encontra resistência justamente entre aqueles que mais o conheciam. As pessoas
se deixam levar pela aparência e pela familiaridade: veem apenas o carpinteiro,
o filho de Maria, e não conseguem reconhecer a presença de Deus em meio à
simplicidade. A falta de fé fecha o coração e impede que os milagres aconteçam.
Essa atitude não ficou apenas no passado. Também hoje
corremos o risco de desvalorizar quem está perto de nós, especialmente os
simples, humildes e discretos. Muitas vezes, por convivermos diariamente com
essas pessoas, deixamos de perceber que Deus pode falar e agir por meio delas.
Confundimos a sabedoria que vem do alto com o conhecimento que o mundo
valoriza, dando mais crédito ao status, ao dinheiro ou à instrução, e
esquecendo que a verdadeira sabedoria é dom de Deus, e é derramada em nós pelo Espírito
Santo, que habita em nós pelo batismo.
"E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi
derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado".(Rm
5,5)
Quando não damos atenção aos instrumentos que Deus coloca em
nosso caminho — dentro de casa, no trabalho, na comunidade — acabamos fechando
espaço para a graça. Onde falta fé, os milagres se tornam raros.
Este Evangelho nos convida a rever nossos critérios e nosso
olhar. O que realmente valorizamos? O simples nos incomoda ou nos atrai? Temos
escutado os conselhos daqueles que convivem conosco? Reconhecemos nas pessoas
simples possíveis mensageiros de Deus?
Que o Senhor nos conceda um coração humilde e atento, capaz
de reconhecer Sua presença nas pequenas coisas e nas pessoas mais próximas de
nós.
Oração: Senhor Jesus, abre o nosso coração para
reconhecer a Tua presença nas coisas simples e nas pessoas que colocas em nosso
caminho. Livra-nos do orgulho que nos impede de escutar, da falta de fé que
fecha a porta aos Teus milagres. Ensina-nos a valorizar a sabedoria que vem de
Ti, a acolher com humildade os conselhos daqueles que convivem conosco e a
perceber que muitas vezes falas através dos pequenos e dos simples. Aumenta a
nossa fé, para que possamos confiar em Ti sem exigir sinais, e assim permitir que Tua
graça transforme nossa vida e nossa comunidade, nos vos pedimos por Jesus
Cristo nosso Senhor. Amem.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -Glória
a vós, Senhor.
Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa
barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus
ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga,
chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com
insistência: "Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre
ela, para que ela sare e viva!" 24 Jesus então o acompanhou. Uma
numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma
mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido
nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar,
piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele
por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava:
"Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada". 29 A
hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava
curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele.
E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: "Quem tocou na minha
roupa?" 31 Os discípulos disseram: "Estás vendo a multidão que
te comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'" 32 Ele, porém,
olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de
medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de
Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: "Filha, a tua
fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença". 35 Ele estava
ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram
a Jairo: "Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?" 36
Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: "Não tenhas medo.
Basta ter fé!" 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não
ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da
sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39
Então, ele entrou e disse: "Por que essa confusão e esse choro? A criança
não morreu, mas está dormindo". 40 Começaram então a caçoar dele.
Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três
discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança.
41 Jesus pegou na mão da menina e disse: "Talitá cum" — que
quer dizer: "Menina, levanta-te!" 42 Ela levantou-se
imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram
admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo
daquilo. E mandou dar de comer à menina.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Reflexão: “A fé é a nossa maior motivação”
O Evangelho de hoje nos ajuda a compreender o imenso valor
da fé quando decidimos seguir Jesus, não apenas como mais um na multidão, mas
com o coração consciente daquilo que buscamos. Em meio àquela multidão que comprimia
Jesus, duas pessoas se destacam pela convicção e pela coragem: Jairo e a mulher
que sofria de hemorragia. Ambos sabiam exatamente o que precisavam e
acreditavam profundamente no poder do Senhor. Por isso, experimentaram a cura.
Muitas vezes, nós também seguimos Jesus, mas sem clareza do
que desejamos ou daquilo que realmente nos falta. Queremos muitas coisas, mas
não conseguimos alcançar nada, porque não nos posicionamos, não damos
testemunho da nossa confiança e ficamos apenas esperando que as soluções caiam
do céu. Deus, porém, espera de nós o anseio sincero e, sobretudo, a consciência
do que queremos, do que desejamos e de qual é a nossa enfermidade. Ele nos
chama a ir ao Seu encontro e a tocá-Lo com fé.
Jairo, chefe da sinagoga, é um exemplo claro disso. Ele se
aproxima de Jesus, cai a seus pés e fala com firmeza: “Minha filhinha está
nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela!” Não há rodeios, nem medo. Há fé
e determinação. Da mesma forma, a mulher hemorroíssa enfrenta a multidão e toca
em Jesus. Mesmo carregando uma enfermidade considerada uma maldição naquele
tempo, ela não se esconde. Aproxima-se, expõe sua dor e, tremendo, conta toda a
verdade ao Senhor.
Assim também Jesus deseja que sejamos: transparentes,
verdadeiros e confiantes em nossas súplicas. Ele conhece quando O buscamos de
coração aberto e quando não temos medo de apresentar nossas fraquezas. Mesmo
que isso signifique expor nossas feridas, nossos pecados e nossas misérias, é
pela fé que alcançamos a cura e a libertação.
A fé, portanto, é a nossa maior motivação para tocar em
Jesus. É ela que nos faz sair de nós mesmos, caminhar, confessar, pedir e
reconhecer que Deus é capaz de nos curar e transformar.
Para Refletir:Tenho vergonha de expor minhas
feridas diante de Jesus? Creio verdadeiramente que Ele pode me curar dos vícios
e das enfermidades que carrego? Tenho consciência do mal que me aflige ou
apenas sigo Jesus no meio da multidão? Tenho ido com meus próprios pés ao
encontro da cura, confiando que Deus pode tudo?
Que o evangelho de hoje nos ajude a viver a nossa fé como o
chefe da sinagoga e a mulher hemorroissa, sem medo, mas com confiança na ação
de Jesus em nossa vida, e seremos curados de nossas enfermidades.
Oração: Senhor Jesus, assim como Jairo e a
mulher que Te tocou com fé, eu me coloco hoje diante de Ti com o coração
aberto. Tu conheces minhas dores, minhas feridas e aquilo que mais preciso
curar. Dá-me coragem para não Te seguir apenas no meio da multidão, mas para me
aproximar de Ti com confiança, expor minhas fragilidades e reconhecer minhas
enfermidades. Afasta de mim o medo, a vergonha e a falta de fé. Ensina-me a
crer que basta um toque Teu para transformar minha vida, restaurar minhas
forças e devolver-me a esperança. Que eu saiba ir ao Teu encontro com passos
firmes, confiando que Tu és o Deus da vida, da cura e da libertação. Aumenta,
Senhor, a minha fé, para que eu possa ouvir todos os dias Tua voz dizendo: “Não
tenhas medo. Basta ter fé.” Nos vos pedimos em nome de Jesus, Amém.