sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 23-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Evangelho (Mc 3,13-19) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "filhos do trovão"; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “Chamados por Jesus”

No Evangelho de hoje vemos que a escolha dos doze apóstolos é, para nós, um sinal de que as escolhas de Deus acontecem de modo simples, sem grandes alardes. Nesta narrativa, vemos como Jesus se aproximou de cada um deles, conheceu suas realidades e histórias — inclusive a daquele que mais tarde o trairia.

Percebemos, assim, que as escolhas de Deus não seguem a lógica humana, nem dependem de concursos, títulos ou méritos aparentes. Deus chama a quem Ele quer, e pronto. Por isso, o chamado de Deus é irrevogável.

Quando Deus nos chama, Ele o faz conhecendo nossas capacidades e também nossas limitações. Ele vê o coração. Suas escolhas não se baseiam nos critérios humanos, mas naquilo que é justo aos seus olhos. Por isso, muitas vezes, Ele escolhe pessoas que parecem incapazes, despreparadas ou sem brilho exterior. No entanto, Deus capacita aqueles que, humanamente, não teriam capacidade.

No Reino dos Céus, vale muito mais aquilo que carregamos no coração do que qualquer capacidade intelectual. Deus não precisa do nosso conhecimento humano. Jesus não escolheu os doze para impressionar, agradar ou receber elogios. Seu único objetivo era fazer a vontade do Pai, para que ninguém se perdesse.

Se tivesse chamado muitos, apenas para agradar aos olhos do mundo, a missão não teria sido eficaz. Por isso, Jesus chamou para subir o monte com Ele apenas aqueles que Ele quis. Nem todos poderiam subir.

A metodologia de Jesus é simples e profunda: Ele chama alguns para estarem muito próximos d’Ele, vivendo sua intimidade, recebendo um ensinamento novo, concreto e transformador. Depois, esses mesmos seriam enviados para lançar sementes em terra boa.

Jesus sabia que enfrentaria dificuldades até mesmo com os seus escolhidos. Sabia que lidaria com homens cheios de falhas e defeitos. Mesmo assim, não desistiu deles e caminhou com eles até o fim.

Este é um ensinamento precioso para nós quando precisamos fazer escolhas e definir critérios em nossas missões, trabalhos e relacionamentos. Precisamos examinar como escolhemos as pessoas que caminham conosco: quais critérios usamos, se buscamos agradar alguém, se fazemos apenas cálculos racionais, ou se deixamos que Deus conduza nossas decisões.

Nossas amizades são fruto dos encontros da vida. Por isso, também precisamos prestar atenção em onde e como estamos encontrando nossos amigos. É fundamental discernir, na oração e na Palavra, qual é a vontade de Deus nas circunstâncias do nosso dia a dia.

Vamos Refletir: Qual é o seu critério ao escolher alguém para uma missão? Você busca agradar ou ser agradado em suas escolhas? Você se revolta quando não é escolhido(a) ou sabe esperar o tempo de Deus? Como e onde você tem encontrado seus amigos? Você é capaz de acolher pessoas que, aos olhos do mundo, parecem não ter brilho algum?

Oração: Senhor Jesus, Tu que chamas aqueles que desejas, ensina-nos a escutar tua voz e a responder com um coração disponível. Conheces nossas fragilidades e, mesmo assim, confias em nós. Liberta-nos do desejo de agradar ao mundo e ajuda-nos a buscar apenas a vontade do Pai. Capacita-nos com a tua graça, para permanecer contigo, aprender de ti e anunciar o teu Reino com fidelidade. Amém.

Deus Abençoe Você!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 22-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Evangelho (Mc 3,7-12) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão “Na barca com Jesus”

No Evangelho de hoje vemos que Jesus pediu que lhe providenciassem uma barca e se retirou para a beira do mar junto com seus discípulos, por causa da multidão que o comprimia. Também hoje, Jesus quer nos tirar do meio da multidão que nos pressiona e nos influencia.

Se permanecermos apenas no meio da multidão, não teremos a oportunidade nem a chance de aprender verdadeiramente com Jesus. Corremos o risco de confundir os planos de Deus para nossa vida e permanecer na mesmice.

Jesus nos chama para fora da multidão a fim de nos orientar, nos curar e nos ensinar a viver melhor. Por isso, é necessário afastar-nos da mentalidade do mundo e, como os discípulos, entrar e sentar-nos na barca com Jesus.

É ali, na intimidade com Ele, que Jesus pessoalmente nos toca, nos cura, nos fortalece e nos ensina tudo o que precisamos aprender para segui-Lo fielmente. O seguimento de Jesus implica libertação: das cargas que pesam sobre nós, das expectativas dos outros e até de nós mesmos.

Entramos na barca com Jesus quando ficamos a sós com Ele: na oração, na adoração, na escuta e meditação da Sua Palavra.

Somente assim permitimos que Jesus entre em nosso coração e, pouco a pouco, cure nossas enfermidades, nossas feridas, retire nossos desencantos e nos liberte dos sentimentos de frustração e medo. Assim, seremos capazes de sair do meio da multidão para segui-Lo de verdade.

Vamos Refletir: A multidão (o mundo, as pessoas, as pressões) tem impedido você de seguir Jesus? Você tem buscado sair do meio da multidão para ficar a sós com Ele? Você sente que precisa ser curado(a) de alguma coisa?

Oração: Senhor Jesus, Tu que conheces o peso das multidões que nos cercam e as pressões que tantas vezes nos sufocam, convida-nos hoje a subir na barca contigo. Afasta-nos do barulho que confunde, das vozes que nos afastam de Ti e da mentalidade do mundo que nos aprisiona. Ensina-nos a buscar o silêncio da oração e a alegria de estar a sós contigo. Toca-nos com teu amor e cura nossas feridas, nossos medos, frustrações e desencantos. Liberta-nos das cargas que pesam sobre o coração e devolve-nos a paz que só Tu podes dar. Que, na barca contigo, aprendamos a confiar, a ouvir tua Palavra e a seguir teus passos com fidelidade. Conduze-nos para longe da multidão e para perto do teu coração. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 21-01-2026

 

Santa Inês, virgem e mártir | Memória | Quarta-feira

Evangelho (Mc 3,1-6) - - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4 E perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus diante de um coração endurecido pela rigidez e pelo legalismo. Na sinagoga, Ele encontra um homem com a mão seca e, ao mesmo tempo, pessoas mais preocupadas em acusar do que em amar. A pergunta de Jesus ecoa com força: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?” Diante do silêncio dos fariseus, revela-se o contraste entre a Lei vivida como peso e a Lei vivida como caminho de vida.

Jesus não ignora o sábado, mas o recoloca em seu verdadeiro sentido: o bem do ser humano. Sua ira e tristeza não são sinais de ódio, mas de amor ferido diante da dureza do coração humano. Onde falta misericórdia, até a religião pode se tornar instrumento de exclusão. Ao curar o homem, Jesus mostra que o amor não pode esperar e que salvar uma vida está acima de qualquer norma.

A memória de Santa Inês, foi uma jovem romana martirizada por volta do ano 304, durante as perseguições romanas, por se recusar a renunciar sua fé em Cristo e seu voto de virgindade, tornando-se um poderoso símbolo de pureza, castidade e fé inabalável, sendo padroeira dos jovens e da pureza, com sua festa celebrada em 21 de janeiro, marcada pela bênção de cordeiros e a confecção dos pálios papais com sua lã.  

Santa Inês, ilumina ainda mais esta Palavra. Mesmo em tenra idade, ela escolheu permanecer fiel a Cristo, enfrentando perseguição e morte. Seu testemunho revela um coração livre, não endurecido pelo medo ou pela conveniência, mas totalmente entregue ao amor de Deus. Inês viveu aquilo que Jesus ensina: fazer o bem, mesmo quando isso custa caro.

Este Evangelho nos convida a examinar o nosso próprio coração. Somos capazes de reconhecer o sofrimento do outro ou nos escondemos atrás de regras, julgamentos e comodismos?

Pedimos hoje a graça de um coração semelhante ao de Cristo: sensível, misericordioso e corajoso. Que, a exemplo de Santa Inês, saibamos escolher o bem, a fidelidade e o amor, mesmo quando isso exige sacrifício.

Oração: Senhor Jesus, Tu que olhaste com amor para o homem da mão seca e te entristeceste com a dureza dos corações, olha também para nós. Cura, Senhor, tudo aquilo que em nosso coração se tornou seco, rígido ou fechado ao amor. Livra-nos do legalismo que julga e ensina-nos a viver a fé com misericórdia, compaixão e verdade. Pela intercessão de Santa Inês, dá-nos um coração puro, fiel e corajoso, capaz de escolher o bem, mesmo diante das dificuldades, e de permanecer firmes no Teu amor, sem medo de testemunhar o Evangelho. Que nossas mãos sejam estendidas para servir, nossos olhos atentos ao sofrimento do irmão e nossa vida inteira seja um louvor a Ti. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 20-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Evangelho (Mc 2,23-28) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

23 Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" 25 Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães". 27 E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a rever a maneira como vivemos a fé. Diante da crítica dos fariseus, Ele mostra que a Lei de Deus não pode ser usada para oprimir, mas para servir à vida. Ao afirmar que “o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”, Jesus recoloca o ser humano no centro do projeto divino.

Os fariseus estavam mais preocupados com a observância rigorosa da lei do que com a necessidade concreta dos discípulos, que sentiam fome. Jesus, porém, revela que a verdadeira fidelidade a Deus passa pela misericórdia, pela compaixão e pelo cuidado com o outro. Onde falta amor, a religião perde seu sentido.

Ao se declarar Senhor do sábado, Jesus afirma sua autoridade divina e nos ensina que é Ele quem dá pleno significado à Lei. Seguir Cristo não é cumprir normas frias, mas caminhar com Aquele que liberta, cura e restaura a dignidade humana.

Este Evangelho nos provoca a refletir: Minhas atitudes religiosas aproximam ou afastam as pessoas de Deus? Coloco a lei acima da vida ou deixo que o amor conduza minhas escolhas?

Que aprendamos com Jesus a viver uma fé que une verdade e misericórdia, lei e amor, fazendo de cada dia um espaço de encontro com Deus e de cuidado com o próximo.

Oração: Senhor Jesus, Senhor do sábado e da vida, nós Vos louvamos porque sois Deus de misericórdia e amor. Ensinai-nos a viver a fé com um coração sensível, capaz de colocar a vida acima das regras e o amor acima de qualquer  julgamento. Livrai-nos de uma religiosidade fria e dura, que esquece o cuidado com o irmão e se fecha à vossa compaixão. Ajudai-nos a compreender que toda lei encontra seu verdadeiro sentido em Vós, que sois o centro da nossa fé e o caminho que conduz ao Pai. Que nossas atitudes sejam sinal de acolhida, justiça e misericórdia, para que, vivendo o Evangelho, glorifiquemos a Deus em cada gesto e decisão. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 19-01-2026

 

2ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Evangelho (Mc 2,18-22) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?" 19 Jesus respondeu: "Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho de hoje, Jesus é questionado sobre o jejum. A resposta que Ele dá vai muito além de uma prática religiosa: revela o sentido profundo da fé. Ao se apresentar como o Noivo, Jesus nos mostra que a presença de Deus no meio do seu povo é motivo de alegria, comunhão e vida nova.

Os fariseus e os discípulos de João estavam presos à forma, ao costume, à prática exterior. Jesus, porém, ensina que a fé não pode ser vivida apenas como obrigação. Enquanto o Noivo está presente, o coração é chamado a celebrar. O verdadeiro encontro com Deus gera alegria, não peso.

A imagem do vinho novo em odres novos nos convida à conversão interior. Não basta tentar “remendar” nossa vida com práticas religiosas se o coração permanece fechado à novidade do Evangelho. Para acolher Jesus, é preciso deixar que Ele renove nossas atitudes, pensamentos e escolhas.

Este Evangelho nos provoca a perguntar: Estamos vivendo nossa fé como encontro vivo com Cristo ou apenas como repetição de costumes?

Jesus não rejeita o jejum ou as práticas religiosas, mas ensina que elas só têm sentido quando nascem de um coração renovado.

Que neste Tempo Comum possamos permitir que o Senhor faça de nós odres novos, capazes de acolher o vinho novo da sua graça, vivendo uma fé autêntica, alegre e transformadora.

Oração: Senhor Jesus, Noivo da nossa alma e fonte da verdadeira alegria, nós Vos agradecemos pela vossa presença em nossa vida. Ajudai-nos a compreender o tempo certo de cada coisa: o tempo da festa e o tempo do silêncio, o tempo da alegria e o tempo da conversão. Não permitais que nossa fé se torne apenas costume ou prática vazia, mas fazei de nós odres novos, capazes de acolher o vinho novo do vosso amor. Renovai nosso coração, libertai-nos de atitudes antigas que nos afastam de Vós e ensinai-nos a viver uma fé viva, sincera e alegre. Que saibamos reconhecer a vossa presença e celebrar convosco a vida que vem de Deus. Conduzidos pelo vosso Espírito, que nossa caminhada seja marcada pela renovação interior e pela fidelidade ao Evangelho, hoje e sempre. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 18-01-2026 - Domingo

 

2º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Evangelho (Jo 1,29-34) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 29 João viu Jesus aproximar-se dele e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: 'Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim'. 31 Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel". 32 E João deu ptestemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34 Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!"

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão: No Evangelho deste domingo, João Batista aponta Jesus e faz uma das declarações mais profundas da fé cristã: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João não chama a atenção para si, mas direciona o olhar de todos para Cristo. Ele ensina que a verdadeira missão nasce da humildade e do testemunho fiel.

Ao chamar Jesus de Cordeiro, João revela o sentido da missão de Cristo: Ele é aquele que se entrega, que assume sobre si o pecado da humanidade e inaugura um novo caminho de reconciliação com Deus. Não é um Messias de força e poder humano, mas de amor, entrega e obediência ao Pai.

O testemunho de João também nos mostra a ação do Espírito Santo. O Espírito desce e permanece sobre Jesus, confirmando que Ele é o Filho de Deus e aquele que batiza com o Espírito Santo. Isso nos recorda que a fé não nasce apenas do conhecimento intelectual, mas da ação viva de Deus em nosso coração.

Assim como João Batista, também somos chamados a reconhecer Jesus, a apontá-Lo com nossa vida e a dar testemunho de quem Ele é. Mesmo quando não compreendemos tudo, somos convidados a confiar, escutar e deixar que o Espírito nos conduza.

Que neste Tempo Comum aprendamos a ver Jesus presente no nosso dia a dia, a acolhê-Lo como o Cordeiro que tira o pecado do mundo e a permitir que Ele transforme nossa vida com seu amor e sua graça.

Oração: Senhor Jesus, Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, nós Vos bendizemos e Vos adoramos. Dai-nos um coração simples e atento, capaz de reconhecer a vossa presença em meio às nossas rotinas e desafios. Assim como João Batista, ensinai-nos a apontar para Vós, não com palavras vazias, mas com uma vida marcada pelo amor, pela verdade e pela fidelidade ao Pai. Enviai sobre nós o vosso Espírito Santo, para que permaneça em nossos corações, nos conduza no caminho do bem e nos fortaleça na fé, na esperança e na caridade. Que saibamos acolher o vosso chamado, confiar em vossa vontade e testemunhar com alegria que sois o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Evangelho do Dia 17-01-2026

 

Santo Antão, abade | Memória | Sábado

Evangelho (Mc 2,13-17) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: "Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?" 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com Todos!

Reflexão – “Eu não vim chamar justos, mas pecadores”

O Evangelho de hoje nos apresenta um dos encontros mais transformadores narrados por São Marcos: o chamado de Levi, um cobrador de impostos. Aos olhos da sociedade religiosa da época, Levi era um homem marcado pelo pecado, pela exclusão e pela desconfiança. No entanto, Jesus não o evita, não o julga, nem o condena. Pelo contrário, olha para ele, chama-o e confia-lhe uma nova vida: “Segue-me”.

Esse olhar de Jesus revela o coração misericordioso de Deus, que não se deixa prender por rótulos ou aparências. Onde muitos veem apenas erro e pecado, Jesus enxerga possibilidade de conversão. Levi se levanta imediatamente, deixando para trás a antiga vida. O encontro com Cristo gera movimento, decisão e mudança.

A cena continua à mesa, lugar de comunhão. Jesus senta-se com pecadores, provocando escândalo entre os fariseus. Para eles, a santidade significava separação; para Jesus, a verdadeira santidade passa pela proximidade e pela cura. Por isso Ele afirma:

“Não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes.”

Essa frase não diminui o pecado, mas revela a missão de Cristo: curar, restaurar e salvar. Jesus não veio para confirmar os que se julgam justos, mas para levantar os caídos, reacender a esperança dos que se sentem indignos e oferecer misericórdia a quem reconhece sua necessidade.

Hoje a Igreja celebra Santo Antão, Pai do Monaquismo: Santo Antão nasceu no Egito, no ano 251. Órfão ainda jovem, herdou muitos bens, mas sobretudo uma sólida educação cristã. Tocando-se pela Palavra de Deus, decidiu abandonar as riquezas, cuidar do futuro de sua irmã e entregar-se totalmente ao seguimento de Cristo.

Movido pelo Evangelho, escolheu viver como eremita, confiando na providência e buscando a vontade de Deus na oração, no silêncio e na penitência. Aprendeu a ler, meditar a Palavra e a contemplar, crescendo em santidade.

Viveu por um tempo em lugares isolados, até mesmo em um cemitério, enfrentando dificuldades com fé e coragem. Cercou-se de muros e ali viveu em profunda união com Deus, aconselhando as pessoas que o procuravam. Aos poucos, muitos passaram a imitá-lo, dando origem à vida monástica.

Apesar da vida austera, Santo Antão era conhecido pela alegria, simplicidade e sorriso. Tornou-se referência espiritual, formando monges e orientando aqueles que buscavam a santidade.

Defensor da fé, combateu o arianismo, inclusive em Alexandria, ao lado de Santo Atanásio, afirmando a divindade de Jesus Cristo.

Santo Antão faleceu em 356, com mais de cem anos, deixando um exemplo marcante de pobreza, obediência, castidade e amor a Deus. É lembrado como pai, abade e modelo para toda a vida religiosa.

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Celebrar hoje Santo Antão, abade, reforça essa mensagem do evangelho, Santo Antão retirou-se para o deserto não por desprezo do mundo, mas para buscar a Deus de todo o coração, reconhecendo sua fragilidade e confiando plenamente na graça divina. Sua vida nos ensina que a conversão é um caminho diário, feito de silêncio, oração e fidelidade.

Este Evangelho nos convida a uma pergunta sincera: reconhecemos nossa necessidade de Deus ou nos escondemos atrás de uma falsa justiça? Somente quem se reconhece “doente” permite que Cristo seja seu Médico.

Que neste dia aprendamos a acolher o olhar misericordioso de Jesus, a levantar-nos como Levi e a seguir o Senhor com um coração humilde e disponível à conversão.

Oração: Senhor Jesus, Médico das almas e dos corações, assim como chamaste Levi, passa hoje pela minha vida
e ensina-me a escutar a tua voz. Dá-me a humildade de reconhecer minhas fraquezas e a coragem de levantar-me do que me prende para seguir-Te com um coração novo. Livra-me de todo julgamento, para que eu saiba acolher, amar e perdoar como Tu acolhes, amas e perdoas. Que eu nunca me considere justo demais a ponto de dispensar a tua misericórdia, mas que todos os dias reconheça minha necessidade da tua graça. Pela intercessão de Santo Antão, abade, ensina-me a buscar o silêncio interior, a perseverar na oração e a confiar somente em Ti. Fica comigo, Senhor, cura-me, transforma-me e faz de mim um instrumento da tua misericórdia. Amém

Deus Abençoe Você!

Destaque

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