Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. -
Glória a vós, Senhor.
13 Naquele mesmo dia, o
primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús,
distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as
coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio
Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém,
estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou:
"O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto
triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único
peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá́ aconteceu nestes últimos
dias?" 19 Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos
responderam: "O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta
poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20
Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à
morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar
Israel, mas, apesar de tudo isso, já́ faz três dias que todas essas coisas
aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram
um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo
dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que
Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as
coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu". 25
Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em
tudo o que os profetas falaram! 26 Será́ que o Cristo não devia sofrer
tudo isso para entrar na sua glória?" 27 E, começando por Moises e
passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da
Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do
povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém,
insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já́ é tarde e à noite
vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se
sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31
Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém,
desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: "Não
estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos
explicava as Escrituras?" 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram
e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34
E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simao!"
35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como
tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!
Reflexão:No Evangelho de Hoje,vamos
refletir sobre como caminhar com Jesus na Estrada de Nossas Vidas, e
experimentar verdadeiramente Jesus Cristo o Ressuscitado.
Nesse
mesmo DIA os discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús (onde moravam)
+- 11 km de Jerusalém). Com certeza aquele dia
era o dia mais importante da humanidade, o dia em que o filho de Deus ressuscitou,
o dia em que a morte foi vencida, o dia em que Deus triunfou sobre o mal. Mesmo
assim os discípulos estavam retornando para casa
entristecidos.
Mas o que estava
acontecendo com aqueles dois discípulos era totalmente contrário a versão
original dos sentimentos, pois eles ainda choravam a morte, enquanto Jesus já
havia ressuscitado e iam retornando
para sua vida velha, pois já falava dos acontecimentos, como passado, era a
estrada do regresso.
Já
tinham perdido a Esperança, estavam desanimados e se achavam sozinhos
novamente. Enquanto conversavam Jesus Aproximou-se deles. Estavam
com os olhos vendados e não reconheceram Jesus.
No caminho de nossa vida não
é diferente muitas vezes estamos com os olhos vendados (nossos problemas, nossas dores, nossas fraquezas o nosso pecado...) colocam
uma vendaentre Deus e nós, e
impedem que reconheçamos Jesus durante o nosso caminho de vida, e com isso
vamos perdendo a Esperança.
Jesus
Caminha com Eles, e entra na conversa (entra na Vida deles), e começa a
Ensinar, e os leva desejar que Jesus permaneça com Eles “FICA CONOSCO SENHOR”. Então Jesus entrou para
ficar com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deus a eles, nos remete
diretamente a Comunhão Eucarística. (EUCARISTIA).
Os olhos dos Discípulos se
abriram, e reconheceram Jesus.Não se
nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras.
Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém, experimentaram
verdadeiramente a presença de Jesus. Eles, por sua parte, contaram o que lhes
havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
“Através do testemunho prestado pela vida dos crentes, os cristãos são
chamados a fazer brilhar, com a sua vida no mundo, a Palavra de verdade que o
Senhor Jesus nos deixou» (Carta Apostólica, Porta Fidei). Por isso temos que caminhar com
Jesus que está conosco "Diz Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida;
ninguém vem ao Pai senão por mim". (Jo 14,6).
Irmãos, vimos hoje que apesar
de o pecado cegar os nossos olhos Jesus caminha conosco, e nos abrasa o coração
a ponto de reconhecê-lo e Dizer Fica conosco Senhor. Então vamos de uma vez por
todas caminhar com Jesus.
Oração: Senhor Jesus, vem ao
nosso encontro, caminha conosco e permanece em nossas vidas. Cura a nossa
cegueira espiritual, nossas enfermidades, nossas dores, nossas fraquezas,
fortalece nossa fé, para que não vacilemos ao reconhecer que o Senhor está vivo,
e ressuscitou Aleluia, fica conosco Senhor e caminha conosco, vos pedimos por
Jesus Cristo nosso Senhor, Amem.
- Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo
segundo João. - Glória a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 11 Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto
chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu, então, dois
anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à
cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: "Mulher, por
que choras?" Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o
colocaram". 14 Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu
Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe:
"Mulher, por que choras? A quem procuras?" Pensando que era o
jardineiro, Maria disse: "Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o
colocaste, e eu o irei buscar". 16 Então Jesus disse:
"Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabuni"
(que quer dizer: Mestre). 17 Jesus disse: "Não me segures. Ainda
não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do
meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus". 18 Então Maria
Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor!", e contou o
que Jesus lhe tinha dito.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós,
Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!
Reflexão Na liturgia da Oitava da Páscoa,
somos conduzidos ao encontro íntimo entre Jesus Ressuscitado e Maria Madalena.
A cena começa com lágrimas, e termina com anúncio. Começa com ausência e
culmina na presença viva do Senhor.
Maria está do lado de fora do túmulo,
chorando. Seu coração ainda está preso à dor da perda. Ela procura um corpo,
mas Deus quer revelar a ela, uma vida nova. Quantas vezes também nós
permanecemos chorando diante de “túmulos vazios”, sem perceber que a
Ressurreição já aconteceu!
Mesmo diante dos anjos, Maria ainda não
compreende. Seu amor é verdadeiro, mas sua fé ainda precisa amadurecer. Ela vê
Jesus, mas não O reconhece. Confunde-O com o jardineiro. E, de certo modo, isso
não está errado.
Os Padres da Igreja, como São Gregório Magno,
enxergam aqui um profundo simbolismo: Cristo é, de fato, o novo Jardineiro. Se
no início da criação Deus colocou o homem no jardim do Éden, agora, na nova
criação inaugurada pela Ressurreição, o próprio Cristo vem cultivar o jardim da
alma humana.
Ele planta algo novo no coração de Maria: a fé
pascal. E o que rega essa semente? As lágrimas. Mas não são mais lágrimas de
desespero, são lágrimas de amor, de busca sincera, de quem não desistiu do
Senhor. Deus não despreza essas lágrimas. Pelo contrário, Ele as transforma em
caminho de encontro.
Tudo muda quando Jesus pronuncia uma única
palavra: “Maria!” É o chamado pessoal. Não é um discurso, não é uma explicação,
é um encontro. Ao ouvir seu nome, Maria reconhece o Mestre: “Rabuni!” Assim
também acontece conosco. A fé cristã não nasce de ideias, mas de um encontro
pessoal com Cristo vivo, que nos chama pelo nome.
Jesus então diz: “Não me segures” À primeira
vista, parece uma rejeição, mas na verdade é um ensinamento profundo: Maria não
pode mais se relacionar com Jesus como antes. Agora, Ele não pertence apenas a
ela, Ele vive para todos, glorificado junto ao Pai. A fé precisa amadurecer: do
apego sensível à comunhão espiritual.
E imediatamente Jesus confia a ela uma missão:
“Vai dizer aos meus irmãos…” Aquela que antes estava presa, ferida, marcada
pelo pecado, agora é enviada. Aquela que foi libertada torna-se anunciadora. Maria
Madalena, outrora marcada pela presença do mal, agora se torna mensageira da
vida. De “morada de demônios” passa a ser portadora da Boa Nova.
Ela se torna, como a tradição reconhece, a apóstola
dos apóstolos. E sua mensagem é simples e poderosa:
“Eu vi o Senhor!”
Também nós somos esse “jardim” que Cristo
deseja cultivar. Quando choramos por nossas dores, perdas e pecados, Ele se
aproxima. Quando não O reconhecemos, Ele nos chama pelo nome. Quando queremos
segurá-Lo à nossa maneira, Ele nos ensina a amar com maturidade. E quando O
encontramos de verdade, Ele nos envia. Cristo Ressuscitado continua nos tocando,
na fé, na oração, na Palavra e, de modo especial, na Eucaristia. Hoje, Ele
também nos chama pelo nome.
Oração: Senhor Jesus, assim como
chamaste Maria pelo nome, chama também o meu coração. Nos momentos de dor, quando
meus olhos estão cheios de lágrimas, ajuda-me a reconhecer Tua presença. Cultiva
em mim o jardim da fé, arranca o que não vem de Ti, e faz crescer a vida nova
da Ressurreição. E, depois de Te encontrar, dá-me coragem para anunciar: “Eu vi
o Senhor!”, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. -
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 8 as mulheres partiram depressa do
sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia
aos discípulos. 9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse:
"Alegrai-vos!" As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de
Jesus, abraçando seus pés. 10 Então Jesus disse a elas: "Não
tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá
eles me verão". 11 Quando as mulheres partiram, alguns guardas do
túmulo foram à cidade, e comunicaram aos sumos sacerdotes tudo o que havia
acontecido. 12 Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos, e deram
uma grande soma de dinheiro aos soldados, 13 dizendo-lhes: "Dizei
que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vós
dormíeis. 14 Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos.
Não vos preocupeis". 15 Os soldados pegaram o dinheiro, e agiram de
acordo com as instruções recebidas. E assim, o boato espalhou-se entre os
judeus, até ao dia de hoje.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!
Reflexão: O
Evangelho de hoje nos coloca diante de dois caminhos que nascem do mesmo
acontecimento: a Ressurreição de Jesus. De um lado, estão as mulheres. Elas
saem do sepulcro com sentimentos misturados: medo e grande alegria. O
medo ainda é humano, mas a alegria já é fruto da presença de Deus. Mesmo sem
compreender tudo, elas correm, e isso é decisivo. Quem encontra sinais
de Deus não pode ficar parado.
E é justamente no caminho que acontece o encontro: Jesus
vem ao encontro delas. A primeira palavra do Ressuscitado é simples e
profunda: “Alegrai-vos!” A Ressurreição não começa com explicações, mas
com uma experiência: o encontro com Cristo vivo que transforma o coração. As
mulheres então fazem dois gestos importantes: Aproximam-se, prostram-se, abraçam
seus pés. Elas reconhecem: Jesus está vivo, real, presente. E logo
recebem uma missão: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos…” Quem
encontra o Ressuscitado se torna missionário.
Enquanto
isso, o Evangelho mostra outro grupo: os guardas e as autoridades. Eles também
tiveram contato com os acontecimentos. Também viram sinais extraordinários.
Mas, ao invés de acolherem a verdade, preferem fabricar uma mentira. Recebem
dinheiro. Constroem uma versão falsa. Tentam esconder a Ressurreição. Aqui está
um ensinamento muito atual: nem todos que veem sinais de Deus se abrem à fé.
Quando o coração está fechado, até a verdade pode ser rejeitada.
Hoje também existem dois
caminhos: O caminho das mulheres, mesmo
com medo confiam, mesmo sem entender tudo, caminham, encontram Jesus, tornam-se
testemunhas. O caminho da negação, veem, mas não acreditam, sabem, mas
distorcem, preferem o conforto da mentira à verdade que exige mudança.
A Ressurreição nos coloca diante de uma escolha: Acolher
a verdade e anunciar a vida, ou resistir à verdade e permanecer na
escuridão. Jesus continua dizendo hoje: “Alegrai-vos! Não tenhais medo!”
Oração: Senhor Jesus, tu que
vens ao meu encontro no caminho da vida, liberta-me do medo que paralisa e da
dureza de coração que resiste à verdade. Dá-me a alegria da Ressurreição, um
coração aberto para te reconhecer e coragem para te anunciar. Que eu não
escolha a mentira, mas viva como testemunha da tua vida nova, vos pedimos por
Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
-Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. -
Glória a vós, Senhor.
1 No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava
escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então ela
saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus
amava, e lhes disse: "Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o
colocaram". 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao
túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais
depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro,
viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão
Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho
deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou
também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e
acreditou. 9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura,
segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!
Reflexão: A manhã da
Ressurreição começa no silêncio e na escuridão. Maria Madalena vai ao túmulo
ainda envolta pela dor, pela saudade e pela aparente derrota. Para ela, tudo
havia terminado. O amor que ela carregava a leva até o sepulcro, mas seu
coração ainda não conhece a vitória.
Ao encontrar a pedra removida, não nasce imediatamente a
fé, mas a inquietação: “Tiraram o Senhor do túmulo”. Quantas vezes também nós,
diante dos sinais de Deus, ainda interpretamos tudo à luz da dor, do medo ou da
perda.
Então entram em cena Simão Pedro e o discípulo amado.
Eles correm. A corrida dos discípulos revela o coração humano em busca de
respostas, em busca de sentido. Um corre mais rápido, outro chega depois — mas
ambos precisam entrar no mistério.
Pedro entra primeiro. Ele vê os sinais: as faixas, o pano
dobrado. Tudo está no lugar, mas algo mudou profundamente. Já não é um túmulo
de morte — é um sinal de ausência viva, de algo novo que começou.
Depois entra o outro discípulo. E o Evangelho diz algo
decisivo: “Ele viu, e acreditou.”
Aqui está o centro da Páscoa: Não houve ainda uma aparição gloriosa. Não houve palavras
audíveis. Houve apenas sinais simples. Mas, diante desses sinais, nasce a fé.
A Ressurreição não se impõe, ela se revela aos que amam,
aos que procuram, aos que permanecem.
O texto ainda diz: “Eles ainda não tinham compreendido a
Escritura”. Ou seja, a fé nasce antes mesmo da compreensão plena. Primeiro se
crê, depois se entende. Primeiro o coração se abre, depois a mente é iluminada.
Também nós vivemos muitas “madrugadas escuras”: situações
de dor, perdas, dúvidas, silêncio de Deus. Muitas vezes parece que tudo acabou,
que a esperança foi sepultada.
Mas o Evangelho de hoje nos ensina: A pedra já foi
removida, mesmo que ainda não percebamos, O túmulo está vazio — a morte não
venceu, Deus já está agindo, mesmo no silêncio. A Ressurreição começa
discretamente, no interior, na fé que nasce aos poucos.
A Páscoa nos
convida a dar um passo: passar da dúvida para a fé, do medo para a esperança,
da morte para a vida. Como o discípulo amado, somos chamados a ver e acreditar,
mesmo antes de entender tudo.
Oração: Senhor Jesus, na
escuridão das minhas dúvidas, ensina-me a reconhecer os sinais da tua presença.
Dá-me um coração que corre ao teu encontro, um olhar capaz de perceber o
invisível, e uma fé que nasce mesmo no silêncio, e como discípulo Seu eu creia,
vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Anúncio do Evangelho (Mt 28,1-10) - O
Senhor esteja convosco. - Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Mateus. - Glória a vós, Senhor.
1Depois do sábado, ao
amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o
sepulcro. 2De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do
Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3Sua
aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4Os
guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos.5Então
o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi
crucificado. 6Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito!
Vinde ver o lugar em que ele estava. 7Ide depressa contar aos
discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a
Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.8As mulheres
partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande
alegria, para dar a notícia aos discípulos.9De repente, Jesus foi ao
encontro delas, e disse: “Alegrai-vos! ” As mulheres aproximaram-se, e
prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus
disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam
para a Galileia. Lá eles me verão”.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!
Reflexão: As palavras do anjo
ditas a Maria Madalena e a outra Maria ao amanhecer do primeiro dia, quando
estas foram ver o sepulcro de Jesus, é hoje também um brado de alerta e de
esperança para nós: “Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito!”
Aquelas mulheres de Jerusalém nos deram um exemplo muito
eficaz para que nunca nos deixemos estacionar na dor e no sofrimento. Elas não
se contentaram em permanecer como os outros discípulos na comiseração diante do
fracasso aparente. Caminharam para ver e não sabiam nem o que procuravam ver!
Por isso, foram possuídas de uma alegria imensa quando o anjo lhes anunciou que
Jesus ressuscitara e que o sepulcro estava vazio.
Hoje, o sepulcro continua vazio, porque Jesus Cristo está
vivo e ressuscitado e vem ao nosso encontro para também nos motivar a
prosseguir no nosso dia a dia. Como falou a elas, naquela manhã da Páscoa, Ele
também nos diz: “Alegrai-vos”, “não tenhas medo”; “ide anunciar”.
Elas foram privilegiadas e escolhidas para serem as
primeiras anunciadoras da Ressurreição de Jesus. Sem titubear elas obedeceram à
voz do anjo e “partiram depressa, com medo, mas correram com grande alegria
para dar a notícia aos discípulos”.
Nós precisamos também sair do nosso temor, da nossa
acomodação diante dos fatos desagradáveis e ir à busca de Jesus, experimentar a
Sua força para com muita alegria sair anunciando a Sua presença na vida das
pessoas que pararam no sofrimento.
A hora da provação é o momento mais oportuno para que
tenhamos uma experiência com Jesus Ressuscitado. Para os que confiam em Jesus o
sofrimento e a dor são apenas um trampolim para um estado de vida melhor.
Alegremo-nos, pois, Jesus ressuscitou! – Você continua
acomodado nas coisas que não deram certo na sua vida? – Por que você não vai a
busca de Jesus, mesmo achando que Ele ainda está sepultado? Você já percebeu
que o sepulcro está vazio e que não há razão para tristeza?
Oração:
Senhor Jesus Cristo, Ressuscitado e vivo no meio de nós, queremos
Te louvar, porque a vida venceu a morte, e a luz dissipou as trevas. Tu que foste ao encontro das mulheres na manhã da
Ressurreição, vem também ao nosso encontro hoje. Encontra-nos em nossas dores, em
nossos medos, em nossas dúvidas e fraquezas. Senhor, ensina-nos a contemplar, a
fazer verdadeira experiência de Ti, para que nossa fé não seja apenas palavras,
mas encontro vivo contigo. Senhor Jesus, Tu não estás no sepulcro, Tu estás
vivo! Vem viver em nós, transforma nosso coração, renova nossa fé, e faz da
nossa vida um anúncio vivo da Tua vitória. Alegrai-nos com a Tua presença, fortalece-nos
com o Teu Espírito, e conduz-nos à plenitude da vida, vos pedimos por Jesus
Cristo nosso Senhor. Amém.
Paixão do Senhor | Sexta-feira - Anúncio da Paixão de Cristo (Jo 18,1 – 19,42) - - Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Narrador 1:Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.
Naquele tempo, 1Jesus
saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um
jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor,
conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus
discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns
guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e
armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao
encontro deles e disse: Pres.:“A quem procurais?” Narrador 1:5Responderam: Ass.: “A Jesus, o Nazareno”. Narrador
1: Ele disse: Pres.:“Sou eu”. Narrador 1:Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: “Sou
eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou: Pres.:“A quem procurais?” Narrador 1: Eles responderam: Ass.: “A
Jesus, o Nazareno”. Narrador 1: 8Jesus respondeu: Pres.:“Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então
deixai que estes se retirem”. Narrador 1:9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: Pres.:“Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. Narrador 2: 10Simão
Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus
disse a Pedro: Pres.:“Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” Narrador
1:12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos
judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que
era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu
aos judeus o conselho: Leitor 1:“É preferível que um só morra pelo povo”. Narrador
2: 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era
conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo
Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo,
que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta
e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro: Ass.:“Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” Narrador
2:Ele respondeu: Leitor 2:“Não”. Narrador 2: 18Os empregados e os guardas
fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com
eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a
respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu: Pres.:“Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga
e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por
que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu
disse”. Narrador 2: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali
estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: Leitor 1:“É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” Narrador 2: 23Respondeu-lhe
Jesus: Pres.:“Se
respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” Narrador 1:24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo
Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: Leitor 2:“Não és tu, também, um dos discípulos dele?” Narrador 1: Pedro
negou: Leitor 1:“Não!” Narrador 1:26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro
tinha cortado a orelha, disse: Leitor 2:“Será que não te vi no jardim com ele?” Narrador 2: 27Novamente
Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao
palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio,
para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: Leitor 1:“Que acusação apresentais contra este homem?” Narrador 2: 30Eles
responderam: Ass.: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Narrador 2: 31Pilatos disse: Leitor 2:“Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa
lei”. Narrador 2: Os judeus lhe responderam: Ass.: “Nós não podemos
condenar ninguém à morte”. Narrador 1:32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando
de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio,
chamou Jesus e perguntou-lhe: Leitor 1:“Tu és o rei dos judeus?” Narrador 1: 34Jesus
respondeu: Pres.:“Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” Narrador
1: 35Pilatos falou: Leitor 2:“Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes
te entregaram a mim. Que fizeste?”. Narrador 1: 36Jesus respondeu: Pres.:“O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse
deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos
judeus. Mas o meu reino não é daqui”. Narrador 1:37Pilatos disse a Jesus: Leitor 1:“Então, tu és rei?” Narrador 1: Jesus respondeu: Pres.:“Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para
isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a
minha voz”. Narrador 1:38Pilatos disse a Jesus: Leitor 2:“O que é a verdade?” Narrador 2: Ao dizer isso,
Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: Leitor 1:“Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe
entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos
solte o rei dos Judeus?” Narrador 2: 40Então, começaram a gritar de novo: Ass.: “Este
não, mas Barrabás!” Narrador 2: Barrabás era um bandido. 19,1Então
Pilatos mandou flagelar Jesus. Ass.: 2Os soldados teceram uma coroa de
espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Narrador 2: Vestiram-no com um
manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam: Ass.: “Viva o rei dos
judeus!” Narrador 2:E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: Leitor
1:“Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que
saibais que não encontro nele crime algum”. Narrador 1: 5Então Jesus veio
para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor 1:“Eis o
homem!” Narrador 1: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas
começaram a gritar: Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!” Narrador 1: Pilatos
respondeu: Leitor 1:“Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime
algum”. Narrador 1: 7Os judeus responderam: Ass.: “Nós temos uma Lei,
e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”. Narrador 2: 8Ao
ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez
no palácio e perguntou a Jesus: Leitor 1:“De onde és tu?” Narrador 2: Jesus ficou
calado. 10Então Pilatos disse: Leitor 1:“Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te
soltar e autoridade para te crucificar?” Narrador 2: 11Jesus respondeu: Pres.:“Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te
fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”. Narrador
2: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus
gritavam: Ass.: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele
que se faz rei, declara-se contra César”. Narrador 1: 13Ouvindo essas
palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar
chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14Era o dia da preparação da
Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: Leitor 2:“Eis o vosso rei!” Narrador 1: 15Eles, porém,
gritavam: Ass.: “Fora! Fora! Crucifica-o!” Narrador 1: Pilatos disse:
Leitor 1:“Hei de
crucificar o vosso rei?” Narrador 1:Os sumos sacerdotes responderam: Ass.: “Não temos
outro rei senão César”. Narrador 2: 16Então Pilatos entregou Jesus para
ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu
para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o
crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos
mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: Ass.: “Jesus
Nazareno, o Rei dos Judeus”. Narrador 2: 20Muitos judeus puderam ver o
letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O
letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos
sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Ass.: “Não escrevas ‘O Rei dos
Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”. Narrador
2: 22Pilatos respondeu: Ass.:“O que escrevi, está escrito”. Narrador 2: 23Depois
que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes,
uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em
peça única de alto abaixo. 24Disseram então entre si: Ass.: “Não
vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”. Narrador 2: Assim
se cumpria a Escritura que diz: Ass.: “Repartiram entre si as minhas
vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Narrador 1: Assim
procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe,
a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua
mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: Pres.:“Mulher, este é o teu filho”. Narrador 1: 27Depois
disse ao discípulo: Pres.:“Esta é a tua mãe”. Narrador 1:Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu
consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para
que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: Pres.:“Tenho sede”. Narrador 1: 29Havia ali uma jarra
cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e
levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: Pres.:“Tudo está consumado”. Narrador 1:E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (Todos se ajoelham - Silêncio.) Narrador 2: 31Era o
dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos
ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa
solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados
e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e,
depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de
Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um
soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele
que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a
verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se
cumprisse a Escritura, que diz: Ass.: “Não quebrarão nenhum dos seus
ossos”. Narrador 2: 37E outra Escritura ainda diz: Ass.: “Olharão
para aquele que transpassaram”. Narrador 1:38Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de
Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos
para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo
de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que tinha ido de noite
encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e
aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em
faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. Narrador 2: 41No lugar
onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde
ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e
como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria
esteja com todos!
Reflexão: A
Sexta-feira Santa possui aspectos litúrgicos que estão muito presentes na vida
do católico. É dia de Jejum e Abstinência, bem como dia de introspecção. E você
sabia que neste dia a Igreja não celebra a Missa?
Na Sexta-feira santa, até o entardecer,
nós ainda estamos dentro do primeiro dia do Tríduo Pascal. Isso se deve ao fato
de que, na contagem judaica, um dia inicia no entardecer, e se estende até o
entardecer seguinte. Celebramos, neste dia, às 15h, a Paixão de Nosso Senhor
Jesus Cristo. É o único dia do ano em que não há celebração do Sacrifício da
Santa Missa. Por ser o dia da Paixão de Cristo, onde recordamos a condenação,
crucificação e morte do Senhor, é um dia de penitência, sendo obrigatório ao católico
o jejum e a abstinência.
Por que a Sexta-feira Santa
é chamada de sexta-feira da Paixão? A Sexta-feira Santa é chamada de
sexta-feira da Paixão pois foi neste dia que Cristo sofreu a Sua paixão,
morrendo na Cruz pela nossa salvação. A palavra Paixão, no nosso linguajar
popular, pode significar um tipo de amor menos “nobre”, mais momentâneo e
superficial. Na verdade, quando falamos de Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
estamos indicando a semântica de paixão vinculada à etimologia latina. Paixão
significa padecimento. É o ato de sofrer, de suportar.
Neste dia, até a Vigília Pascal na noite
do Sábado
Santo, a Igreja não celebra nenhum sacramento,
a não ser os de cura. Não há o Santo Sacrifício da Missa. A liturgia deste dia,
que deve, na medida do possível, ser celebrada às 15h em nossas Igrejas, hora
em que Jesus morreu na Cruz, é chamada de Celebração da Paixão do Senhor.
Oração dos fiéis
O mistério da Cruz do Senhor atinge toda
a humanidade, em todos os tempos e culturas. Na liturgia da Sexta-feira Santa,
a Igreja reza pelas necessidades de todo o mundo. A Oração Universal feita
nesta liturgia consiste em 10 orações que resumem as intenções do mundo todo.
Essa oração é composta por uma introdução e a oração propriamente dita.
Reza-se pelos judeus, pelos cristãos, pela Igreja, pelos ateus,…
Adoração da Cruz na
Sexta-feira Santa
Após a Oração Universal ocorre a
Adoração da Santa Cruz. Essa Adoração consiste em adorar não a um pedaço de
madeira com uma imagem de gesso. Adoramos, na liturgia, o Cristo crucificado.
Adoramos o mistério celebrado, que a liturgia possibilita vivenciar
verdadeiramente. Durante a celebração, neste momento, a Igreja permanece em
profunda adoração e silêncio, contemplando o madeiro com o Crucificado. Caso a
quantidade de pessoas permita, pode-se fazer uma procissão para o popular beijo
à Cruz, que consiste em adorar a Cristo, com genuflexão, e beijar a cruz
devotamente.
Popularmente, neste dia, muitos
católicos acorrem às igrejas para participar da celebração da Paixão do Senhor.
Na verdade, é feriado nacional precisamente para favorecer a contemplação e a
oração, tão importantes neste dia santo. É dia de jejum e abstinência. Mais do
que participar das devoções populares tão fortes neste dia (Via Sacra,
Procissão do Encontro, Procissão dos Passo, Sete dores de Nossa Senhora), é
importante mergulhar na celebração da Paixão a fim de viver o mistério do
Calvário de modo real.
A Cruz do Senhor é o sinal do católico.
Não há como imaginar nossa fé distante da Cruz. Não podemos correr o risco de,
como todos os apóstolos e discípulos do Senhor, fugir da cruz por covardia.
Permaneçamos firmes, com os olhos fixos no Senhor. “Se com Ele nós morremos,
com Ele reinaremos”. Da Cruz, vamos à luz.
O Amor que se entrega na Cruz: Hoje contemplamos o mistério
mais profundo da nossa fé: Jesus crucificado. A cruz não é apenas dor… é
amor levado até o extremo. Não foi a cruz que venceu Jesus… foi o
amor.
À primeira vista, parece
derrota: Jesus é traído, é condenado injustamente, é humilhado e crucificado. Mas,
na verdade, ali acontece a maior vitória da história. Jesus não perde a vida…Ele
a entrega. "Ninguém tira a minha vida, eu a dou
livremente." A cruz não é o fim, é a prova de um amor que não volta
atrás. Jesus não morreu de forma genérica.
Ele morreu por cada um de nós, pelas nossas quedas, pelos nossos pecados,
pelas nossas dores escondidas. Na cruz, Cristo pensava em nós. Nada em nossa
vida é indiferente para Ele. A Sexta-feira Santa é
marcada pelo silêncio. Um silêncio que fala: do sofrimento, da entrega, da
confiança total no Pai. Às vezes, Deus parece silencioso…, mas é nesse silêncio
que Ele está realizando a maior obra.
A cruz não é o fim. A
cruz é caminho. É passagem. É redenção. Quem abraça a cruz com Cristo, descobre
que ela não destrói… ela salva.
Diante da cruz, somos chamados a decidir: A cruz divide os corações: alguns zombam, outros ignoram, outros se convertem. E nós? Como eu me coloco diante da cruz de Cristo? como espectador? ou como alguém que se deixa transformar?
Oração: Senhor Jesus
crucificado, hoje eu me coloco diante da Tua cruz. Obrigado pelo Teu amor, um
amor que não desistiu de mim. Perdoa meus pecados, cura minhas feridas, e
ensina-me a viver com fidelidade. Dá-me a graça de carregar minha cruz contigo,
com confiança e esperança. E que eu nunca esqueça: fui amado até o fim. Amém.
Evangelho (Jo 13,1-15) -
Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. -
Glória a vós, Senhor.
1 Era antes da festa da
Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o
Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2
Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de
Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o
Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus
voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e
amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os
pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6
Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os
pés?" respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais
tarde compreenderás". 8 Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás
os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte
comigo". 9 Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente
os meus pés, mas também as mãos e a cabeça". 10 Jesus respondeu:
"Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo
limpo. Também vós estais limpos, mas não todos". 11 Jesus sabia
quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos". 12
Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de
novo. E disse aos discípulos: "Compreendeis o que acabo de fazer? 13
Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14
Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar
os pés uns dos outros. 15 Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma
coisa que eu fiz".
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!
Reflexão –
Amar até o fim
Na Quinta-feira Santa,
primeiro dia de nosso Tríduo Pascal, já tendo encerrado o Tempo da Quaresma nas
vésperas deste dia, a Igreja celebra a solene liturgia da Ceia do Senhor (in
Cena Domini). Nesta noite, Cristo Jesus, reunido com seus Apóstolos,
celebra a Páscoa judaica e
inaugura a Nova e Eterna Páscoa, através da instituição da Eucaristia e do
Sacerdócio. Essa liturgia já aparece consolidada pelo século V, em
Jerusalém, como uma memória da ação do Senhor antes da ceia figurada no
lava-pés, realizado até hoje. Na verdade, o rito de lava-pés iniciou-se como
uma liturgia separada da Santa Missa, mas foi incorporada a ela aos
poucos.
A
instituição da Eucaristia e do sacerdócio: Cristo Jesus, ao instituir a Eucaristia nesta noite,
dando-se à humanidade nas espécies do pão e do vinho, deixa um mandato aos
Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Na verdade, Eucaristia e
Sacerdócio estão essencialmente vinculados. Ao instituir a Eucaristia, Jesus
institui o sacramento da Ordem que,
pela autoridade divina, tem a potestade de consagrar o Corpo e o Sangue de
Jesus Cristo. É um dia de alegria para a Igreja, pois por estes dois sacramentos está
assegurada a nós a presença real de Cristo no meio da humanidade.
Jesus, sabendo que sua
hora estava chegando, entrega-se, na Quinta-feira Santa, de modo litúrgico e
incruento. A mesma oferta do dom de si na Cruz, Cristo a faz na sua entrega
livre e generosa nas espécies do Corpo e do Sangue, pela consagração do pão e do
vinho. O modo de perpetuar este sacramento da presença real de Cristo na
Eucaristia, é fazer, de homens eleitos, partícipes do único sacerdócio de
Cristo, que, pela autoridade divina, consagram, até hoje, a Eucaristia.
O Evangelho de hoje começa com uma frase que resume toda
a vida de Jesus: “Tendo amado os seus… amou-os até o fim.” Esse “até o
fim” não significa apenas até a morte, mas até a eternidade, sem medidas,
sem reservas, sem condições. Jesus não ama pela metade. Ele ama totalmente.
O Deus que se ajoelha: O
gesto é desconcertante: Jesus, o Senhor, se levanta da mesa, tira o manto e
se ajoelha para lavar os pés dos discípulos. Naquela cultura, isso era
serviço de escravo. Ou seja: Deus se coloca no lugar do servo.
Isso quebra toda lógica humana: quem manda, quer ser
servido, quem tem poder, quer ser honrado. Mas Jesus revela o contrário: Amar
é servir. Amar é se abaixar. Amar é se doar.
Pedro reage: "Tu
nunca me lavarás os pés!" Parece humildade…, mas no fundo é
resistência. Porque aceitar que Jesus nos sirva significa: reconhecer que precisamos
ser lavados. E isso toca no nosso orgulho. Quantas vezes somos como Pedro: queremos
servir, mas não queremos ser cuidados, queremos dar, mas temos dificuldade de
receber, queremos parecer fortes, mas escondemos nossas misérias. Mas Jesus é
claro: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo.” Ou seja: não
existe vida com Cristo sem deixar-se amar e purificar por Ele.
Jesus diz: "Vós estais limpos…, mas não
todos." Ele não está falando apenas de um gesto externo. Está falando
do coração. O maior perigo não é ter os pés sujos…é ter o coração fechado. Judas
está ali, com os pés lavados…, mas o coração endurecido.
Depois de tudo, Jesus diz: “Dei-vos
o exemplo.” Não é apenas um gesto bonito para admirar… é um caminho para
viver. Lavar os pés hoje significa: perdoar quem nos feriu, servir sem esperar
reconhecimento, ajudar o necessitado, amar mesmo quando não somos amados.
Hoje somos chamados a viver
três atitudes: Deixar-se amar por Jesus, Permitir que Ele nos
purifique, Servir com humildade os irmãos.
Oração: Senhor Jesus, Tu que
Te ajoelhaste diante dos Teus discípulos, ensina-me a amar com humildade. Tira
de mim todo orgulho que me impede de Te deixar agir. Lava o meu coração,
purifica minhas intenções, cura minhas feridas escondidas. E dá-me a graça de
servir, não por obrigação, mas por amor. Que eu aprenda Contigo a amar até o
fim, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.