sexta-feira, 3 de abril de 2026

Dia 03-04-2026 - Sexta Feira Santa

 


Paixão do Senhor | Sexta-feira - Anúncio da Paixão de Cristo (Jo 18,1 – 19,42) - - Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.

Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: Pres.: “A quem procurais?” Narrador 1: 5Responderam: Ass.: “A Jesus, o Nazareno”. Narrador 1: Ele disse: Pres.: “Sou eu”. Narrador 1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou: Pres.: “A quem procurais?” Narrador 1: Eles responderam: Ass.: “A Jesus, o Nazareno”. Narrador 1: 8Jesus respondeu: Pres.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”. Narrador 1: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: Pres.: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. Narrador 2: 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro: Pres.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” Narrador 1: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: Leitor 1: “É preferível que um só morra pelo povo”. Narrador 2: 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro: Ass.: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” Narrador 2: Ele respondeu: Leitor 2: “Não”. Narrador 2: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu: Pres.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”. Narrador 2: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: Leitor 1: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” Narrador 2: 23Respondeu-lhe Jesus: Pres.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” Narrador 1: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: Leitor 2: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?” Narrador 1: Pedro negou: Leitor 1: “Não!” Narrador 1: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: Leitor 2: “Será que não te vi no jardim com ele?” Narrador 2: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: Leitor 1: “Que acusação apresentais contra este homem?” Narrador 2: 30Eles responderam: Ass.: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!” Narrador 2: 31Pilatos disse: Leitor 2: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”. Narrador 2: Os judeus lhe responderam: Ass.: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”. Narrador 1: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?” Narrador 1: 34Jesus respondeu: Pres.: “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” Narrador 1: 35Pilatos falou: Leitor 2: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”. Narrador 1: 36Jesus respondeu: Pres.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. Narrador 1: 37Pilatos disse a Jesus: Leitor 1: “Então, tu és rei?” Narrador 1: Jesus respondeu: Pres.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Narrador 1: 38Pilatos disse a Jesus: Leitor 2: “O que é a verdade?” Narrador 2: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: Leitor 1: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?” Narrador 2: 40Então, começaram a gritar de novo: Ass.: “Este não, mas Barrabás!” Narrador 2: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Ass.: 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Narrador 2: Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam: Ass.: “Viva o rei dos judeus!” Narrador 2: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: Leitor 1: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”. Narrador 1: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: Leitor 1: “Eis o homem!” Narrador 1: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!” Narrador 1: Pilatos respondeu: Leitor 1: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”. Narrador 1: 7Os judeus responderam: Ass.: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”. Narrador 2: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: Leitor 1: “De onde és tu?” Narrador 2: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse: Leitor 1: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” Narrador 2: 11Jesus respondeu: Pres.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”. Narrador 2: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: Ass.: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”. Narrador 1: 13Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: Leitor 2: “Eis o vosso rei!” Narrador 1: 15Eles, porém, gritavam: Ass.: “Fora! Fora! Crucifica-o!” Narrador 1: Pilatos disse: Leitor 1: “Hei de crucificar o vosso rei?” Narrador 1: Os sumos sacerdotes responderam: Ass.: “Não temos outro rei senão César”. Narrador 2: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: Ass.: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. Narrador 2: 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Ass.: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”. Narrador 2: 22Pilatos respondeu: Ass.: “O que escrevi, está escrito”. Narrador 2: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24Disseram então entre si: Ass.: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”. Narrador 2: Assim se cumpria a Escritura que diz: Ass.: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Narrador 1: Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: Pres.: “Mulher, este é o teu filho”. Narrador 1: 27Depois disse ao discípulo: Pres.: “Esta é a tua mãe”. Narrador 1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: Pres.: “Tenho sede”. Narrador 1: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: Pres.: “Tudo está consumado”. Narrador 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (Todos se ajoelham - Silêncio.) Narrador 2: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Ass.: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. Narrador 2: 37E outra Escritura ainda diz: Ass.: “Olharão para aquele que transpassaram”. Narrador 1: 38Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. Narrador 2: 41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.  

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: A Sexta-feira Santa possui aspectos litúrgicos que estão muito presentes na vida do católico. É dia de Jejum e Abstinência, bem como dia de introspecção. E você sabia que neste dia a Igreja não celebra a Missa? 

Na Sexta-feira santa, até o entardecer, nós ainda estamos dentro do primeiro dia do Tríduo Pascal. Isso se deve ao fato de que, na contagem judaica, um dia inicia no entardecer, e se estende até o entardecer seguinte. Celebramos, neste dia, às 15h, a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o único dia do ano em que não há celebração do Sacrifício da Santa Missa. Por ser o dia da Paixão de Cristo, onde recordamos a condenação, crucificação e morte do Senhor, é um dia de penitência, sendo obrigatório ao católico o jejum e a abstinência. 

Por que a Sexta-feira Santa é chamada de sexta-feira da Paixão? A Sexta-feira Santa é chamada de sexta-feira da Paixão pois foi neste dia que Cristo sofreu a Sua paixão, morrendo na Cruz pela nossa salvação. A palavra Paixão, no nosso linguajar popular, pode significar um tipo de amor menos “nobre”, mais momentâneo e superficial. Na verdade, quando falamos de Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo estamos indicando a semântica de paixão vinculada à etimologia latina. Paixão significa padecimento. É o ato de sofrer, de suportar.

Neste dia, até a Vigília Pascal na noite do Sábado Santo, a Igreja não celebra nenhum sacramento, a não ser os de cura. Não há o Santo Sacrifício da Missa. A liturgia deste dia, que deve, na medida do possível, ser celebrada às 15h em nossas Igrejas, hora em que Jesus morreu na Cruz, é chamada de Celebração da Paixão do Senhor.

Oração dos fiéis

O mistério da Cruz do Senhor atinge toda a humanidade, em todos os tempos e culturas. Na liturgia da Sexta-feira Santa, a Igreja reza pelas necessidades de todo o mundo. A Oração Universal feita nesta liturgia consiste em 10 orações que resumem as intenções do mundo todo. Essa oração é composta por uma introdução e a oração propriamente dita. Reza-se pelos judeus, pelos cristãos, pela Igreja, pelos ateus,…

Adoração da Cruz na Sexta-feira Santa 

Após a Oração Universal ocorre a Adoração da Santa Cruz. Essa Adoração consiste em adorar não a um pedaço de madeira com uma imagem de gesso. Adoramos, na liturgia, o Cristo crucificado. Adoramos o mistério celebrado, que a liturgia possibilita vivenciar verdadeiramente. Durante a celebração, neste momento, a Igreja permanece em profunda adoração e silêncio, contemplando o madeiro com o Crucificado. Caso a quantidade de pessoas permita, pode-se fazer uma procissão para o popular beijo à Cruz, que consiste em adorar a Cristo, com genuflexão, e beijar a cruz devotamente.

Popularmente, neste dia, muitos católicos acorrem às igrejas para participar da celebração da Paixão do Senhor. Na verdade, é feriado nacional precisamente para favorecer a contemplação e a oração, tão importantes neste dia santo. É dia de jejum e abstinência. Mais do que participar das devoções populares tão fortes neste dia (Via Sacra, Procissão do Encontro, Procissão dos Passo, Sete dores de Nossa Senhora), é importante mergulhar na celebração da Paixão a fim de viver o mistério do Calvário de modo real.

A Cruz do Senhor é o sinal do católico. Não há como imaginar nossa fé distante da Cruz. Não podemos correr o risco de, como todos os apóstolos e discípulos do Senhor, fugir da cruz por covardia. Permaneçamos firmes, com os olhos fixos no Senhor. “Se com Ele nós morremos, com Ele reinaremos”. Da Cruz, vamos à luz.

O Amor que se entrega na Cruz:  Hoje contemplamos o mistério mais profundo da nossa fé: Jesus crucificado. A cruz não é apenas dor… é amor levado até o extremo. Não foi a cruz que venceu Jesus… foi o amor. 

À primeira vista, parece derrota: Jesus é traído, é condenado injustamente, é humilhado e crucificado. Mas, na verdade, ali acontece a maior vitória da história. Jesus não perde a vida…Ele a entrega. "Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente." A cruz não é o fim, é a prova de um amor que não volta atrás. Jesus não morreu de forma genérica.

Ele morreu por cada um de nós, pelas nossas quedas, pelos nossos pecados, pelas nossas dores escondidas. Na cruz, Cristo pensava em nós. Nada em nossa vida é indiferente para Ele.

A Sexta-feira Santa é marcada pelo silêncio. Um silêncio que fala: do sofrimento, da entrega, da confiança total no Pai. Às vezes, Deus parece silencioso…, mas é nesse silêncio que Ele está realizando a maior obra.

A cruz não é o fim. A cruz é caminho. É passagem. É redenção. Quem abraça a cruz com Cristo, descobre que ela não destrói… ela salva.

Diante da cruz, somos chamados a decidir: A cruz divide os corações: alguns zombam, outros ignoram, outros se convertem. E nós? Como eu me coloco diante da cruz de Cristo? como espectador? ou como alguém que se deixa transformar?

Oração: Senhor Jesus crucificado, hoje eu me coloco diante da Tua cruz. Obrigado pelo Teu amor, um amor que não desistiu de mim. Perdoa meus pecados, cura minhas feridas, e ensina-me a viver com fidelidade. Dá-me a graça de carregar minha cruz contigo, com confiança e esperança. E que eu nunca esqueça: fui amado até o fim. Amém.

Deus Abençoe Você!


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Evangelho do Dia 02-04-2026

 

Semana Santa | Ceia do Senhor | Quinta-feira

Evangelho (Jo 13,1-15) - Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

1 Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?" respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás". 8 Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo". 9 Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça". 10 Jesus respondeu: "Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos". 11 Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos". 12 Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: "Compreendeis o que acabo de fazer? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão – Amar até o fim

Na Quinta-feira Santa, primeiro dia de nosso Tríduo Pascal, já tendo encerrado o Tempo da Quaresma nas vésperas deste dia, a Igreja celebra a solene liturgia da Ceia do Senhor (in Cena Domini). Nesta noite, Cristo Jesus, reunido com seus Apóstolos, celebra a Páscoa judaica e inaugura a Nova e Eterna Páscoa, através da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Essa liturgia já aparece consolidada pelo século V, em Jerusalém, como uma memória da ação do Senhor antes da ceia figurada no lava-pés, realizado até hoje. Na verdade, o rito de lava-pés iniciou-se como uma liturgia separada da Santa Missa, mas foi incorporada a ela aos poucos. 

A instituição da Eucaristia e do sacerdócio: Cristo Jesus, ao instituir a Eucaristia nesta noite, dando-se à humanidade nas espécies do pão e do vinho, deixa um mandato aos Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Na verdade, Eucaristia e Sacerdócio estão essencialmente vinculados. Ao instituir a Eucaristia, Jesus institui o sacramento da Ordem que, pela autoridade divina, tem a potestade de consagrar o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. É um dia de alegria para a Igreja, pois por estes dois sacramentos está assegurada a nós a presença real de Cristo no meio da humanidade.

Jesus, sabendo que sua hora estava chegando, entrega-se, na Quinta-feira Santa, de modo litúrgico e incruento. A mesma oferta do dom de si na Cruz, Cristo a faz na sua entrega livre e generosa nas espécies do Corpo e do Sangue, pela consagração do pão e do vinho. O modo de perpetuar este sacramento da presença real de Cristo na Eucaristia, é fazer, de homens eleitos, partícipes do único sacerdócio de Cristo, que, pela autoridade divina, consagram, até hoje, a Eucaristia.

O Evangelho de hoje começa com uma frase que resume toda a vida de Jesus: “Tendo amado os seus… amou-os até o fim.” Esse “até o fim” não significa apenas até a morte, mas até a eternidade, sem medidas, sem reservas, sem condições. Jesus não ama pela metade. Ele ama totalmente.

O Deus que se ajoelha: O gesto é desconcertante: Jesus, o Senhor, se levanta da mesa, tira o manto e se ajoelha para lavar os pés dos discípulos. Naquela cultura, isso era serviço de escravo. Ou seja: Deus se coloca no lugar do servo.

Isso quebra toda lógica humana: quem manda, quer ser servido, quem tem poder, quer ser honrado. Mas Jesus revela o contrário: Amar é servir. Amar é se abaixar. Amar é se doar.

Pedro reage: "Tu nunca me lavarás os pés!" Parece humildade…, mas no fundo é resistência. Porque aceitar que Jesus nos sirva significa: reconhecer que precisamos ser lavados. E isso toca no nosso orgulho. Quantas vezes somos como Pedro: queremos servir, mas não queremos ser cuidados, queremos dar, mas temos dificuldade de receber, queremos parecer fortes, mas escondemos nossas misérias. Mas Jesus é claro: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo.” Ou seja: não existe vida com Cristo sem deixar-se amar e purificar por Ele.

Jesus diz: "Vós estais limpos…, mas não todos." Ele não está falando apenas de um gesto externo. Está falando do coração. O maior perigo não é ter os pés sujos…é ter o coração fechado. Judas está ali, com os pés lavados…, mas o coração endurecido.

Depois de tudo, Jesus diz: “Dei-vos o exemplo.” Não é apenas um gesto bonito para admirar… é um caminho para viver. Lavar os pés hoje significa: perdoar quem nos feriu, servir sem esperar reconhecimento, ajudar o necessitado, amar mesmo quando não somos amados.

Hoje somos chamados a viver três atitudes: Deixar-se amar por Jesus, Permitir que Ele nos purifique, Servir com humildade os irmãos.

Oração: Senhor Jesus, Tu que Te ajoelhaste diante dos Teus discípulos, ensina-me a amar com humildade. Tira de mim todo orgulho que me impede de Te deixar agir. Lava o meu coração, purifica minhas intenções, cura minhas feridas escondidas. E dá-me a graça de servir, não por obrigação, mas por amor. Que eu aprenda Contigo a amar até o fim, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Evangelho do Dia 01-04-2026

 

Semana Santa | Quarta-feira

Evangelho (Mt 26,14-25) - Salve, Cristo, Luz da vida, companheiro na partilha!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse: "O que me dareis se vos entregar Jesus?" Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16 E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17 No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?" 18 Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'". 19 Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair". 22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: "Senhor, será que sou eu?" 23 Jesus respondeu: "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24 O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!" 25 Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho de hoje (Mt 26,14-25) nos coloca diante de um contraste profundo: a fidelidade de Jesus e a fragilidade do coração humano. Judas não trai Jesus de um momento para o outro. O texto mostra um processo: "Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus." Ou seja, a traição começa antes do ato, começa no interior, nas pequenas, concessões, nos silêncios, nas escolhas escondidas, na dureza de coração. Isso nos leva a uma pergunta sincera:  Em que momentos eu também vou "negociando" Jesus dentro de mim?

Judas vendeu Jesus por trinta moedas de prata. Mas e nós? Às vezes, também trocamos Jesus por coisas pequenas: um orgulho que não queremos abandonar, um pecado que justificamos, uma fé vivida pela metade, uma omissão diante do que é certo. Nem sempre é uma rejeição explícita…, mas é um coração dividido.

O convívio de Judas na mesa da intimidade e o risco da queda: O mais forte do Evangelho é isso: Judas trai estando à mesa com Jesus. Ele conviveu, ouviu, caminhou junto… e mesmo assim caiu. Isso é um alerta para nós: Estar próximo das coisas de Deus não garante, por si só, fidelidade. Por isso, os discípulos perguntam: "Senhor, será que sou eu?" Essa é a atitude correta: não acusar os outros, mas examinar o próprio coração.

Jesus sabe… e continua amando, Jesus não é pego de surpresa. Ele sabe quem vai traí-lo, e mesmo assim: permite que Judas permaneça, senta-se à mesa com ele, não o expõe publicamente, Isso revela algo profundamente consolador:  Jesus conhece nossas fraquezas, mas não deixa de nos amar. O amor de Cristo não depende da nossa perfeição, mas da fidelidade d’Ele.

Uma escolha diante de nós, Judas e Pedro vão cair, a diferença não está na queda, mas na resposta: Judas se fecha e se perde, Pedro se arrepende e volta. Hoje, a Palavra nos convida a decidir: Quando eu cair, para onde eu vou? Para o desespero… ou para a misericórdia de Deus?

Hoje temos a oportunidade de decidir, continuamos no pecado e na infidelidade, ou nos arrependemos e voltamos a Jesus, e continuemos na mesa onde Ele próprio é nosso alimento eterno.

Oração: Senhor Jesus, Tu conheces o meu coração melhor do que eu mesmo. Sabes das minhas fraquezas, das minhas quedas e das minhas infidelidades. Não permitas que eu Te troque por coisas passageiras. Dá-me um coração fiel, vigilante e humilde. E quando eu cair, Senhor, não me deixes fugir de Ti, mas dá-me a graça de voltar, confiando na Tua misericórdia e no teu amor, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

Deus Abençoe Você!

terça-feira, 31 de março de 2026

Evangelho do Dia 31-03-2026

 

Semana Santa| Terça-feira

Evangelho (Jo 13,21-33.36-38)

- Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21 Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: "Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará". 22 Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando. 23 Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24 Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25 Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: "Senhor, quem é?" 26 Jesus respondeu: "É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho". Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27 Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: "O que tens a fazer, executa-o depressa". 28 Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29 Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: "Compra o que precisamos para a festa", ou que desse alguma coisa aos pobres. 30 Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31 Depois que Judas saiu, disse Jesus: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33 Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'". 36 Simão Pedro perguntou: "Senhor, para onde vais?" Jesus respondeu-lhe: "Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde". 37 Pedro disse: "Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!" 38 Respondeu Jesus: "Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes".

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: Neste Evangelho, somos levados ao coração de uma das cenas mais íntimas e dolorosas da vida de Jesus: a mesa da amizade se torna também o lugar da traição. Jesus está profundamente comovido. Ele sabe… Ele conhece os corações. E, mesmo assim, permanece. Não foge. Não se endurece. Não deixa de amar.

Enquanto um O trai, outro promete fidelidade — mas também irá negá-Lo. E no meio disso tudo… está o amor.

Judas sai. E o Evangelho diz: “Era noite.” Não apenas uma noite exterior, mas uma noite espiritual, a escuridão que invade o coração quando nos afastamos da Luz. Pedro, por sua vez, está cheio de boa vontade, mas ainda não conhece sua própria fraqueza. Ele ama Jesus, mas confia mais em si mesmo do que na graça.

E nós? Quantas vezes também vivemos essas duas realidades: Em alguns momentos, somos como Judas, quando trocamos Jesus por interesses, pecados ou comodismos; Em outros, somos como Pedro, cheios de fervor, mas frágeis na perseverança.

Mas há ainda um terceiro caminho: o do discípulo amado, aquele que repousa no peito de Jesus. Este é o caminho que o Senhor nos convida a viver. Não é o caminho da autossuficiência de Pedro, nem o da dureza e fechamento de Judas, mas o da intimidade, da escuta, da permanência no amor. É no coração de Jesus que encontramos força para não trair. É na proximidade com Ele que vencemos a fraqueza.

Jesus não desiste de nós, mesmo sabendo das nossas quedas. Ele continua nos oferecendo o “pão”, continua nos chamando à comunhão. A grande pergunta desta Palavra não é: “Quem vai trair Jesus?” Mas sim: “Senhor, sou eu?” E mais ainda: “Senhor, como posso hoje permanecer fiel?”

Oração: Senhor Jesus, Tu conheces o meu coração. Sabes das minhas fraquezas, das minhas quedas e também das minhas intenções. Livra-me, Senhor, de um coração traidor. Livra-me da ilusão de confiar apenas em mim mesmo. Dá-me a graça de ser como o discípulo amado, de repousar em Ti, de viver na Tua intimidade, de escutar a Tua voz. Mesmo quando eu cair, Senhor, não me deixes permanecer na noite, mas conduz-me de volta à Tua luz. Que a minha vida Te glorifique, não apenas nas palavras, mas na fidelidade de cada dia. Amém.

Deus Abençoe Você!

segunda-feira, 30 de março de 2026

Evangelho do Dia 30-03-2026

 

Semana Santa | Segunda-feira

Evangelho (Jo 12,1-11) - Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. - Glória a vós, Senhor.

1 Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2 Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3 Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4 Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5 "Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?" 6 Judas falou assim não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7 Jesus, porém, disse: "Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8 Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis". 9 Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10 Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11 porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: O Evangelho nos leva a Betânia, à casa de amigos: Marta, Maria e Lázaro. É um ambiente de intimidade, de gratidão, de convivência com Jesus. Ali acontece algo inesperado. Maria toma um perfume caríssimo, nardo puro, e derrama sobre os pés de Jesus, enxugando-os com seus cabelos. Um gesto exagerado aos olhos humanos. Mas profundamente verdadeiro aos olhos de Deus.

Amar sem medida: Maria não faz contas. Não calcula o custo. Não pensa no que vão dizer. Ela simplesmente ama.

O perfume representa: o que ela tem de mais precioso, sua entrega total, sua adoração silenciosa. E o Evangelho diz algo belíssimo: “A casa inteira ficou cheia do perfume.” O amor verdadeiro sempre transborda. Quem ama de verdade, perfuma o ambiente. Uma alma que se entrega a Deus transforma tudo ao seu redor.

Em contraste, aparece Judas. Ele questiona, critica, racionaliza: “Não seria melhor vender e dar aos pobres?” Parece uma fala bonita…, mas o Evangelho revela a verdade: não era amor aos pobres, era apego, era interesse. Aqui está um ponto forte para nós: Maria dá tudo, Judas calcula tudo, Maria ama, Judas negocia.

Dois modos de viver a fé: Esse Evangelho nos coloca diante de duas atitudes:

Maria: entrega, generosidade, amor gratuito, intimidade com Jesus.

Judas: interesse, aparência de bem, coração dividido, fechamento à graça. E isso não é apenas sobre eles… Essas duas atitudes habitam muitas vezes dentro de nós.

“Ela fez isso para a minha sepultura” Jesus dá um sentido ainda mais profundo ao gesto de Maria. Ela, talvez sem compreender totalmente, antecipa a sua morte. Enquanto muitos rejeitam Jesus, Maria o prepara com amor. Enquanto todos tramam a cruz, ela oferece perfume.

O convite para nós hoje: Na Semana Santa, somos convidados a sair de uma fé calculada, e entrar em uma fé de entrega. Amar mais, mesmo quando parece “exagero” Servir sem buscar reconhecimento, Dar a Deus o melhor, não o que sobra, Porque no fim, só o amor permanece.

Oração: Senhor Jesus, quero aprender com Maria a te amar sem medidas. Arranca de mim o coração calculista, o apego escondido, a fé interesseira. Dá-me um coração que se derrama, que se entrega, que não tem medo de amar. Que minha vida seja como esse perfume, que sobe até Ti e transforma tudo ao redor, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor, Amém.

Deus Abençoe Você!

domingo, 29 de março de 2026

Evangelho do Dia 29-03-2026 - Domingo de Ramos

 

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor | Domingo

Evangelho para Procissão de Ramos 

Evangelho (Mt 21,1-11) — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”.

4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”

10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Anúncio do Evangelho (Mt 27,11-54 - Forma breve)

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

Ass.: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1: Jesus declarou:

Pres.: “É como dizes”.

Narrador 1: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

Leitor: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”

Narrador 1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

Ass.: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”

Narrador 2: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

Mulher: “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.

Narrador 2: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

Ass.: “Qual dos dois quereis que eu solte?”

Narrador 2: Eles gritaram:

Ass.: “Barrabás”.

Narrador 2: 22Pilatos perguntou:

Leitor: “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”

Narrador 2: Todos gritaram:

Ass.: “Seja crucificado!”

Narrador 2: 23Pilatos falou:

Leitor: “Mas, que mal ele fez?”

Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:

Ass.: “Seja crucificado!”

Narrador 1: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

Leitor: “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”

Narrador 1: 25O povo todo respondeu:

Ass.: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.

Narrador 1: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.

Ass.: 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;

Narrador 1: 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

Ass.: “Salve, rei dos judeus!”

Narrador 2: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”.

Narrador 1: 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação:

Ass.: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.

Narrador 1: 38Com ele também crucificara dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Ass.: 40”Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”

Narrador 2: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:

Ass.: 42”A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.

Narrador 1: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

Pres.: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”

Narrador 1: Que quer dizer:

Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Narrador 1: 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

Ass.: “Ele está chamando Elias!”

Narrador 1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

Ass.: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”

Narrador 1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. (Todos se ajoelham.)

Narrador 2: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

Ass.: “Ele era mesmo Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja com todos!

Reflexão: “Hosana… Crucifica-o!” – O mistério de um coração dividido

O Evangelho deste dia nos coloca diante de um contraste forte e inquietante: o mesmo povo que aclama Jesus com ramos nas mãos, poucos dias depois grita pela sua morte.

Jesus entra em Jerusalém não como um rei poderoso aos moldes humanos, mas como um rei manso, humilde, montado em um jumentinho. Ele não vem dominar, mas se entregar. Não vem impor, mas amar até o fim.

A multidão grita: “Hosana ao Filho de Davi!” Mas esse louvor ainda é superficial… é um entusiasmo que não passou pela cruz. A paixão revela o verdadeiro rosto do amor. Ao ouvirmos a narrativa da Paixão, vemos Jesus: injustamente acusado, rejeitado pelo seu povo, traído, humilhado, abandonado, e, por fim, crucificado, e o mais impressionante, Ele permanece em silêncio. Esse silêncio não é fraqueza. É entrega. É amor que não se defende, porque quer salvar. Enquanto muitos gritam, Jesus ama. Enquanto muitos acusam, Jesus perdoa. Enquanto o mundo rejeita, Ele se oferece.

Barrabás ou Jesus: uma escolha que continua, A cena diante de Pilatos não ficou no passado. Ela se repete todos os dias dentro de nós. Pilatos pergunta: “Quem quereis que eu solte?” E o povo escolhe Barrabás. Barrabás representa: o caminho fácil, o pecado disfarçado, a razão do mundo.

Jesus representa: a verdade, o amor exigente, o caminho da cruz. Quantas vezes também nós escolhemos “Barrabás” …
quando evitamos a conversão, quando fugimos da cruz, quando preferimos nossa vontade à vontade de Deus.

“Meu Deus, por que me abandonaste?” Na cruz, Jesus assume até o sentimento mais profundo da dor humana: o abandono. Mas atenção: não é desespero. É oração. Jesus reza com as palavras do Salmo. Ele entra na nossa dor para redimi-la por dentro. Isso significa que: Nenhuma dor nossa é inútil, Nenhum sofrimento está fora do alcance de Deus, Nenhum abandono é definitivo

O convite deste Domingo: Hoje, a Igreja não nos deixa ficar apenas nos ramos. Ela nos conduz até a cruz. O convite é claro: Não basta aclamar Jesus, é preciso segui-Lo. Não basta emoção, é necessária conversão. Não basta estar com Ele na festa, é preciso permanecer na cruz.

Que neste inicio de semana Santa, possamos nos entregar totalmente a Jesus, abraçando a sua Cruz, para que a sua Ressurreição aconteça na nossa vida.

Oração: Senhor Jesus, hoje eu coloco meus ramos aos teus pés, mas também reconheço minhas incoerências. Quantas vezes eu te louvo… e depois te nego nas minhas atitudes. Dá-me um coração fiel, capaz de permanecer contigo não só na alegria, mas também na cruz. Ensina-me a amar como Tu amas, a perdoar como Tu perdoas, e a confiar, mesmo quando tudo parece perdido, vos pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor Amém.

Deus Abençoe Você!

Destaque

Dia 03-04-2026 - Sexta Feira Santa

  Paixão do Senhor | Sexta-feira -  Anúncio da Paixão de Cristo ( Jo 18,1 – 19,42) -  - Louvor e honra a vós, Senhor Jesus. Narrador 1:   ...