quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Evangelho do Dia 04-02-2026


4ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Evangelho (Mc 6,1-6) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: "De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3 Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Jose, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?" E ficaram escandalizados por causa dele. 4 Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares". 5 E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “A quem estamos valorizando?”

No Evangelho de hoje, Jesus volta à sua terra natal e encontra resistência justamente entre aqueles que mais o conheciam. As pessoas se deixam levar pela aparência e pela familiaridade: veem apenas o carpinteiro, o filho de Maria, e não conseguem reconhecer a presença de Deus em meio à simplicidade. A falta de fé fecha o coração e impede que os milagres aconteçam.

Essa atitude não ficou apenas no passado. Também hoje corremos o risco de desvalorizar quem está perto de nós, especialmente os simples, humildes e discretos. Muitas vezes, por convivermos diariamente com essas pessoas, deixamos de perceber que Deus pode falar e agir por meio delas. Confundimos a sabedoria que vem do alto com o conhecimento que o mundo valoriza, dando mais crédito ao status, ao dinheiro ou à instrução, e esquecendo que a verdadeira sabedoria é dom de Deus, e é derramada em nós pelo Espírito Santo, que habita em nós pelo batismo.

"E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado". (Rm 5,5)

Quando não damos atenção aos instrumentos que Deus coloca em nosso caminho — dentro de casa, no trabalho, na comunidade — acabamos fechando espaço para a graça. Onde falta fé, os milagres se tornam raros.

Este Evangelho nos convida a rever nossos critérios e nosso olhar. O que realmente valorizamos? O simples nos incomoda ou nos atrai? Temos escutado os conselhos daqueles que convivem conosco? Reconhecemos nas pessoas simples possíveis mensageiros de Deus?

Que o Senhor nos conceda um coração humilde e atento, capaz de reconhecer Sua presença nas pequenas coisas e nas pessoas mais próximas de nós.

Oração: Senhor Jesus, abre o nosso coração para reconhecer a Tua presença nas coisas simples e nas pessoas que colocas em nosso caminho. Livra-nos do orgulho que nos impede de escutar, da falta de fé que fecha a porta aos Teus milagres. Ensina-nos a valorizar a sabedoria que vem de Ti, a acolher com humildade os conselhos daqueles que convivem conosco e a perceber que muitas vezes falas através dos pequenos e dos simples. Aumenta a nossa fé, para que possamos confiar em Ti sem exigir sinais, e assim permitir que Tua graça transforme nossa vida e nossa comunidade, nos vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amem.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Evangelho do Dia 03-02-2026


 4ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Evangelho (Mc 5,21-43) - - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: "Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!" 24 Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: "Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada". 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: "Quem tocou na minha roupa?" 31 Os discípulos disseram: "Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'" 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: "Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença". 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: "Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?" 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: "Não tenhas medo. Basta ter fé!" 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39 Então, ele entrou e disse: "Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo". 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: "Talitá cum" — que quer dizer: "Menina, levanta-te!" 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: “A fé é a nossa maior motivação”

O Evangelho de hoje nos ajuda a compreender o imenso valor da fé quando decidimos seguir Jesus, não apenas como mais um na multidão, mas com o coração consciente daquilo que buscamos. Em meio àquela multidão que comprimia Jesus, duas pessoas se destacam pela convicção e pela coragem: Jairo e a mulher que sofria de hemorragia. Ambos sabiam exatamente o que precisavam e acreditavam profundamente no poder do Senhor. Por isso, experimentaram a cura.

Muitas vezes, nós também seguimos Jesus, mas sem clareza do que desejamos ou daquilo que realmente nos falta. Queremos muitas coisas, mas não conseguimos alcançar nada, porque não nos posicionamos, não damos testemunho da nossa confiança e ficamos apenas esperando que as soluções caiam do céu. Deus, porém, espera de nós o anseio sincero e, sobretudo, a consciência do que queremos, do que desejamos e de qual é a nossa enfermidade. Ele nos chama a ir ao Seu encontro e a tocá-Lo com fé.

Jairo, chefe da sinagoga, é um exemplo claro disso. Ele se aproxima de Jesus, cai a seus pés e fala com firmeza: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela!” Não há rodeios, nem medo. Há fé e determinação. Da mesma forma, a mulher hemorroíssa enfrenta a multidão e toca em Jesus. Mesmo carregando uma enfermidade considerada uma maldição naquele tempo, ela não se esconde. Aproxima-se, expõe sua dor e, tremendo, conta toda a verdade ao Senhor.

Assim também Jesus deseja que sejamos: transparentes, verdadeiros e confiantes em nossas súplicas. Ele conhece quando O buscamos de coração aberto e quando não temos medo de apresentar nossas fraquezas. Mesmo que isso signifique expor nossas feridas, nossos pecados e nossas misérias, é pela fé que alcançamos a cura e a libertação.

A fé, portanto, é a nossa maior motivação para tocar em Jesus. É ela que nos faz sair de nós mesmos, caminhar, confessar, pedir e reconhecer que Deus é capaz de nos curar e transformar.

Para Refletir: Tenho vergonha de expor minhas feridas diante de Jesus? Creio verdadeiramente que Ele pode me curar dos vícios e das enfermidades que carrego? Tenho consciência do mal que me aflige ou apenas sigo Jesus no meio da multidão? Tenho ido com meus próprios pés ao encontro da cura, confiando que Deus pode tudo?

Que o evangelho de hoje nos ajude a viver a nossa fé como o chefe da sinagoga e a mulher hemorroissa, sem medo, mas com confiança na ação de Jesus em nossa vida, e seremos curados de nossas enfermidades.

Oração: Senhor Jesus, assim como Jairo e a mulher que Te tocou com fé, eu me coloco hoje diante de Ti com o coração aberto. Tu conheces minhas dores, minhas feridas e aquilo que mais preciso curar. Dá-me coragem para não Te seguir apenas no meio da multidão, mas para me aproximar de Ti com confiança, expor minhas fragilidades e reconhecer minhas enfermidades. Afasta de mim o medo, a vergonha e a falta de fé. Ensina-me a crer que basta um toque Teu para transformar minha vida, restaurar minhas forças e devolver-me a esperança. Que eu saiba ir ao Teu encontro com passos firmes, confiando que Tu és o Deus da vida, da cura e da libertação. Aumenta, Senhor, a minha fé, para que eu possa ouvir todos os dias Tua voz dizendo: “Não tenhas medo. Basta ter fé.” Nos vos pedimos em nome de Jesus, Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Evangelho do Dia 02-02-2026 - Apresentação do Senhor

 

Apresentação do Senhor | Festa | Segunda-feira

Evangelho (Lc 2,22-40) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: "Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor". 24 Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois pombinhos - como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 "Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: “À espera do Messias”

Na Festa da Apresentação do Senhor, contemplamos Maria e José que, conscientes de sua missão e mesmo sabendo que Jesus era o Messias prometido, permanecem fiéis à Lei de Moisés. Eles poderiam considerar-se isentos daquele preceito, pois haviam recebido a revelação direta do anjo. No entanto, com humildade e obediência, apresentam Jesus no Templo, ensinando-nos que a fé verdadeira se manifesta na coerência entre crença e prática.

Ao apresentar o Filho ao Pai, Maria e José colocam diante do altar a vida e a missão de Jesus. Esse gesto revela que Jesus já se oferece totalmente ao Pai para a nossa salvação. Hoje, glorificado junto do Pai, é Ele quem acolhe em Suas mãos tudo aquilo que também nós apresentamos: nossos filhos, nossos projetos, nossos sonhos, nossos medos e esperanças, para que sejam abençoados e frutifiquem.

No Templo, encontramos Simeão, homem justo e piedoso, que vivia na espera confiante do Messias. Movido pelo Espírito Santo, reconhece no Menino a salvação prometida e proclama que seus olhos veem a luz destinada a iluminar todas as nações. Também a profetisa Ana, perseverante na oração e no serviço, reconhece o Salvador e não se cala: sai a anunciá-Lo a todos.

Simeão e Ana estavam no Templo porque viviam atentos, disponíveis e sintonizados com Deus. Estar no Templo é estar aberto ao encontro com Jesus, que continua vindo ao nosso encontro pelas mãos de Maria e José, na vida concreta, na Igreja, na oração e na obediência à vontade do Pai.

Diante da profecia de Simeão, “uma espada traspassará a tua alma”, Maria silencia, acolhe e confia. Ela nos ensina que ouvir a verdade, mesmo quando dói, é caminho de maturidade espiritual. Assim também nós somos chamados a acolher os ensinamentos que Deus nos transmite, muitas vezes por meio de outras pessoas, para nossa proteção e crescimento.

Como Ana, que acreditou e anunciou, somos convidados a testemunhar a salvação que nossos olhos veem quando escolhemos obedecer a Deus. A Apresentação do Senhor nos lembra que a espera do Messias não é passiva, mas cheia de fé, perseverança, escuta e compromisso.

Para refletir: Tenho dificuldade em cumprir as orientações da Igreja? Acredito que posso caminhar sozinho, sem Deus e sem a comunidade? Sei ouvir correções e acolher a verdade com humildade? Estou disposto a anunciar a salvação que experimento na minha vida?

Oração: Senhor Deus, como Maria e José apresentaram Jesus no Templo, nós também Te entregamos nossa vida, nossos projetos e tudo o que somos. Jesus, luz que ilumina as nações, abre nossos olhos para reconhecer Tua presença e nosso coração para acolher Tua vontade. Dá-nos um coração humilde e obediente, capaz de ouvir a verdade e confiar em Ti. Que, como Simeão e Ana, saibamos testemunhar a salvação que vem de Ti. Amém.

Deus Abençoe Você

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Evangelho do Dia 01-02-2026 - Domingo

 

4º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Evangelho (Mt 5,1-12a) - - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12a Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: “A verdadeira felicidade nasce do encontro com o Amor de Deus”

Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus não apresenta um ideal distante, mas revela o caminho da verdadeira felicidade. Ele sobe ao monte e ensina que a alegria não depende da ausência de sofrimento, nem do sucesso segundo os critérios do mundo, mas de uma vida enraizada em Deus.

O mundo costuma associar felicidade à riqueza, poder, prestígio e conforto. Jesus, porém, proclama felizes os pobres, os mansos, os aflitos, os misericordiosos e os que promovem a paz. À primeira vista, isso soa como contradição. Mas, à luz da fé, compreendemos que essas atitudes revelam um coração totalmente aberto à ação de Deus.

Ser “pobre em espírito” é reconhecer nossa dependência do Pai. Ser manso não é ser fraco, mas forte no amor. Ter fome e sede de justiça é desejar profundamente o bem, a verdade e a dignidade para todos. Ser misericordioso e puro de coração é permitir que o amor de Deus transforme nossos pensamentos, palavras e ações.

As dificuldades, perseguições e humilhações não são sinais de abandono, mas muitas vezes lugares privilegiados do encontro com Deus. É justamente nas provações que experimentamos mais intensamente Sua presença, Seu consolo e Sua força.

Por isso, nossa felicidade está diretamente ligada à nossa experiência pessoal com o Amor de Deus. Quanto mais confiamos, mais experimentamos o Reino dos Céus já aqui, em gestos simples, em relações curadas, em corações pacificados.

Este Evangelho nos convida a um exame sincero: Tenho buscado a felicidade onde Jesus aponta? Consigo viver a mansidão, a misericórdia e a justiça no meu dia a dia? Minhas relações refletem o amor e a paz que vêm de Deus?

Viver as Bem-aventuranças é um caminho diário, exigente, mas profundamente libertador. Quem se deixa conduzir por esse caminho descobre que, mesmo em meio às lutas, já é bem-aventurado, porque caminha com Deus.

“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.”

Oração: Senhor Jesus, Tu que subiste ao monte e ensinaste o caminho da verdadeira felicidade, abre o nosso coração para acolher as Bem-aventuranças não apenas como palavras, mas como um projeto de vida. Ensina-nos a ser pobres em espírito, confiando totalmente no amor e na providência do Pai. Sustenta-nos nas horas de aflição e consola-nos com a certeza de que nunca estamos sozinhos. Dá-nos um coração manso e humilde, capaz de promover a paz, perdoar e compreender. Desperta em nós a fome e a sede de justiça, para que sejamos instrumentos do bem e da verdade em um mundo tantas vezes ferido. Purifica o nosso coração, Senhor, para que possamos ver-Te em cada pessoa e situação. Concede-nos a graça da misericórdia, para amar como Tu amas, sem medidas. E quando vierem as dificuldades, perseguições ou humilhações, fortalece-nos na fé e na alegria, lembrando-nos de que nossa recompensa está em Ti. Que a nossa felicidade esteja sempre enraizada na experiência viva do Teu Amor. Amém.

Deus Abençoe Você!

sábado, 31 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 31-01-2026

 

São João Bosco, presbítero | Memória | Sábado

Evangelho (Mc 4,35-41) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

35 Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: "Vamos para a outra margem!" 36 Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37 Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38 Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: "Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?" 39 Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: "Silêncio! Cala-te!" O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40 Então Jesus perguntou aos discípulos: "Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" 41 Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: "Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?"

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: A Igreja celebra em 31 de janeiro a memória de São João Bosco (Dom Bosco), presbítero, fundador da Congregação Salesiana e Pai e Mestre da Juventude. Ele é reconhecido por seu trabalho com jovens carentes no século XIX, unindo espiritualidade e educação.

O Evangelho de hoje nos mostra que após um longo dia de ensinamentos, Jesus convida os discípulos a atravessarem o lago. Cansado, Ele dorme na barca, revelando sua verdadeira humanidade. Durante a travessia, surge uma forte tempestade que ameaça afundar o barco, levando os discípulos ao medo e ao desespero. Eles acordam Jesus, questionando se Ele se importa com a situação. Ao despertar, Jesus repreende o vento e o mar, e imediatamente tudo se acalma, manifestando Seu poder divino sobre a criação.

Em seguida, Jesus confronta a falta de fé dos discípulos, mostrando que o medo nasce quando a confiança em Deus é substituída pela insegurança diante das dificuldades. Admirados, eles reconhecem que Jesus não é apenas um mestre, mas o Senhor que tem autoridade até sobre as forças da natureza.

O barco simboliza nossa vida, nossa família, a Igreja e nossa caminhada espiritual. O mar representa o mundo, cheio de desafios e ameaças. As tempestades fazem parte do caminho, mas não devem nos levar a abandonar o barco. O mais importante não é a força da tempestade, mas a certeza de que Jesus está conosco. Quando caminhamos fora da vontade de Deus, corremos riscos sozinhos; quando navegamos com Ele, mesmo em meio às dificuldades, estamos seguros.

A vida de Dom Bosco ilustra a confiança em Jesus no meio das "tempestades". Em uma época de revolução industrial e pobreza, ele enfrentou desafios imensos para educar jovens abandonados, baseando-se em sua máxima: "Dai-me almas, ficai com o resto". 

Considerado Pai e Mestre dos Jovens, iniciou o Oratório de Dom Bosco em Turim, focado em instrução, formação religiosa e apoio profissional. Sua metodologia ("Sistema Preventivo") priorizava o amor e a razão sobre a força, ensinando que o pecado é feio e a virtude bela. Ele atribuía todas as suas realizações à intercessão de Nossa Senhora. 

A liturgia nos convida a pedir a Deus que, pelo exemplo de São João Bosco, possamos amar e servir com o mesmo zelo pastoral, confiando no poder de Jesus para acalmar as tempestades da nossa vida, e a mensagem central é um chamado à fé, à perseverança e à confiança. Com Jesus no barco, não precisamos temer, pois Ele conduz nossa vida e acalma toda tempestade que tenta nos afastar do caminho. O convite final é claro: permanecer firmes, deixar Jesus no comando e seguir com Ele até o destino final.

Oração: Senhor Jesus, muitas vezes nossa vida se parece com um barco em meio à tempestade. O medo nos invade, o cansaço pesa e achamos que estamos sozinhos. Mas hoje reconhecemos: Tu estás no nosso barco. Aumenta a nossa fé quando as ondas parecem mais fortes que a esperança. Silencia os ventos do medo, da insegurança e da dúvida que querem nos afastar de Ti. Ensina-nos a confiar, mesmo quando parece que Tu estás em silêncio. Não permitas que abandonemos o barco da nossa fé, da nossa família, da nossa Igreja e da nossa caminhada contigo. A Exemplo de Dom Bosco dá-nos perseverança para permanecer firmes até o fim e coragem para deixar-Te sempre no comando da nossa vida. Senhor, acalma as tempestades que enfrentamos hoje e concede-nos a paz que só Tu podes dar. Por intercessão de Dom Bosco ajuda-nos a confiar sempre em Ti, e a seguir os seus passos com fé e perseverança, nos vos pedimos. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 30-01-2026

 

3ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Evangelho (Mc 4,26-34) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: "O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou". 30 E Jesus continuou: "Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31 O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra". 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34 E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: Neste Evangelho, Jesus nos convida a confiar no agir silencioso e fiel de Deus. O Reino não cresce à força nem na ansiedade do controle, mas no ritmo da semente lançada na terra. O semeador faz a sua parte, semear, e depois descansa. A vida brota, cresce e amadurece de um modo que ultrapassa o nosso entendimento.

A Parábola da Semente que Cresce (4,26-29): O Reino de Deus é comparado a um homem que lança a semente na terra. Quer ele durma ou acorde, a semente germina e cresce sem que ele saiba como. A terra produz frutos por si mesma, primeiro a planta, depois a espiga e, finalmente, o grão, mostrando que a graça de Deus age no tempo certo.

Isso nos ensina que a obra de Deus em nós e no mundo acontece muitas vezes no escondimento. Nem sempre vemos resultados imediatos, mas o Senhor age mesmo quando parece que nada está  acontecendo. A paciência e a confiança são atitudes essenciais para quem espera no Reino.

A Parábola do Grão de Mostarda (4,30-32): Jesus compara o Reino à menor de todas as sementes que, ao crescer, torna-se a maior das hortaliças, com ramos que abrigam as aves do céu. Isso simboliza a expansão surpreendente do Reino, que começa de forma insignificante e se torna abrangente.

A parábola do grão de mostarda reforça essa verdade: o que é pequeno, simples e quase invisível pode se tornar abrigo e vida para muitos. Pequenos gestos de amor, uma palavra de fé, uma decisão silenciosa pelo bem, tudo isso, quando colocado nas mãos de Deus, ganha uma fecundidade surpreendente.

Ensino por Parábolas (4,33-34): Jesus utiliza essas comparações para ensinar de acordo com a capacidade de compreensão da multidão, explicando tudo em particular aos discípulos, lembrando-nos da importância da intimidade com Ele. É na escuta atenta e na convivência diária que compreendemos mais profundamente os mistérios do Reino.

Que este Evangelho nos ajude a semear com fidelidade, esperar com paciência e confiar que Deus faz crescer, no tempo certo, aquilo que entregamos a Ele.

Oração: Senhor Jesus, Tu nos ensinas que o Reino cresce no silêncio e na confiança. Recebe hoje as sementes que lançamos com fé, mesmo aquelas que parecem pequenas e frágeis. Dá-nos um coração paciente, capaz de esperar o tempo da tua graça, sem desânimo, sem ansiedade, confiando que Tu fazes crescer o que sozinhos não podemos. Ajuda-nos a ser terra boa, onde tua Palavra encontre espaço, crie raízes profundas e produza frutos de amor, justiça e paz. Que, mesmo sem ver, saibamos crer; mesmo sem entender, saibamos confiar. E que nossa vida seja sinal do teu Reino para todos que se aproximarem de nós. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 29-01-2026


3ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Evangelho (Mc 4,21-25) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21 "Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? 22 Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça". 24 Jesus dizia ainda: "Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25 Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem". 

 — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “Seremos julgados com a mesma medida com que julgamos”

No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a refletir sobre a coerência entre o que somos por dentro e o que manifestamos por fora. Ele compara nossas atitudes a uma lâmpada: ninguém acende uma luz para escondê-la, mas para colocá-la no alto e iluminar a todos. Assim também devem ser as nossas ações — sinais visíveis da presença de Deus em nós.

Tudo aquilo que cultivamos no coração, cedo ou tarde, se revela. Quando nutrimos bons pensamentos e sentimentos, nossas obras se tornam luz que orienta, aquece e conduz outros ao encontro com Deus. Porém, quando escondemos intenções, manipulamos gestos ou fingimos bondade, acabamos revelando a escuridão interior, mesmo que nossas ações pareçam corretas externamente.

Jesus também nos alerta sobre o modo como julgamos. “Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos.” Muitas vezes somos rigorosos com as falhas dos outros, exigentes e impacientes, mas indulgentes conosco mesmos. Esquecemos que essa mesma medida retorna para nós — seja no julgamento dos outros, seja no nosso próprio coração.

O Evangelho nos chama à vigilância interior: transparência, sinceridade e misericórdia. A verdadeira luz nasce de um coração convertido, humilde e disposto a amar sem pesos excessivos, lembrando que a misericórdia é sempre a melhor medida.

Para rezar e refletir: Tenho sido luz ou sombra para as pessoas ao meu redor? Minhas ações refletem aquilo que carrego no coração? Qual é a medida que costumo usar ao julgar os outros? Sou tão misericordioso comigo quanto preciso ser com o próximo? 

Que o Senhor nos conceda a graça de sermos luz verdadeira, colocada no alto, e de medirmos sempre com a medida do amor.

Oração: Senhor Jesus, luz verdadeira que ilumina todo coração, retira de nós tudo aquilo que é sombra, mentira e dureza. Que nossas ações revelem a tua presença e sejam sinais de amor, verdade e misericórdia. Dá-nos um coração sincero e transparente, para que pensemos o bem, falemos o bem e pratiquemos o bem, sem segundas intenções. Ensina-nos a colocar nossa luz no alto, não para nossa glória, mas para que outros encontrem o caminho até Ti. Livra-nos dos julgamentos severos, da impaciência e da falta de compaixão. Que a medida que usemos seja sempre a do amor, da misericórdia e do perdão, assim como Tu usas conosco todos os dias. Concede-nos ouvidos atentos à tua Palavra e um coração dócil para colocá-la em prática. Que sejamos luz no mundo e testemunhas vivas do teu Evangelho. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

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