quarta-feira, 8 de abril de 2026

Evangelho do Dia 08-04-2026

 

Oitava da Páscoa | Quarta-feira

Evangelho (Lc 24,13-35) - - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. - Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: "O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá́ aconteceu nestes últimos dias?" 19 Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos responderam: "O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já́ faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu". 25 Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será́ que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" 27 E, começando por Moises e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já́ é tarde e à noite vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: "Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?" 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simao!" 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: No Evangelho de Hoje, vamos refletir sobre como caminhar com Jesus na Estrada de Nossas Vidas, e experimentar verdadeiramente Jesus Cristo o Ressuscitado.

Nesse mesmo DIA os discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús (onde moravam) +- 11 km de Jerusalém). Com certeza aquele dia era o dia mais importante da humanidade, o dia em que o filho de Deus ressuscitou, o dia em que a morte foi vencida, o dia em que Deus triunfou sobre o mal. Mesmo assim os discípulos estavam retornando para casa entristecidos.

Mas o que estava acontecendo com aqueles dois discípulos era totalmente contrário a versão original dos sentimentos, pois eles ainda choravam a morte, enquanto Jesus já havia ressuscitado e iam retornando para sua vida velha, pois já falava dos acontecimentos, como passado, era a estrada do regresso.

Já tinham perdido a Esperança, estavam desanimados e se achavam sozinhos novamente. Enquanto conversavam Jesus Aproximou-se deles. Estavam com os olhos vendados e não reconheceram Jesus.

No caminho de nossa vida não é diferente muitas vezes estamos com os olhos vendados (nossos problemas, nossas dores, nossas fraquezas o nosso pecado...) colocam uma venda entre Deus e nós, e impedem que reconheçamos Jesus durante o nosso caminho de vida, e com isso vamos perdendo a Esperança.

Jesus Caminha com Eles, e entra na conversa (entra na Vida deles), e começa a Ensinar, e os leva desejar que Jesus permaneça com Eles “FICA CONOSCO SENHOR”. Então Jesus entrou para ficar com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deus a eles, nos remete diretamente a Comunhão Eucarística. (EUCARISTIA).

Os olhos dos Discípulos se abriram, e reconheceram Jesus. Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras. Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém, experimentaram verdadeiramente a presença de Jesus. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

“Através do testemunho prestado pela vida dos crentes, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou» (Carta Apostólica, Porta Fidei).  Por isso temos que caminhar com Jesus que está conosco "Diz Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". (Jo 14,6).

Irmãos, vimos hoje que apesar de o pecado cegar os nossos olhos Jesus caminha conosco, e nos abrasa o coração a ponto de reconhecê-lo e Dizer Fica conosco Senhor. Então vamos de uma vez por todas caminhar com Jesus.

Oração: Senhor Jesus, vem ao nosso encontro, caminha conosco e permanece em nossas vidas. Cura a nossa cegueira espiritual, nossas enfermidades, nossas dores, nossas fraquezas, fortalece nossa fé, para que não vacilemos ao reconhecer que o Senhor está vivo, e ressuscitou Aleluia, fica conosco Senhor e caminha conosco, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor, Amem.

Deus Abençoe Você!

 

 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Evangelho do Dia 07-04-2026

Oitava da Páscoa | Terça-feira

Evangelho (Jo 20,11-18) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11 Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: "Mulher, por que choras?" Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram". 14 Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que choras? A quem procuras?" Pensando que era o jardineiro, Maria disse: "Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar". 16 Então Jesus disse: "Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabuni" (que quer dizer: Mestre). 17 Jesus disse: "Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus". 18 Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor!", e contou o que Jesus lhe tinha dito.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão Na liturgia da Oitava da Páscoa, somos conduzidos ao encontro íntimo entre Jesus Ressuscitado e Maria Madalena. A cena começa com lágrimas, e termina com anúncio. Começa com ausência e culmina na presença viva do Senhor.

Maria está do lado de fora do túmulo, chorando. Seu coração ainda está preso à dor da perda. Ela procura um corpo, mas Deus quer revelar a ela, uma vida nova. Quantas vezes também nós permanecemos chorando diante de “túmulos vazios”, sem perceber que a Ressurreição já aconteceu!

Mesmo diante dos anjos, Maria ainda não compreende. Seu amor é verdadeiro, mas sua fé ainda precisa amadurecer. Ela vê Jesus, mas não O reconhece. Confunde-O com o jardineiro. E, de certo modo, isso não está errado.

Os Padres da Igreja, como São Gregório Magno, enxergam aqui um profundo simbolismo: Cristo é, de fato, o novo Jardineiro. Se no início da criação Deus colocou o homem no jardim do Éden, agora, na nova criação inaugurada pela Ressurreição, o próprio Cristo vem cultivar o jardim da alma humana.

Ele planta algo novo no coração de Maria: a fé pascal. E o que rega essa semente? As lágrimas. Mas não são mais lágrimas de desespero, são lágrimas de amor, de busca sincera, de quem não desistiu do Senhor. Deus não despreza essas lágrimas. Pelo contrário, Ele as transforma em caminho de encontro.

Tudo muda quando Jesus pronuncia uma única palavra: “Maria!” É o chamado pessoal. Não é um discurso, não é uma explicação, é um encontro. Ao ouvir seu nome, Maria reconhece o Mestre: “Rabuni!” Assim também acontece conosco. A fé cristã não nasce de ideias, mas de um encontro pessoal com Cristo vivo, que nos chama pelo nome.

Jesus então diz: “Não me segures” À primeira vista, parece uma rejeição, mas na verdade é um ensinamento profundo: Maria não pode mais se relacionar com Jesus como antes. Agora, Ele não pertence apenas a ela, Ele vive para todos, glorificado junto ao Pai. A fé precisa amadurecer: do apego sensível à comunhão espiritual.

E imediatamente Jesus confia a ela uma missão: “Vai dizer aos meus irmãos…” Aquela que antes estava presa, ferida, marcada pelo pecado, agora é enviada. Aquela que foi libertada torna-se anunciadora. Maria Madalena, outrora marcada pela presença do mal, agora se torna mensageira da vida. De “morada de demônios” passa a ser portadora da Boa Nova.

Ela se torna, como a tradição reconhece, a apóstola dos apóstolos. E sua mensagem é simples e poderosa:

“Eu vi o Senhor!”

Também nós somos esse “jardim” que Cristo deseja cultivar. Quando choramos por nossas dores, perdas e pecados, Ele se aproxima. Quando não O reconhecemos, Ele nos chama pelo nome. Quando queremos segurá-Lo à nossa maneira, Ele nos ensina a amar com maturidade. E quando O encontramos de verdade, Ele nos envia. Cristo Ressuscitado continua nos tocando, na fé, na oração, na Palavra e, de modo especial, na Eucaristia. Hoje, Ele também nos chama pelo nome.

Oração: Senhor Jesus, assim como chamaste Maria pelo nome, chama também o meu coração. Nos momentos de dor, quando meus olhos estão cheios de lágrimas, ajuda-me a reconhecer Tua presença. Cultiva em mim o jardim da fé, arranca o que não vem de Ti, e faz crescer a vida nova da Ressurreição. E, depois de Te encontrar, dá-me coragem para anunciar: “Eu vi o Senhor!”, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Evangelho do Dia 06-04-2026

 

Oitava da Páscoa | Segunda-feira

Evangelho (Mt 28,8-15) - Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 8 as mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: "Alegrai-vos!" As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10 Então Jesus disse a elas: "Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão". 11 Quando as mulheres partiram, alguns guardas do túmulo foram à cidade, e comunicaram aos sumos sacerdotes tudo o que havia acontecido. 12 Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, 13 dizendo-lhes: "Dizei que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis. 14 Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos. Não vos preocupeis". 15 Os soldados pegaram o dinheiro, e agiram de acordo com as instruções recebidas. E assim, o boato espalhou-se entre os judeus, até ao dia de hoje.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje nos coloca diante de dois caminhos que nascem do mesmo acontecimento: a Ressurreição de Jesus. De um lado, estão as mulheres. Elas saem do sepulcro com sentimentos misturados: medo e grande alegria. O medo ainda é humano, mas a alegria já é fruto da presença de Deus. Mesmo sem compreender tudo, elas correm, e isso é decisivo. Quem encontra sinais de Deus não pode ficar parado.

E é justamente no caminho que acontece o encontro: Jesus vem ao encontro delas. A primeira palavra do Ressuscitado é simples e profunda: “Alegrai-vos!” A Ressurreição não começa com explicações, mas com uma experiência: o encontro com Cristo vivo que transforma o coração. As mulheres então fazem dois gestos importantes: Aproximam-se, prostram-se, abraçam seus pés. Elas reconhecem: Jesus está vivo, real, presente. E logo recebem uma missão: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos…” Quem encontra o Ressuscitado se torna missionário.

 Enquanto isso, o Evangelho mostra outro grupo: os guardas e as autoridades. Eles também tiveram contato com os acontecimentos. Também viram sinais extraordinários. Mas, ao invés de acolherem a verdade, preferem fabricar uma mentira. Recebem dinheiro. Constroem uma versão falsa. Tentam esconder a Ressurreição. Aqui está um ensinamento muito atual: nem todos que veem sinais de Deus se abrem à fé. Quando o coração está fechado, até a verdade pode ser rejeitada.

Hoje também existem dois caminhos:  O caminho das mulheres, mesmo com medo confiam, mesmo sem entender tudo, caminham, encontram Jesus, tornam-se testemunhas. O caminho da negação, veem, mas não acreditam, sabem, mas distorcem, preferem o conforto da mentira à verdade que exige mudança.

A Ressurreição nos coloca diante de uma escolha: Acolher a verdade e anunciar a vida, ou resistir à verdade e permanecer na escuridão. Jesus continua dizendo hoje: “Alegrai-vos! Não tenhais medo!”

Oração: Senhor Jesus, tu que vens ao meu encontro no caminho da vida, liberta-me do medo que paralisa e da dureza de coração que resiste à verdade. Dá-me a alegria da Ressurreição, um coração aberto para te reconhecer e coragem para te anunciar. Que eu não escolha a mentira, mas viva como testemunha da tua vida nova, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

 

domingo, 5 de abril de 2026

Evangelho do Dia 05-04-2026 - Domingo de Pascoa


 Domingo da Páscoa na Ressureição do Senhor

Evangelho (Jo 20,1-9) - - Aleluia, Aleluia, Aleluia. 

-Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: "Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram". 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. 9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: A manhã da Ressurreição começa no silêncio e na escuridão. Maria Madalena vai ao túmulo ainda envolta pela dor, pela saudade e pela aparente derrota. Para ela, tudo havia terminado. O amor que ela carregava a leva até o sepulcro, mas seu coração ainda não conhece a vitória.

Ao encontrar a pedra removida, não nasce imediatamente a fé, mas a inquietação: “Tiraram o Senhor do túmulo”. Quantas vezes também nós, diante dos sinais de Deus, ainda interpretamos tudo à luz da dor, do medo ou da perda.

Então entram em cena Simão Pedro e o discípulo amado. Eles correm. A corrida dos discípulos revela o coração humano em busca de respostas, em busca de sentido. Um corre mais rápido, outro chega depois — mas ambos precisam entrar no mistério.

Pedro entra primeiro. Ele vê os sinais: as faixas, o pano dobrado. Tudo está no lugar, mas algo mudou profundamente. Já não é um túmulo de morte — é um sinal de ausência viva, de algo novo que começou.

Depois entra o outro discípulo. E o Evangelho diz algo decisivo: “Ele viu, e acreditou.”

Aqui está o centro da Páscoa: Não houve ainda uma aparição gloriosa. Não houve palavras audíveis. Houve apenas sinais simples. Mas, diante desses sinais, nasce a fé.

A Ressurreição não se impõe, ela se revela aos que amam, aos que procuram, aos que permanecem.

O texto ainda diz: “Eles ainda não tinham compreendido a Escritura”. Ou seja, a fé nasce antes mesmo da compreensão plena. Primeiro se crê, depois se entende. Primeiro o coração se abre, depois a mente é iluminada.

Também nós vivemos muitas “madrugadas escuras”: situações de dor, perdas, dúvidas, silêncio de Deus. Muitas vezes parece que tudo acabou, que a esperança foi sepultada.

Mas o Evangelho de hoje nos ensina: A pedra já foi removida, mesmo que ainda não percebamos, O túmulo está vazio — a morte não venceu, Deus já está agindo, mesmo no silêncio. A Ressurreição começa discretamente, no interior, na fé que nasce aos poucos.

 A Páscoa nos convida a dar um passo: passar da dúvida para a fé, do medo para a esperança, da morte para a vida. Como o discípulo amado, somos chamados a ver e acreditar, mesmo antes de entender tudo.

Oração: Senhor Jesus, na escuridão das minhas dúvidas, ensina-me a reconhecer os sinais da tua presença. Dá-me um coração que corre ao teu encontro, um olhar capaz de perceber o invisível, e uma fé que nasce mesmo no silêncio, e como discípulo Seu eu creia, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

sábado, 4 de abril de 2026

Evangelho do Dia 04-04-2026


 Sábado Santo

Anúncio do Evangelho (Mt 28,1-10) - O Senhor esteja convosco. - Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

1Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos.5Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.8As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos! ” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: As palavras do anjo ditas a Maria Madalena e a outra Maria ao amanhecer do primeiro dia, quando estas foram ver o sepulcro de Jesus, é hoje também um brado de alerta e de esperança para nós: “Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito!”   

Aquelas mulheres de Jerusalém nos deram um exemplo muito eficaz para que nunca nos deixemos estacionar na dor e no sofrimento. Elas não se contentaram em permanecer como os outros discípulos na comiseração diante do fracasso aparente. Caminharam para ver e não sabiam nem o que procuravam ver! Por isso, foram possuídas de uma alegria imensa quando o anjo lhes anunciou que Jesus ressuscitara e que o sepulcro estava vazio.

Hoje, o sepulcro continua vazio, porque Jesus Cristo está vivo e ressuscitado e vem ao nosso encontro para também nos motivar a prosseguir no nosso dia a dia. Como falou a elas, naquela manhã da Páscoa, Ele também nos diz: “Alegrai-vos”, “não tenhas medo”; “ide anunciar”.

Elas foram privilegiadas e escolhidas para serem as primeiras anunciadoras da Ressurreição de Jesus. Sem titubear elas obedeceram à voz do anjo e “partiram depressa, com medo, mas correram com grande alegria para dar a notícia aos discípulos”.   

Nós precisamos também sair do nosso temor, da nossa acomodação diante dos fatos desagradáveis e ir à busca de Jesus, experimentar a Sua força para com muita alegria sair anunciando a Sua presença na vida das pessoas que pararam no sofrimento.

A hora da provação é o momento mais oportuno para que tenhamos uma experiência com Jesus Ressuscitado. Para os que confiam em Jesus o sofrimento e a dor são apenas um trampolim para um estado de vida melhor. 

Alegremo-nos, pois, Jesus ressuscitou! – Você continua acomodado nas coisas que não deram certo na sua vida? – Por que você não vai a busca de Jesus, mesmo achando que Ele ainda está sepultado? Você já percebeu que o sepulcro está vazio e que não há razão para tristeza?

Oração:  Senhor Jesus Cristo, Ressuscitado e vivo no meio de nós, queremos Te louvar, porque a vida venceu a morte, e a luz dissipou as trevas. Tu que foste ao encontro das mulheres na manhã da Ressurreição, vem também ao nosso encontro hoje. Encontra-nos em nossas dores, em nossos medos, em nossas dúvidas e fraquezas. Senhor, ensina-nos a contemplar, a fazer verdadeira experiência de Ti, para que nossa fé não seja apenas palavras, mas encontro vivo contigo. Senhor Jesus, Tu não estás no sepulcro, Tu estás vivo! Vem viver em nós, transforma nosso coração, renova nossa fé, e faz da nossa vida um anúncio vivo da Tua vitória. Alegrai-nos com a Tua presença, fortalece-nos com o Teu Espírito, e conduz-nos à plenitude da vida, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Dia 03-04-2026 - Sexta Feira Santa

 


Paixão do Senhor | Sexta-feira - Anúncio da Paixão de Cristo (Jo 18,1 – 19,42) - - Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.

Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: Pres.: “A quem procurais?” Narrador 1: 5Responderam: Ass.: “A Jesus, o Nazareno”. Narrador 1: Ele disse: Pres.: “Sou eu”. Narrador 1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou: Pres.: “A quem procurais?” Narrador 1: Eles responderam: Ass.: “A Jesus, o Nazareno”. Narrador 1: 8Jesus respondeu: Pres.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”. Narrador 1: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: Pres.: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. Narrador 2: 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro: Pres.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” Narrador 1: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: Leitor 1: “É preferível que um só morra pelo povo”. Narrador 2: 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro: Ass.: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” Narrador 2: Ele respondeu: Leitor 2: “Não”. Narrador 2: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu: Pres.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”. Narrador 2: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: Leitor 1: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” Narrador 2: 23Respondeu-lhe Jesus: Pres.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” Narrador 1: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: Leitor 2: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?” Narrador 1: Pedro negou: Leitor 1: “Não!” Narrador 1: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: Leitor 2: “Será que não te vi no jardim com ele?” Narrador 2: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: Leitor 1: “Que acusação apresentais contra este homem?” Narrador 2: 30Eles responderam: Ass.: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!” Narrador 2: 31Pilatos disse: Leitor 2: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”. Narrador 2: Os judeus lhe responderam: Ass.: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”. Narrador 1: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?” Narrador 1: 34Jesus respondeu: Pres.: “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” Narrador 1: 35Pilatos falou: Leitor 2: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”. Narrador 1: 36Jesus respondeu: Pres.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. Narrador 1: 37Pilatos disse a Jesus: Leitor 1: “Então, tu és rei?” Narrador 1: Jesus respondeu: Pres.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Narrador 1: 38Pilatos disse a Jesus: Leitor 2: “O que é a verdade?” Narrador 2: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: Leitor 1: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?” Narrador 2: 40Então, começaram a gritar de novo: Ass.: “Este não, mas Barrabás!” Narrador 2: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Ass.: 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Narrador 2: Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam: Ass.: “Viva o rei dos judeus!” Narrador 2: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: Leitor 1: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”. Narrador 1: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: Leitor 1: “Eis o homem!” Narrador 1: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!” Narrador 1: Pilatos respondeu: Leitor 1: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”. Narrador 1: 7Os judeus responderam: Ass.: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”. Narrador 2: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: Leitor 1: “De onde és tu?” Narrador 2: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse: Leitor 1: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” Narrador 2: 11Jesus respondeu: Pres.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”. Narrador 2: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: Ass.: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”. Narrador 1: 13Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: Leitor 2: “Eis o vosso rei!” Narrador 1: 15Eles, porém, gritavam: Ass.: “Fora! Fora! Crucifica-o!” Narrador 1: Pilatos disse: Leitor 1: “Hei de crucificar o vosso rei?” Narrador 1: Os sumos sacerdotes responderam: Ass.: “Não temos outro rei senão César”. Narrador 2: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: Ass.: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. Narrador 2: 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Ass.: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”. Narrador 2: 22Pilatos respondeu: Ass.: “O que escrevi, está escrito”. Narrador 2: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24Disseram então entre si: Ass.: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”. Narrador 2: Assim se cumpria a Escritura que diz: Ass.: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Narrador 1: Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: Pres.: “Mulher, este é o teu filho”. Narrador 1: 27Depois disse ao discípulo: Pres.: “Esta é a tua mãe”. Narrador 1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: Pres.: “Tenho sede”. Narrador 1: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: Pres.: “Tudo está consumado”. Narrador 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (Todos se ajoelham - Silêncio.) Narrador 2: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Ass.: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. Narrador 2: 37E outra Escritura ainda diz: Ass.: “Olharão para aquele que transpassaram”. Narrador 1: 38Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. Narrador 2: 41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.  

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: A Sexta-feira Santa possui aspectos litúrgicos que estão muito presentes na vida do católico. É dia de Jejum e Abstinência, bem como dia de introspecção. E você sabia que neste dia a Igreja não celebra a Missa? 

Na Sexta-feira santa, até o entardecer, nós ainda estamos dentro do primeiro dia do Tríduo Pascal. Isso se deve ao fato de que, na contagem judaica, um dia inicia no entardecer, e se estende até o entardecer seguinte. Celebramos, neste dia, às 15h, a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o único dia do ano em que não há celebração do Sacrifício da Santa Missa. Por ser o dia da Paixão de Cristo, onde recordamos a condenação, crucificação e morte do Senhor, é um dia de penitência, sendo obrigatório ao católico o jejum e a abstinência. 

Por que a Sexta-feira Santa é chamada de sexta-feira da Paixão? A Sexta-feira Santa é chamada de sexta-feira da Paixão pois foi neste dia que Cristo sofreu a Sua paixão, morrendo na Cruz pela nossa salvação. A palavra Paixão, no nosso linguajar popular, pode significar um tipo de amor menos “nobre”, mais momentâneo e superficial. Na verdade, quando falamos de Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo estamos indicando a semântica de paixão vinculada à etimologia latina. Paixão significa padecimento. É o ato de sofrer, de suportar.

Neste dia, até a Vigília Pascal na noite do Sábado Santo, a Igreja não celebra nenhum sacramento, a não ser os de cura. Não há o Santo Sacrifício da Missa. A liturgia deste dia, que deve, na medida do possível, ser celebrada às 15h em nossas Igrejas, hora em que Jesus morreu na Cruz, é chamada de Celebração da Paixão do Senhor.

Oração dos fiéis

O mistério da Cruz do Senhor atinge toda a humanidade, em todos os tempos e culturas. Na liturgia da Sexta-feira Santa, a Igreja reza pelas necessidades de todo o mundo. A Oração Universal feita nesta liturgia consiste em 10 orações que resumem as intenções do mundo todo. Essa oração é composta por uma introdução e a oração propriamente dita. Reza-se pelos judeus, pelos cristãos, pela Igreja, pelos ateus,…

Adoração da Cruz na Sexta-feira Santa 

Após a Oração Universal ocorre a Adoração da Santa Cruz. Essa Adoração consiste em adorar não a um pedaço de madeira com uma imagem de gesso. Adoramos, na liturgia, o Cristo crucificado. Adoramos o mistério celebrado, que a liturgia possibilita vivenciar verdadeiramente. Durante a celebração, neste momento, a Igreja permanece em profunda adoração e silêncio, contemplando o madeiro com o Crucificado. Caso a quantidade de pessoas permita, pode-se fazer uma procissão para o popular beijo à Cruz, que consiste em adorar a Cristo, com genuflexão, e beijar a cruz devotamente.

Popularmente, neste dia, muitos católicos acorrem às igrejas para participar da celebração da Paixão do Senhor. Na verdade, é feriado nacional precisamente para favorecer a contemplação e a oração, tão importantes neste dia santo. É dia de jejum e abstinência. Mais do que participar das devoções populares tão fortes neste dia (Via Sacra, Procissão do Encontro, Procissão dos Passo, Sete dores de Nossa Senhora), é importante mergulhar na celebração da Paixão a fim de viver o mistério do Calvário de modo real.

A Cruz do Senhor é o sinal do católico. Não há como imaginar nossa fé distante da Cruz. Não podemos correr o risco de, como todos os apóstolos e discípulos do Senhor, fugir da cruz por covardia. Permaneçamos firmes, com os olhos fixos no Senhor. “Se com Ele nós morremos, com Ele reinaremos”. Da Cruz, vamos à luz.

O Amor que se entrega na Cruz:  Hoje contemplamos o mistério mais profundo da nossa fé: Jesus crucificado. A cruz não é apenas dor… é amor levado até o extremo. Não foi a cruz que venceu Jesus… foi o amor. 

À primeira vista, parece derrota: Jesus é traído, é condenado injustamente, é humilhado e crucificado. Mas, na verdade, ali acontece a maior vitória da história. Jesus não perde a vida…Ele a entrega. "Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente." A cruz não é o fim, é a prova de um amor que não volta atrás. Jesus não morreu de forma genérica.

Ele morreu por cada um de nós, pelas nossas quedas, pelos nossos pecados, pelas nossas dores escondidas. Na cruz, Cristo pensava em nós. Nada em nossa vida é indiferente para Ele.

A Sexta-feira Santa é marcada pelo silêncio. Um silêncio que fala: do sofrimento, da entrega, da confiança total no Pai. Às vezes, Deus parece silencioso…, mas é nesse silêncio que Ele está realizando a maior obra.

A cruz não é o fim. A cruz é caminho. É passagem. É redenção. Quem abraça a cruz com Cristo, descobre que ela não destrói… ela salva.

Diante da cruz, somos chamados a decidir: A cruz divide os corações: alguns zombam, outros ignoram, outros se convertem. E nós? Como eu me coloco diante da cruz de Cristo? como espectador? ou como alguém que se deixa transformar?

Oração: Senhor Jesus crucificado, hoje eu me coloco diante da Tua cruz. Obrigado pelo Teu amor, um amor que não desistiu de mim. Perdoa meus pecados, cura minhas feridas, e ensina-me a viver com fidelidade. Dá-me a graça de carregar minha cruz contigo, com confiança e esperança. E que eu nunca esqueça: fui amado até o fim. Amém.

Deus Abençoe Você!


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Evangelho do Dia 02-04-2026

 

Semana Santa | Ceia do Senhor | Quinta-feira

Evangelho (Jo 13,1-15) - Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

1 Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?" respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás". 8 Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo". 9 Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça". 10 Jesus respondeu: "Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos". 11 Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos". 12 Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: "Compreendeis o que acabo de fazer? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão – Amar até o fim

Na Quinta-feira Santa, primeiro dia de nosso Tríduo Pascal, já tendo encerrado o Tempo da Quaresma nas vésperas deste dia, a Igreja celebra a solene liturgia da Ceia do Senhor (in Cena Domini). Nesta noite, Cristo Jesus, reunido com seus Apóstolos, celebra a Páscoa judaica e inaugura a Nova e Eterna Páscoa, através da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Essa liturgia já aparece consolidada pelo século V, em Jerusalém, como uma memória da ação do Senhor antes da ceia figurada no lava-pés, realizado até hoje. Na verdade, o rito de lava-pés iniciou-se como uma liturgia separada da Santa Missa, mas foi incorporada a ela aos poucos. 

A instituição da Eucaristia e do sacerdócio: Cristo Jesus, ao instituir a Eucaristia nesta noite, dando-se à humanidade nas espécies do pão e do vinho, deixa um mandato aos Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Na verdade, Eucaristia e Sacerdócio estão essencialmente vinculados. Ao instituir a Eucaristia, Jesus institui o sacramento da Ordem que, pela autoridade divina, tem a potestade de consagrar o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. É um dia de alegria para a Igreja, pois por estes dois sacramentos está assegurada a nós a presença real de Cristo no meio da humanidade.

Jesus, sabendo que sua hora estava chegando, entrega-se, na Quinta-feira Santa, de modo litúrgico e incruento. A mesma oferta do dom de si na Cruz, Cristo a faz na sua entrega livre e generosa nas espécies do Corpo e do Sangue, pela consagração do pão e do vinho. O modo de perpetuar este sacramento da presença real de Cristo na Eucaristia, é fazer, de homens eleitos, partícipes do único sacerdócio de Cristo, que, pela autoridade divina, consagram, até hoje, a Eucaristia.

O Evangelho de hoje começa com uma frase que resume toda a vida de Jesus: “Tendo amado os seus… amou-os até o fim.” Esse “até o fim” não significa apenas até a morte, mas até a eternidade, sem medidas, sem reservas, sem condições. Jesus não ama pela metade. Ele ama totalmente.

O Deus que se ajoelha: O gesto é desconcertante: Jesus, o Senhor, se levanta da mesa, tira o manto e se ajoelha para lavar os pés dos discípulos. Naquela cultura, isso era serviço de escravo. Ou seja: Deus se coloca no lugar do servo.

Isso quebra toda lógica humana: quem manda, quer ser servido, quem tem poder, quer ser honrado. Mas Jesus revela o contrário: Amar é servir. Amar é se abaixar. Amar é se doar.

Pedro reage: "Tu nunca me lavarás os pés!" Parece humildade…, mas no fundo é resistência. Porque aceitar que Jesus nos sirva significa: reconhecer que precisamos ser lavados. E isso toca no nosso orgulho. Quantas vezes somos como Pedro: queremos servir, mas não queremos ser cuidados, queremos dar, mas temos dificuldade de receber, queremos parecer fortes, mas escondemos nossas misérias. Mas Jesus é claro: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo.” Ou seja: não existe vida com Cristo sem deixar-se amar e purificar por Ele.

Jesus diz: "Vós estais limpos…, mas não todos." Ele não está falando apenas de um gesto externo. Está falando do coração. O maior perigo não é ter os pés sujos…é ter o coração fechado. Judas está ali, com os pés lavados…, mas o coração endurecido.

Depois de tudo, Jesus diz: “Dei-vos o exemplo.” Não é apenas um gesto bonito para admirar… é um caminho para viver. Lavar os pés hoje significa: perdoar quem nos feriu, servir sem esperar reconhecimento, ajudar o necessitado, amar mesmo quando não somos amados.

Hoje somos chamados a viver três atitudes: Deixar-se amar por Jesus, Permitir que Ele nos purifique, Servir com humildade os irmãos.

Oração: Senhor Jesus, Tu que Te ajoelhaste diante dos Teus discípulos, ensina-me a amar com humildade. Tira de mim todo orgulho que me impede de Te deixar agir. Lava o meu coração, purifica minhas intenções, cura minhas feridas escondidas. E dá-me a graça de servir, não por obrigação, mas por amor. Que eu aprenda Contigo a amar até o fim, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

Destaque

Evangelho do Dia 08-04-2026

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